Copa das Confederações, dia 9: Uma máxima imortal

A Alemanha está em mais uma final de campeonato. Como quem toma um chá enquanto passeia no parque, a equipe de Joachim Löw amassou o México em poucos minutos para garantir mais uma decisão em seu currículo. O fim de jogo até foi legal, mas a esperança mexicana já estava no chão.

Quem diria que a Alemanha iria bater o México sem dificuldades e com um placar elástico na semifinal da Copa das Confederações? Ninguém poderia esperar um desfecho como este, não é mesmo? Não que as outras derrotas todas dos mexicanos diante dos alemães pudessem causar efeito diferente. Mais do que nunca, sejamos sinceros, estava na cara que os tetracampeões mundiais iriam avançar.

Quando a bola rolou, os ataques foram cruéis por parte do time de Löw. Em sete minutos, o placar já estava em 2 a 0. O emocional dos mexicanos estava abalado e eles provavelmente lembraram de todas as outras vezes em que foram eliminados por este mesmo país, seu maior carrasco dentro do futebol.

Pobre do México, que é uma seleção tradicionalíssima. Forte dentro de seu continente e com participações honrosas em Copas, La Tri sucumbiu com os mesmos defeitos de sempre: a intensidade de fases anteriores morreu engasgada. A equipe de Juan Carlos Osorio que entrou em campo nesta quinta-feira estava fundida, desatenta, refém dos ataques da Alemanha. Dez minutos foram suficientes para conhecermos o vencedor.

Sim, é verdade, os mexicanos até reagiram no decorrer do confronto, mas seria muito difícil reverter os dois gols sofridos. A Alemanha mista de Löw, que preservou os titulares remanescentes da geração campeã do mundo, continua tão assustadora quanto a principal. Com menos pompa, bem menos estrelas, mas igual eficiência. É questão de filosofia.

O México crê em maldições e continuará preso nelas se não evoluir de fato. Se não tiver força mental para encarar um jogo grande, ainda que em um torneio que já entrou em processo de extinção. A diferença entre ser simpático e vencedor é imensa. O carisma e a emoção dos mexicanos não vale muito na hora de bater em gol. A eliminação triste com o placar de 4 a 1 só não foi mais trágica em virtude dos cinco minutos finais e o golaço de Fabian, em cobrança de falta.

O Chile volta a ser a única equipe capaz de impedir mais esta conquista alemã. A seriedade que faltou ontem, contra Portugal, pode ser fundamental diante da juventude liderada por Draxler. A Copa das Confederações nunca foi a obsessão de nenhum jogador, mas encher a barriga com ela ao fim de uma temporada difícil é um alento para uma seleção que joga sua terceira final seguida em três anos. O Chile tem força, bola e experiência para derrotar os alemães. Mas eles se importam realmente com o que acontecerá na final em São Petersburgo?

Por outro lado, a Alemanha só brincou até agora. Jogou fácil e sem emoções, só não venceu o Chile. Final de campeonato não é lugar para brincadeira e podemos esperar um jogo bem movimentado entre estes dois. Que venha um confronto que possa ser lembrado pela emoção e pela importância, no canto do cisne de um torneio que foi amplamente dominado pelo Brasil no passado, e que agora terá sua história encerrada com outro grande campeão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *