Benfica é acusado de corrupção e bruxaria por diretor do Porto

Em Portugal, uma polêmica bizarra está chamando a atenção do público e da imprensa. Acusado inicialmente de corrupção, o Benfica também está implicado em um episódio de bruxaria. Sim, o mesmo clube que está condenado a passar 100 anos sem um título europeu, pagou para que serviços fossem realizados a seu favor.

Tetracampeão nacional, o Benfica está envolto em um episódio tão místico e bizarro quanto a sua consolidação como o time mais amaldiçoado do planeta. Para quem acredita no sobrenatural, a equipe lisboeta virou vítima de uma praga de Bela Guttmann após o seu segundo e último título na Copa dos Campeões, nos anos 1960. Sem ter seu salário aumentado por conta das façanhas europeias, o técnico húngaro se rebelou, pediu demissão imediata e condenou os Águias a 100 anos sem vencer qualquer outro troféu internacional.

De 1962 até aqui, muita coisa aconteceu. O Benfica perdeu várias finais na Liga dos Campeões e Liga Europa, mas parece ter encontrado uma maneira de evitar o seu trágico destino como na profecia de Guttman. Ao menos é o que diz o diretor de comunicação do Porto, Francisco J. Marques. Segundo ele, os Encarnados pagaram a um feiticeiro para poder “garantir” o título português nas últimas duas temporadas.

Marques divulgou trechos de e-mails onde estão comprovadas as relações entre Luís Filipe Vieira (presidente do Benfica) e um homem apontado como feiticeiro, de Guiné-Bissau, chamado Armando Nhaga. Havia um acordo fixo de prestação de serviço entre o mandatário e o guineense, com direito a pagamento de bicho caso os objetivos desportivos fossem alcançados.

Sem medo da repercussão negativa, Francisco ainda citou o valor do trabalho feito por Nhaga na última temporada da Liga Portuguesa: 100 mil euros, 25 mil a mais do que o pedido que rendeu a taça em 2016. O acordo também previa o uso de magia para a campanha do Benfica na Liga dos Campeões. Entretanto, aí que entra a ironia: nas oitavas de final, os lusitanos venceram o Borussia Dortmund no jogo de ida. Na volta, em solo alemão, o placar foi de 4 a 0 para os mandantes. Estranho?

Indignado, Vieira enviou e-mail a Nhaga para saber o que havia ocorrido. A resposta foi digna de um filme pastelão: como o responsável pelo trabalho estava viajando, ninguém podia fazer o serviço. Nhaga ainda detalhou que um outro mestre, de Lisboa, ficou no aguardo de alguma comunicação vinda de Guiné-Bissau. Mas ele recebeu tarde demais as orientações e o Benfica jogou sem a tal “ajudinha divina”.

Toda essa história cabeluda pode fazer algum sentido para quem atribui à magia o poder de decidir um jogo de futebol. E mesmo que este acordo entre Vieira e Nhaga exista de fato, como Marques alega e tenta provar com e-mails (conseguidos sabe-se lá de que forma), o episódio pode ser encarado muito mais como um ato de corrupção do que necessariamente de manipulação de resultados.

O que o diretor do Porto tem como trunfo é o valor tabelado dos serviços prestados por Nhaga ao Benfica. Estes documentos indicam o pagamento de mais 100 mil euros por título da Liga Portuguesa e 30 mil euros para cada partida eliminatória vencida na Liga dos Campeões. Seriam eles capazes de reverter a maldição de Guttmann com a ajuda de um feiticeiro?

Os árbitros e o polvo

Luis Filipe Vieira, presidente do Benfica: equipe de Lisboa está em evidência após denúncias de corrupção em Portugal

Não é só isso que preocupa os Encarnados nos últimos dias. O Ministério Público abriu investigação sobre episódios de corrupção de árbitros por parte do Benfica. Esta denúncia também foi feita por Francisco J. Marques, um homem determinado em sua batalha contra o arquirrival, fora dos gramados.

Em sua conta do Twitter, Marques tem feito recorrentes piadas sobre o fato, usando um polvo para se referir aos tentáculos de corrupção do lado do Benfica. O circo armado em torno da denúncia ainda deve durar por mais algumas semanas, até que a Justiça portuguesa apure se há ou não um envolvimento dos cartolas encarnados com algum tipo de esquema. Este momento tem tudo para ser histórico para o esporte lusitano, seja pelo precedente criminal ou pelos fatores sobrenaturais que o cercam.

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