Parma terá Crespo como vice-presidente em sua missão de retornar à elite

Mirando seu retorno à elite italiana em 2018, o Parma conta com novos donos e o ídolo Hernán Crespo como vice-presidente. Equipe italiana dá largos passos para recuperar seu prestígio após anos cruéis e uma queda para a última divisão profissional.

LEIA MAIS: Depois de ressurgir das cinzas, Parma já mira a Serie B italiana

Para quem acompanhou o carismático Parma fechando temporariamente as portas em 2015, ver o time revigorado, sob nova direção e novamente na Serie B é um alento. A nostalgia de quem tem vinte e poucos anos é inevitável quando lembramos de Hernán Crespo vestindo a camisa dos crociati em seu auge. O artilheiro certamente foi ídolo de muita gente que via a Serie A ao fim dos anos 90.

É a quarta passagem de Crespo pelo Parma, agora como dirigente. Ele já havia sido atleta da agremiação em duas ocasiões, inclusive se aposentando no Ennio Tardini, em 2012. Anos depois, retornou como técnico do time juvenil, mas com o processo de falência em 2015, acabou seguindo para o Modena. Mesmo não obtendo o sucesso esperado em sua empreitada como treinador, Hernán está de volta e é o homem escolhido para ser vice-presidente da nova gestão.

Nesta quinta-feira, foi oficializada a compra de 60% das ações do Parma pelo empresário chinês Jiang Lizhang, que também é dono do Granada e um dos sócios do Minnesota Timberwolves, na NBA. O que se espera é que a estrutura do clube seja um pouco mais sólida do que na última década, apostando em jogadores jovens e firmando parcerias com outras equipes. O Granada pode ser um deles, dentro deste contexto, trocando atletas e expertise com os italianos.

Curiosamente, os dois times de Lizhang estarão na segunda divisão de seus respectivos países. O Granada foi rebaixado na última temporada e deve contar com o lendário ex-capitão do Arsenal Tony Adams como técnico. Os anos 90 mandaram um abraço.

O Parma está a um acesso de voltar para a Serie A, podendo recuperar seu posto cerca de três anos depois de falir em uma situação calamitosa, sem dinheiro sequer para abrir o estádio e receber suas partidas. A retomada conta com jogadores modestos e o ídolo Alessandro Lucarelli, que está desde 2008 vestindo esta camisa e decidiu permanecer servindo as cores dos crociati mesmo após a reformulação do clube, na quarta divisão.

A oportunidade está aí. Se o Parma vai aproveitar e respirar com saúde novamente, saberemos ao longo dos próximos anos. Só de saber que a equipe estará em mãos como as de Crespo, a projeção passa a ser otimista. É claro que os chineses jamais farão um aporte como a Parmalat fez nos anos 90, mas esta reconstrução se dará em pequenos passos. O primeiro já foi dado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *