Copa das Confederações, dia 1: Só bebendo

Na abertura da Copa das Confederações, a Rússia dominou facilmente a Nova Zelândia, mas saiu de campo sem a goleada que merecia. A estreia até foi animada, contrastando com lances de amadorismo puro. Para acompanhar esse campeonato, só bebendo.

Estaríamos mentindo se disséssemos que foi um grande jogo entre Rússia e Nova Zelândia. Em São Petersburgo, o placar foi de apenas 2-0 para os mandantes, mas ainda ficou barato dentro do que vimos em campo. Os russos fizeram por merecer uma goleada incrível, desperdiçaram diversas chances e frustraram a torcida local. Fosse em outro contexto, eles teriam sido massacrados pela mídia. Contudo, como estamos em uma Copa das Confederações, essa sensação é minimizada.

Sábado, meio-dia. É cedo para beber. Mas você sabe que é ideal acompanhar um joguinho na TV com aquele famoso amendoim, uma cervejinha e outros acepipes. Foi divertido, é verdade, mas teria sido melhor com um pouco de álcool. E essa deve ser a tendência para o restante do torneio, que reúne seleções cansadas pela temporada. A Copa das Confederações tem caráter mais festivo do que competitivo, e talvez isso que nos atraia a cobrir todos os jogos.

Nessa ansiedade de restar menos de um ano para a Copa do Mundo, um campeonato oficial da Fifa com campeões continentais serve para esquentar o clima para 2018. O problema é que na abertura, com dois times tão discrepantes, não houve competição real. A Rússia demoliu a Nova Zelândia e não fez mais gols porque não quis. E porque o goleirão Marinovic se firmou como um dos melhores em campo.

Ainda assim, Marinovic não viu em seus colegas o mesmo empenho e capacidade para bloquear o avanço vermelho. A cada ataque, ficava evidente o despreparo do setor defensivo neozelandês, especialmente em Boxall, atrapalhado demais para ser profissional. Smolov, Zhirkov e Poloz foram, de longe, os grandes destaques de uma decepcionante equipe da Rússia. Tantas chances criadas não mereciam ser concluídas com erros. Mas assim é o futebol. Estes gols perdidos vão fazer falta como critério de desempate ao fim da primeira fase. México e Portugal contam com grandes chances de golear os neozelandeses.

No frigir dos ovos, a seleção da Nova Zelândia representa uma grande esperança: de que se estes caras podem aparecer em uma competição deste calibre, superando a concorrência na Oceania, nós também podemos chegar lá. Correr durante a semana, perder a barriga, entrar em forma, é tudo questão de oportunidade. Quem sabe em 2021 algum amigo leitor consiga jogar uma CdC por alguma seleção da Oceania. Deu pra ver que não é muito difícil superar os rivais continentais.

Depois de tanto tempo, não vemos o Brasil na Copa das Confederações. Mas isso não deve impactar tanto assim o nível de disputa, já que teremos a renovada Alemanha e Cristiano Ronaldo em campo por Portugal. O Chile sempre é interessante, assim como Camarões oferece uma dura oposição quando estiver em ação. A Austrália também tem alguma relevância e merece respeito pela forma como evoluiu no futebol nesta década.

No primeiro dia de jogo, a toada foi essa: poucos gols, muitas chances desperdiçadas e trapalhadas. Quem gosta de futebol vai se divertir durante essa Copa das Confederações, é inegável. Mas talvez isso seja muito mais fácil de se bebermos entre um lance e outro. Um brinde ao último futebol antes das férias dos craques internacionais. Que tal um drinking game a cada gol? Fica a ideia para as próximas rodadas.

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