Montamos um time exclusivo para zagueiros. Conheça o Real Zagaroza

Na Semana especial dos zagueiros, promovemos a criação de um timaço apenas com defensores. Mas calma aí, não vai ser uma retranca absurda, pois escolhemos caras que também se deram bem jogando em outras posições. Este é o resultado: o Real Zagaroza.

Seria muito fácil amontoar 11 cabecinhas dentro da área e dizer: pronto, está aí nosso time. Mas nós gostamos de um bom desafio. Procuramos onze zagueiros que se encaixassem em uma formação. E além dos que fazem nosso trio na última linha, fomos atrás de caras que jogaram ou tinham aptidão para atuar em outras posições, o que resolveu a dúvida no meio-campo e no ataque. Sendo assim, vamos aos nossos craques:

Cosmin Moti

Como zagueiro, ele não é lá muito brilhante. Aos 32 anos, o romeno Cosmin Moti já teve seu auge, em 2014, quando foi o protagonista de um jogo preliminar da Liga dos Campeões pelo Ludogorets. Improvisado no gol nos minutos finais, ele salvou a equipe búlgara contra o Steaua Bucareste defendendo dois pênaltis. E essa é uma forma de resumir toda a sua carreira, que teve passagens pelo Universitatea Craiova, Dinamo Bucareste, Siena e Ludogorets, seu clube desde 2012.

Franco Baresi

Gênio da defesa, referência na função de líbero e grande aprendiz de Franz Beckenbauer. Passou toda a sua carreira no Milan e dispensa grandes apresentações. Qualquer zagueiro precisa tê-lo como referência: classe, precisão e posicionamento, um artista do desarme.

Franz Beckenbauer

O zagueiro central deste time dos sonhos. Capitão e ícone eterno. Não se monta uma defesa com os melhores da história sem ele. É crime gravíssimo. Vestiu as camisas do Bayern, do Cosmos e do Hamburgo e ainda foi campeão do mundo como técnico da Alemanha em 1990.

Domingos da Guia

Sabia sair jogando melhor que muito volante aclamado mundialmente. O talento e a frieza para calcular os movimentos fizeram de Domingos da Guia o primeiro zagueiro lendário que o futebol já teve. A zaga se define em períodos Antes de Domingos e Depois de Domingos. O pai de Ademir da Guia jogou por Bangu, Vasco, Nacional, Boca Juniors, Flamengo e Corinthians.

Paolo Maldini

Começamos com os mais versáteis. Paolo Maldini encerrou sua carreira na zaga, mas em seus áureos tempos, cumpriu com louvor a tarefa de lateral-esquerdo. Assim como Baresi, também dedicou toda a sua carreira ao Milan, aposentando-se em 2009 após 24 anos de carreira.

Giuseppe Bergomi

Capitão lendário da Internazionale, começou muito novo a sua carreira e ostentava um bigode que mascarava a sua juventude. Beppe Bergomi, o “Tio”, vestiu apenas a camisa nerazzurra por 20 anos e também teve suas fases como lateral-direito, zagueiro e líbero, executando todas as funções com enorme competência. É uma lenda na Itália.

Ronald Koeman

O responsável pelo primeiro título do Barcelona na Copa dos Campeões é o holandês Ronald Koeman. Memorável defensor, também aprontava das suas no meio-campo. Tem uma marca impressionante de gols pela sua forte presença na área adversária e pela potência do chute, sobretudo em cobranças de falta. Também entrou na nossa seleção dos melhores holandeses do Barcelona. Passou por Groningen, Ajax, PSV, Barça e Feyenoord ao longo da carreira.

Roberto Perfumo

Cracaço de fina estirpe da escola argentina, Roberto Perfumo não ganhou à toa o apelido de “Marechal”. Passou por Racing, Cruzeiro e River Plate, defendendo também a seleção da Argentina nas Copas de 1966 e 74. Foi campeão da Libertadores e do mundo com o Racing em 1967. Começou a carreira como meia.

Daniel Passarella

O primeiro argentino a levantar uma taça de campeão do mundo. Capitão da seleção argentina em 1978, Daniel Passarella tinha fama de linha dura desde os tempos de atleta, algo que só aumentou quando ele virou técnico e dirigente. Outro líbero que adorava fazer uns golzinhos, Passarella é o segundo maior defensor artilheiro da história, com 134 gols. Como tinha aptidão para armar jogadas e se portar como um grande meia, entra no nosso time. Jogou por Sarmiento, River Plate, Fiorentina e Internazionale.

Yerry Mina

No ataque, o grandalhão Yerry Mina merece um lugar na lista. Não só pelo gosto em balançar as redes, mas porque também é improvisado no ataque quando a coisa aperta no Palmeiras. Tem tamanho, força e cacoete para jogar de centroavante. Já faz parte da história do Verdão como um dos melhores da posição. Como zagueiro, claro. Começou no Deportivo Pasto e foi revelado ao futebol sul-americano com a camisa do Independiente Santa Fe.

Gérard Piqué

O espanhol Gérard Piqué é um polemiquinho nato. Provocador de rivais e ídolo no Barça, o zagueirão também tem seus méritos como titular de uma geração extremamente vitoriosa da Espanha. Começou a carreira como profissional no Manchester United, mas foi no Barcelona que teve sua melhor fase. Quase sempre servia como atacante emergencial nos tempos de Pep Guardiola. Por isso entra na nossa lista.

Edgardo Bauza

Nosso treinador é duas vezes campeão da Libertadores, por LDU e San Lorenzo. É ídolo absoluto do Rosario Central, mas também teve passagens pelo Atletico Junior de Barranquilla, pelo Independiente e pelo Veracruz, do México. Atualmente, comanda a equipe dos Emirados Árabes Unidos, depois de uma decepcionante fase como treinador da seleção da Argentina.

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