Os 24 anos de camisas da Roma com Francesco Totti

Vocês pediram e nós vamos encerrar a Semana Totti com chave de ouro a aqui na Todo Futebol. De 1993 a 2017, mostramos todas as camisas vestidas pelo eterno capitão romanista. Mas apenas as titulares, porque se listássemos todas, seria preciso 10 edições da Sexta das Camisas. É coisa pra caramba, então é melhor irmos logo ao que interessa.

1992-94: A primeira camisa de Totti como profissional foi esta aí, feita pela Adidas, em uma das raras temporadas da Roma com a empresa alemã fornecendo uniformes. Inesquecível, tanto que o clube não mudou de uniforme para 1993-94. Foi também o último ano com a Barilla estampando sua marca. Totti era apenas um garoto promissor vindo do Primavera, a equipe juvenil romanista.

1994-95: Asics, com cordãozinho clássico e design clean. Depois disso, foram várias invencionices da marca. Totti ganhava espaço como titular do time de Carlo Mazzone.

1995-96: Mais Asics. Agora com listras laranjas e novo patrocinador. Camisa com muitos grafismos e marcas d’água esquisitas. Mas ainda assim, belíssima.

1996-97: A última da Asics. Com o Lupetto dando adeus como escudo, a Roma vivia uma entressafra sem seu capitão Giuseppe Giannini, que saiu para o Sturm Graz. Totti já estava consolidado, mas ainda era o camisa 20 da equipe.

1997-98: E veio a Diadora. A Roma manteve a configuração toda grená de uniforme, ainda que num tom mais claro. Depois da saída do uruguaio Fonseca, Francesco assumiu definitivamente o número 10.

1998-99: Craque do time e condecorado como capitão por Aldair, Totti estreava pela seleção italiana e começava a destoar dos demais atletas da posição na Serie A sob o comando de Zdenek Zeman. Evoluiu demais.

1999-00: A Roma se preparava para o scudetto. A base do time estava formada, Montella estava muito bem e acabou artilheiro da temporada. Fabio Capello assumiu na segunda metade da campanha e mudou a história do clube. Totti voou e foi convocado para a Eurocopa, sendo vice-campeão do torneio.

2000-01: A Kappa assumiu a criação das camisas. E não decepcionou. Cabelos ao vento, auge técnico e físico. Totti foi o maestro de uma equipe muito boa no papel que venceu o scudetto após 18 anos de espera. Graças também a Batistuta, o goleador que faltava para a Roma subir de patamar.

2001-02: Bastante popular no Brasil, essa camisa da Kappa com o scudetto rodou bastante até entre os não-romanistas, virando peça rara. A Roma não repetiu o sucesso da temporada anterior, mas ao menos enfiou 5-1 na Lazio com esse uniforme aí.

2002-03: Curiosamente, esta é a última camisa da primeira passagem da Kappa pela Roma. A parceria foi reeditada em 2007, apenas. Esta peça aí é uma das mais legais que o clube já teve, com destaque para a linha europeia.

2003-04: A Diadora voltou para mais três anos de contrato. E fez camisas parecidas entre 2003 e 2005. A primeira é essa aí, famosa pelas bolinhas laranjas no ombro. Vários clubes parceiros da Diadora tiveram camisas de modelo idêntico, incluindo o Palmeiras e o Santo André. Vice-campeã italiana, a Roma meteu 4-0 na Juventus com essa camisa aí. Totti foi artilheiro da equipe pelo segundo ano consecutivo, anotando 19 tentos.

2004-05: As coisas começaram a desandar. A Roma ficou só em oitavo e perdeu a final da Copa da Itália para a Inter. Teve quatro treinadores e nenhum deu certo. Quanto mais o elenco decaía de qualidade, Totti contrastava pelo seu grande futebol apresentado. A camisa, por sua vez, era uma versão mais ousada da anterior. Mas em pratos limpos, é a mesma coisa.

2005-06: Certamente a pior camisa que Totti foi obrigado a vestir em sua saga giallorossa. A Diadora quis ampliar as faixas laranjas no ombro e fez uma tremenda bizarrice. Ficou horrorosa. Era também o primeiro ano de Luciano Spalletti no comando, terminando com o vice da Serie A e da Copa da Itália. Totti se lesionou na reta final da temporada e quase perdeu a Copa do Mundo. Voltou a tempo, levantou a taça e revigorou sua carreira, aos 30 anos.

2006-07: Campeã da Copa da Itália, a Roma terminou em segundo lugar na Serie A e ganhou uma camisa à altura por parte da Diadora, em sua despedida. Com ela, Totti foi chuteira de ouro da Europa, com 32 gols. Contamos mais sobre isso nesta semana, aqui no site.

2007-08: A Kappa voltou e fez o simples. Uma camisa nas cores tradicionais e sem enfeites. A Roma foi liderada por Totti a mais um título da Copa da Itália contra a Inter, o último vencido pelo clube. Na Serie A, outro vice. Vai gostar de ser vice assim lá longe.

2008-09: Assim como a Diadora, a Kappa mexeu pouco nos seus desenhos, era pouco criativa. A camisa seguinte trouxe a coccarda da Copa da Itália nas mangas, mas não era exatamente uma obra muito inspirada. Desta vez, a campanha da Serie A foi apenas de sexta colocação.

2009-10: Passou perto, muito perto. A Roma chegou a sonhar com o novo scudetto, mas fundiu o motor na arrancada final e perdeu para a Inter por apenas dois pontos. O drama contra a Sampdoria, no Olimpico, ainda dói em muitos torcedores. Totti marcou 25 gols na temporada, sob o comando de Claudio Ranieri, que assumiu a bucha após a saída de Spalletti.

2010-11: A camisa com sutiã. As linhas esquisitas de costura propostas pela Kappa foram uma marca negativa desta peça. A Roma decepcionou e ficou apenas em sexto na Serie A. Ranieri foi demitido e deu lugar ao interino Vincenzo Montella. Totti repetiu a artilharia do time, com 17 gols.

2011-12: Com um time ruim de dar dó, a Roma de Luís Enrique flertou com a mediocridade e ficou em sétimo lugar no Italiano. Pior que isso: caiu nos playoffs da Liga Europa contra o Slovan Bratislava. Era tudo vergonhoso nessa temporada, principalmente a camisa, que tinha uma gola semelhante a um babador. Cruz credo.

2012-13: Camisaça. A Kappa encerrou sua segunda parceria com a Roma dando um belo presente ao clube. Linhas clássicas, gola histórica, só o patrocínio que estragou a obra. Em campo, a Roma do louco Zdenek Zeman também foi um fiasco. Coube ao interino Aurelio Andreazzoli salvar a lavoura, levando o clube à final da Copa da Itália. O problema é que veio outra derrota dolorosa para a rival Lazio, com gol de Lulic. Destino.

2013-14: Enquanto aguardava o início do contrato com a Nike, a Roma fez parceria com a Asics para desenhar sua camisa tampão. O técnico era Rudi Garcia, que chegou causando grande impacto. Os giallorossi venceram 10 partidas seguidas e viraram favoritos na Serie A. Até que a romada veio, a Juventus passou e amassou, sendo campeã com 102 pontos, bem mais que os 85 da Roma de Garcia. Uma pena.

2014-15: A Nike também chegou e mandou muito bem. Camisa clássica, com tons de laranja na manga e na parte interior da gola. Para a Roma, não mudou muita coisa: vice na Serie A a trocentos pontos da Juventus. Totti marcou 10 gols e foi o artilheiro da Roma pela última vez.

2015-16: Totti titular? Tinha, mas acabou. O canto do cisne do capitão aconteceu com a volta de Luciano Spalletti ao cargo de treinador. Depois da segunda metade, Francesco perdeu lugar e virou reserva, entrando apenas no segundo tempo, salvando o time várias vezes e inclusive brigando com o careca. A camisa, por outro lado, é muito interessante. Dois tons de grená, detalhes em laranja, gola moderninha…

2016-17: Plano de previdência. Totti foi definitivamente colocado como reserva e só atuava como titular na Liga Europa e Copa da Itália. Foi bem quando esteve em campo, mas não bastou para convencer Spalletti. A Roma foi vice-campeã mas nunca esteve realmente perto da taça. Fora de campo, o clima foi bem depressivo. E a camisa era uma versão levemente atualizada em relação à anterior.

2016-17, especial: A Roma usou apenas duas vezes este modelo fantástico, desenhado especialmente para os jogos contra a Lazio, na Serie A. Não se engane pela luz: a camisa era tão escura quanto a de jogo, mas sem detalhes em laranja. O dourado entrou em cena para os números e logos na camisa.

2017, despedida: A Roma lançou a camisa nova no último jogo da temporada. E é bem bonita, apesar de ser uma versão preguiçosa da especial de dérbi, com alterações mínimas em amarelo. A peça ficou mais clara, é verdade. Mas o que importa é que ela serviu como uniforme de despedida do eterno capitão.

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