Lei do ex? Os jogadores que já passaram por Real Madrid e Juventus

A lista de jogadores que passaram com importância pelos dois clubes não é tão grande assim. Mas oito deles merecem menção pelo que representam para o esporte. Nesta final de 2017, a Lei do Ex pode ser ativada com Zidane, Morata, Higuaín e Khedira, sendo dois para cada lado.

Quando a bola rolar em Cardiff para a decisão de 2017 na Liga dos Campeões, quatro homens estão incumbidos de tentar manter viva a famosa e cruel LEI DO EX. Quando um jogador pune o antigo clube com um gol ou um título, a lei prevalece. E não seria diferente entre Real Madrid e Juventus, lares de grandes craques na história recente do futebol.

Você já deve estar cansado de saber que eles decidiram a edição da Champions de 1998, em Amsterdã. Mas o foco aqui é outro. Quem já atuou pelos dois clubes e estará dividido na torcida? Apenas quatro dos oito atletas que escolhemos não terão esta dúvida, pois estarão em campo.

Pelo lado juventino, Sami Khedira e Gonzalo Higuaín estão incumbidos da tarefa de levar os italianos ao terceiro título. No Real, o técnico Zinedine Zidane e o atacante Álvaro Morata são os ex-Juve que atualmente defendem o lado espanhol.

Que tal um resuminho sobre a passagem de cada um deles e também os outros quatro do passado que jamais poderíamos deixar de mencionar. Teríamos outros na lista como Jarni e Anelka, mas eles não marcaram tanto quanto estes daqui, ó:

Zinedine Zidane

Contratado a peso de ouro em 1996 pela Juventus, Zinedine Zidane esteve nas duas finais perdidas pelos italianos em 1997 e 98 pela Champions. Inclusive, a segunda foi contra o Real Madrid, que o francês defenderia a partir de 2001. Em cinco anos na cidade de Turim, Zizou virou ídolo da torcida e conquistou corações com o seu talento inigualável. Foi bicampeão italiano e venceu o Mundial Interclubes em 1996. Com a camisa bianconera, conquistou os dois primeiros troféus da Bola de Ouro. Custou cerca de 77 milhões de euros na transferência para o Real, em 2001.

Álvaro Morata

Apesar de estar em sua melhor fase da carreira, o atacante Álvaro Morata era mais aproveitado nos seus tempos de Juventus. Em duas temporadas, foi bicampeão italiano e marcou gols importantes, como os dois contra o Real Madrid nas semifinais da Champions em 2015. Estava voando pela Juve, mas acabou retornando ao clube que o revelou por meio de uma cláusula de recompra no valor de 30 milhões de euros. Segue fazendo vários gols, mas não tem o status de titular como nos tempos de Juve. Paciência.

Sami Khedira

Foram cinco anos de Real Madrid. Neste intervalo, as lesões perseguiram o alemão Khedira, que apesar de ser indiscutível na seleção alemã, nunca foi lá muito querido na Espanha. Campeão espanhol, da Copa do Rei, da Champions e do Mundial de Clubes, o volante acabou liberado pelo Real e em 2015, assinou contrato com a Juve, sem custos. A dúvida em torno dele e de seu físico não assustou os italianos, que veem nele um atleta muito confiável, sobretudo nesta temporada.

Gonzalo Higuaín

Higuaín já tinha fama de goleador quando passou pelo Real. Foram seis anos em Madri, muitos gols, mas algo nunca dava certo para o argentino. Ele buscava a titularidade, assim como Álvaro Morata. Em 2013, com mais de 100 gols pelo Real, se transferiu para o Napoli, deixando três títulos de La Liga e um da Copa do Rei. Três anos depois de se mudar para a Itália, trocou Nápoles por Turim, como o maior artilheiro de uma edição da Serie A, com 36 gols, ao lado de Gino Rossetti. E o resto é história.

Emerson

O volantão brasileiro rodou bastante até chegar à Juventus, em 2004. A grande fase na Roma rendeu o convite para jogar no esquadrão juventino que se formava com Fabio Capello. Os únicos títulos de Emerson pela Juve foram revogados em virtude do Calciopoli. Com o rebaixamento da Velha Senhora para a Serie B, ele acertou com o Real Madrid em 2006, para apenas uma temporada. E foi campeão espanhol em outro timaço, mas voltou à Itália logo depois para defender o Milan. Ele não foi o único juventino a se mudar para Madri naquele ano…

Fabio Cannavaro

Com a moral de ser o capitão campeão do mundo em 2006 com a Itália, Fabio Cannavaro abandonou o barco da Juve bicampeã italiana antes de disputar a Serie B. Assinou com o milionário Real Madrid e encaminhou o restante da temporada que faria dele o melhor jogador do planeta em 2006. Titularíssimo durante três temporadas, se sagrou bicampeão espanhol com os madridistas. Saiu em 2009 para retornar à Juventus. Será que ficou uma sensação de trabalho inacabado?

Luis del Sol

Em apenas dois anos de Real Madrid, o craque Luis Del Sol conseguiu a honraria de vencer duas vezes a Liga Espanhola e levantar a Copa dos Campeões Europeus, na edição de 1960. Lançado ao estrelato pelo Betis, só não ficou mais tempo no Real porque não encontrou tantas oportunidades para mostrar seu futebol.

A convite da Juventus, tornou-se o primeiro espanhol a atuar com a camisa do clube turinense, algo que fez de 1962 a 70, sempre com muita garra, conquistando uma vez a Serie A e a Copa da Itália. Chegou a ser capitão da Juve e hoje é membro do Hall da Fama bianconero. Também defendeu a Roma antes de retornar ao Betis, clube pelo qual encerrou a carreira.

Michael Laudrup

Achou que tínhamos esquecido dele? Nada disso. O grande dinamarquês Michael Laudrup também deu o ar de sua graça nas duas equipes finalistas desta edição da Champions. Ainda no começo de sua trajetória, o meia saiu da sua terra natal para fechar com a Juve, mas o limite de estrangeiros já havia sido alcançado com Boniek e Platini. Cedido à Lazio, Michael passou dois anos comendo o pão que o diabo amassou até finalmente estrear em alvinegro. Quando o fez, foi espetacular. Foi campeão do Intercontinental e da Serie A antes de ser vendido ao Barça.

Cinco anos e vários títulos depois, já em idade avançada e sem precisar provar nada a ninguém, Laudrup achou que teria um último brilho pelo Real Madrid. E acertou, impedindo o timaço de Johan Cruyff de alcançar novo título espanhol, além de liderar o Real em uma vingança por 5-0 contra o rival catalão, resposta a uma goleada similar imposta pelo Barça em 1994.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *