O novo Maradona que quer se consolidar como técnico nos Emirados Árabes

Diego Maradona está de volta. Depois de uma rápida passagem pelo Al-Wasl, dos Emirados Árabes, em 2012, o argentino retoma o posto de técnico. A nova empreitada do Pibe será na segunda divisão dos EAU, com o Al Fujairah.

Não demorou para que víssemos novamente Diego Maradona no meio do futebol. Distanciado do esporte desde 2012, quando perdeu o emprego no Al-Wasl, o craque campeão mundial com a Argentina em 1986 ataca de técnico em outra equipe dos Emirados Árabes. Agora na segunda divisão local, Diego tentará devolver o Fujairah à elite.

A primeira coisa que se pensa após o anúncio é: será que ele não poderia estar em outro clube mais relevante? Quer dizer, é claro que há um apelo financeiro e que o próprio Maradona já alegou preferir o mercado asiático por ter encontrado a paz depois de tanto tempo. Em recente livro lançado sobre a Copa de 1986, o eterno camisa 10 disse respeitar demais o povo dos Emirados Árabes e talvez isso explique a sua opção por permanecer lá e ajudar a desenvolver as equipes do país.

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O último trabalho relevante de Maradona foi o fiasco à frente da Argentina na Copa de 2010. Uma seleção que foi até as quartas de final aos trancos e barrancos até levar uma sonora goleada da Alemanha. Muito criticado pela forma como armava a seleção e deixava pontos muito frágeis, Diego também esteve envolvido em várias rusgas com a imprensa, em que se pese o episódio histórico da entrevista coletiva em que mandou o já clássico “Que la chupen” aos seus detratores.

Os mais antigos lembrarão de passagens ruins de Maradona pelo Mandiyú de Corrientes e pelo Racing, no meio da década de 1990, um pouco antes de se aposentar como atleta. Mas foram mesmo os dois anos no comando da Argentina que fizeram dele um astro tão emblemático quanto os jogadores que treinava.

Este novo Maradona continua dando seus pitacos de sempre na imprensa e é até necessário que ele siga presente com a sua personalidade forte. Entretanto, é difícil que ele retorne à Argentina ou que assuma uma equipe de grande porte em curto prazo. Primeiro porque ainda precisa convencer a todos que é um bom treinador, não só um mero motivador. No futuro, quando/se conseguir algum título e se provar realmente útil a uma equipe de futebol do ponto de vista de um treinador, quem sabe pinte em um dos clubes por onde passou.

Exceto pelo Barcelona e pelo Napoli, não seria exagero imaginar que Maradona assumisse o Boca Juniors, o Newell’s Old Boys, ou o Argentinos Juniors caso decidisse ficar mais perto do seu povo. É só este possível Maradona bem sucedido como treinador é que interessa, não só a figura polêmica e que chama a atenção por onde passa.

Há aí outra possibilidade: que Diego tenha se cansado definitivamente de estar no olho do furacão e, recuperado de todos os problemas que lhe drenaram no passado, resolva passar seus últimos dias protegido das capas de jornal e revistas que tanto vasculham sua intimidade. O que seria uma decisão respeitável por parte de uma pessoa tão midiática quanto ele.

Quando pensamos na figura que Maradona representa, é natural que esperemos vê-lo no banco de algum clube que tenha projeção internacional ou seja de algum grande centro. E isso talvez ajude a solucionar o enigma sobre mais esta passagem por uma equipe dos Emirados Árabes. El Pibe merece algo à sua altura como treinador. Mas acima disso, precisa saborear a paz que nunca mais teve desde que virou este fenômeno que passou pelos campos.

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