Vivendo a Master Liga: Kashima Antlers, campeão do mundo em 2018

Corrigindo a tremenda injustiça do Mundial de Clubes de 2016, o Kashima Antlers voltou à competição como campeão asiático e derrotou o Barcelona clássico na final, com direito a penalidades e show do goleiro Kawashima. Quarta temporada do save da Master Liga foi satisfatória no PES 2017.

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Depois da frustração de perder a Libertadores ainda nas oitavas de final com o Quilmes, para o São Paulo clássico, deixei a Liga Argentina para treinar o Kashima Antlers. O objetivo era simples: vencer o Mundial de Clubes no menor tempo possível.

Para a minha tarefa, peguei um time ajeitadinho como o Kashima e contratei um número razoável de jogadores renascidos. Entre eles, os italianos Marco Sau e Massimo Maccarone, o terceiro goleiro da Roma, Bogdan Lobont e o atacante Robinho, ele mesmo, o de Santos e Atlético Mineiro.

Mas não é só contratar uma renca de gente e esperar que o time faça milagre. Para começo de conversa, estes jogadores renascidos obviamente voltam ao jogo com capacidades limitadas durante a juventude, como já contei aqui em outra série de posts. Portanto, apesar de ser muito bom, Robinho não era genial, Maccarone demorou para começar a fazer gols e Sau sempre era meu reserva.

Robinho em uma de suas jogadas pelo Kashima: foi decisivo na Champions Asiática

Além do fato de que desestabilizaria o time colocar tantas caras novas, resolvi instituir um limite de três não-asiáticos titulares, para manter o mínimo de realidade na história. Só avacalhei quando trouxe a mim mesmo para ser o volante titular, mas como a versão virtual é igualmente destrambelhada à versão original, não causou tanto impacto. Aliás, era isso que me impedia de escalar outro gringo bom de bola. Mais problemas: meu goleiro inicial era péssimo no jogo, então também trouxe o renascido Eiji Kawashima para pegar no gol. Sendo assim, a formação do Kashima em 2017 ficou: Kawashima, Nishi, Shoji, Seok-Ho, Shibasaki, Portes, Endo, Nakamura (nenhum dos dois mais conhecidos), Maccarone, Akasaki e Robinho.

Este time tomou forma durante a segunda metade da temporada 2017, e estava em oitavo lugar na J-League. Consegui dar uma animada, foquei bastante no toque de bola e na posse, levando a equipe até o segundo lugar. Não fui campeão por muito, pois o Sagan Tosu abriu oito ou nove pontos. Ao menos, o objetivo principal estava concluído para o ano: classificar para a Champions da AFC.

Os reforços que já passaram pela Fórmula 1

Yuki Kobayashi, contratado do Heerenveen que chegou para compor a meiúca do Antlers. Ele é um dos atletas com sobrenomes de piloto japonês da F1

Meu grupo era complicado: Sepahan do Irã, Al-Ittihad da Arábia Saudita e Pakhtakor Tashkent, do Uzbequistão. Somei oito pontos e consegui a classificação na última rodada, empatando com o Sepahan. Foi difícil, mas deu. Enquanto isso, era obrigado a escalar o reserva na J-League, além do fato de também priorizar a Copa do Imperador.

O time reserva era uma piada. Em 2018, foquei meus reforços em jogadores japoneses, para manter a identidade do clube. Trouxe um tal de Yamamoto, um outro Kobayashi, um cidadão chamado Aoyama, o zagueirão Niwa, o meia Hiraoka, o atacante Takagi, outro Nakajima, o parecia a lista de pilotos japoneses que já passaram pela F1, faltaram mesmo membros da família Sato e Suzuki para fechar a festa. Os gringos prestigiados foram os também renascidos Darijo Srna e o meia Joaquín (aquele mesmo), que comeram banco e completaram a equipe mista que jogava a J-League.

Me dividi entre o calendário da Copa do Imperador e a Champions. Derrotei um a um até a final contra o Sanfrecce Hiroshima. Jogo modorrento, equilibrado, que foi decidido com um gol do infalível Maccarone. Um monstro da pequena área, o maior atacante italiano careca desde Gianluca Vialli. Primeira taça com o Kashima, inesquecível.

Na segunda fase da Champions, encarei um time fictício da Konami, o lamentável Almorfida. Time fictício bom é time fictício morto. Com raiva, eliminei os caras com duas vitórias, uma por 2-1 fora e por 1-0 em casa. Dali em diante, dois japoneses cruzaram o meu caminho. O Albirex Niigata e o Shonan Bellmare, este eliminado com um excelente agregado de 5-3. Chegávamos à final contra o Samsung Suwon Bluewings, da Coreia do Sul.

Na raça, encaramos os primeiros 90 minutos. E em uma falha horrorosa da defesa, levamos um gol no fim, jogando em casa. A desvantagem no agregado para o jogo de volta sendo na casa dos caras dificultaram um pouco o trabalho. Mas não era irreversível. Bastava ter atenção e não vacilar de novo. Martelei o Bluewings durante toda a primeira etapa, mas o placar necessário não vinha. Saí na frente com um gol de Robinho, mas concedi o empate ainda na primeira etapa. Era fazer o segundo gol ou cair por terra.

Eis que uma bola cai na área, o zagueiro afasta mal e Akasaki completa no rebote. Faltavam 10 minutos de jogo. Seguramos a barra, demos vários balões e conseguimos a segunda taça com o Kashima. Sofrido demais, pelo amor de Cruyff. No topo da Ásia.

Na J-League, empurrei o time a outro vice-campeonato, dessa vez com contornos de drama: cheguei no G3 apenas restando quatro rodadas para o fim, daí então não perdi mais e me estabeleci em segundo. Poderia não ter sido campeão asiático e ficar sem a vaga na Champions seguinte, era uma preocupação real.

Vou torcer pro Kashima bebendo vinho…

…e o Mundial é o meu caminho. Desenhei novos uniformes para a equipe, a ocasião era especial, pedia um toque mais refinado. O “Antlers” que ia no peito durante a década de 1990 voltou para as três camisas de linha. O primeiro uniforme tinha camisa e calções vermelhos, com meias azuis. O segundo era em tom de creme, com meias vermelhas. O terceiro era completamente azul com detalhes em vermelho. Tudo pronto para tentar a empreitada mundialista.

Tive uma oportunidade legítima de vingança. No Mundial, menos de duas semanas após a conquista asiática, fui chaveado na semifinal contra o São Paulo clássico. Sim, aquele mesmo time que destruiu meus sonhos de levar Messi ao título da Libertadores com o Quilmes. Contudo, o Kashima não era só Robinho. O elenco estava em grande forma e bem entrosado.

Começou o jogo no Maracanã e um vacilo da defesa permitiu o gol de Careca. O São Paulo era letal, não se podia dar espaços. Assustado, levei um tempo para começar a jogar com calma outra vez. E era quase impossível virar contra um timaço daquele. Pensei então que seria a segunda parte da saga estragada pelo Tricolor do Morumbi. Mas não, não, o desfecho foi diferente. Empatei com Hiraoka e a coisa esquentou no segundo tempo. Foi aí que a estrela de Akasaki brilhou. Ele virou o jogo de cabeça aos 70 e marcou o terceiro aos 85, em rebote de Joe Hart (!!!!!) justo quando o São Paulo ameaçava empatar. Uma virada impressionante para 3-1, mostrando que os nipônicos estavam com fome de bola.

Na decisão, outro time clássico, uma praga. Peguei o Barcelona  de Guardiola, Ronaldinho, Laudrup, Stoichkov e Kubala, um terror. Temi logo de cara ser goleado, mas precisava manter a crença de que era possível. A final foi tensa demais, com amplo domínio do Kashima. Levei uma bola na trave de Kubala que poderia ter alterado o enredo. No tempo normal, várias chances defendidas pelo goleirão Antoni Ramallets, que pegou até pensamento. Cabeçadas, chutes de fora da área, finalizações sem marcação, não havia nada que ele não pudesse bloquear.

Sem sair nenhum gol para os dois lados, fomos para a prorrogação. Cansado, o time japonês ainda tentou outros arremates, todos defendidos pelo monstruoso Ramallets. Quando o juiz apitou para o fim do jogo, ficou claro que o arqueiro catalão ganharia para o Barça salvando meus chutes. Era óbvio, até. Entretanto, o óbvio ou o previsível não fazem parte do repertório do Kashima Antlers. Com duas defesas, Kawashima cresceu na hora certa e roubou a cena, vencendo a decisão para os japoneses, por 4-2. E assim, fez-se a justiça após a cruel derrota de 2016 para o Real Madrid, na vida real. Kashima campeão do mundo, mas não como convidado, e sim como o representante da Ásia no torneio.

Seguindo a mesma base de dados do save de Messi, só resta um objetivo pelo Kashima: o título da J-League. Para 2019, contratei um batalhão de japoneses internacionais: Okazaki, Nagatomo, Uchida, Yoshida e Hayashi. Com isso, mexi no time e saquei Maccarone para promover Okazaki, enquanto Srna ocupava a lateral-direita na vaga de Nishi, veterano em sua última temporada. Por agora, é isso, somos líderes da Liga, mas é cedo para dizer se o campeonato restante virá.

Depois, de acordo com os meus planos para a Master Liga, talvez tente rebaixar o Barcelona, ou ganhar algo com o Real Madrid usando apenas espanhóis, quem sabe até inicie uma jornada de títulos especificamente com times de camisa verde. Outro plano que parece atraente é tentar ser campeão nacional com algum dos lanternas das cinco grandes ligas na vida real (Osasuna, Sunderland, Pescara ou Bastia?). O que vocês sugerem?

4 pensamentos em “Vivendo a Master Liga: Kashima Antlers, campeão do mundo em 2018”

  1. Ser campeão nacional com algum dos lanternas das cinco grandes ligas na vida real mais parece com os desafios do FM, ganhar algo com o Real Madrid usando apenas espanhóis deve ser mais interessante, ainda mais aproveitando essa base de dados.

  2. Esses desafios são geniais. Eu tava mesmo procurando ideias do quê fazer no meu FIFA17 e achei umas boas ideias nesses posts.. kkk

    Já tinha feito algo louco como iniciar uma carreira no York City, da 4ª divisão inglesa e ir subindo até ganhar o Mundial de clubes. Levou 7 temporadas até conseguir a façanha. Teve alguns macetes como incorporar uns jogadores da Ásia e Américas pra fazer um caixa antes de começar, mas depois foi só suor, lágrimas e vitórias.. rs

  3. que tal ir para um time entre os últimos colocados no ranking de clubes e levá-lo ao topo? Demoraria bastante tempo até chegar ás primeiras posições…

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