Vivendo a Master Liga: Messi no Quilmes, parte final

Eliminação na Libertadores e péssima campanha no Argentino destroem o sonho de grandeza do Quilmes de Messi. Craque dá o seu melhor, mas o clube não tem força suficiente para avançar às quartas de final. Demissão do técnico coloca um fim à era mais bem sucedida dos Cervezeros.

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Messi é campeão argentino com o Quilmes

A primeira temporada na Argentina foi um completo sucesso. Messi foi o artilheiro do time, além de ter faturado o prêmio de Melhor Jogador do Mundo e da América do Sul em 2016. Tudo isso conspirou para começar 2017 com muito gás, disposição e mágica. Era hora de jogar a Libertadores, talvez o segundo passo para a glória com Lionel em campo.

Nem mesmo ter o melhor do mundo ali vestindo a camisa fazia a caminhada do Quilmes ser fácil. Não se podia esperar a mesma tranquilidade em ano de disputa sul-americana. O time tinha de estar afinado com o seu líder para vencer tudo outra vez. O que ninguém contava era cruzar com dinossauros do esporte na Libertadores.

Algum dos times clássicos iria ser uma pedra no sapato. A decisão de trazer craques do passado para o contexto atual da Master Liga era um risco altíssimo que decidi correr para tornar a experiência do PES 2017 mais desafiadora e interessante. Afinal, com Messi no Quilmes, viajar no túnel do tempo não era mais uma loucura tão grande. Entretanto, o tiro saiu pela culatra.

Além dos 20 europeus que estão em uma liga específica, esquadrões clássicos do Boca Juniors, River Plate, São Paulo e Santos completaram o grupo dos selecionáveis para o jogo. E assim, durante a Libertadores, eu tive a chance de enfrentar Maradona, Palermo, Rattín, Domingos da Guia, entre outros caras, logo na primeira fase.

A empolgação de jogar a Libertadores foi por água abaixo na estreia contra o Boca, em La Bombonera. Palermo fez três e Rattín fechou o placar de 4-0, demolindo a moral de Messi e seus colegas. Além dos xeneizes, América de Cali e Tigres compunham minha chave. Foi difícil classificar e ainda ter de escalar o time reserva nas partidas do Argentino.

As duas frentes me levaram a um desequilíbrio fatal. Contratei alguns jovens no início da temporada, como os renascidos Maxi Rodríguez, Verón e Bolatti. Além de reforçar o ataque com Riascos e Dinenno. O Quilmes continuava fraco, mas o entrosamento parecia aumentar as chances de sucesso.

A toada foi a mesma: muito toque de bola, rapidez nos ataques e bola pro Messi. Assim ganhamos do América aos 48 do segundo tempo, empatamos com o Tigres, goleamos os mexicanos em seguida e depois conseguimos um empate em 0-0 com os colombianos. Já qualificados, alcançamos a proeza de levar apenas 1-0 do Boca clássico. Ao menos o Maradona mal tocou na bola.

Manjaram o campeão

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Enquanto o sonho sul-americano ganhava forma, na Primera División o buraco era mais embaixo. Várias derrotas e tropeços deixaram o Quilmes no meio da tabela, o que para um campeonato de 30 times é um tremendo demérito. O que importava era ir bem na Libertadores, o resto era perfumaria.

Eis que a Libertadores me colocou uma pedraça no caminho: o São Paulo Clássico. De Sordi, Leônidas, Bauer, Dino Sani, Müller, Careca, Darío Pereyra, entre outros caras. Zizinho não, pois foi vendido para a Internazionale Clássica. Era um timaço que botava medo, mas poderia ser pior. Temi enfrentar o Santos de Pelé, Coutinho, Pepe e aquelas feras dos anos 1960.

Em dois duelos bem acirrados, segurei um 0-0 no Morumbi (jogando melhor) e fiquei com a incumbência de decidir no Centenario a vaga para as quartas. Novamente fomos superiores, criamos chances, mas nada da bola entrar. Enyeama (!!!) e Waldir Peres seguraram o berro e salvaram o Tricolor durante o bombardeio nos 180 minutos. Não podia vacilar com Careca e Müller, então fui para o ataque e tentei ficar ao máximo com a bola, exceto em ataques perigosos, os quais afastava com balões para o outro campo.

O jogo estava chegando ao fim e nada do gol sair. Já estava pensando na prorrogação quando um escanteio acertou a minha área e Diego Tardelli cabeceou. Um gol fatal. Para me classificar, teria de virar o jogo. Mas o time já estava cansado, ninguém do banco resolveria nada (vale lembrar que os atletas renascidos voltam ao jogo com habilidades bem reduzidas) e havia pouco tempo. Quando o juiz apitou, Darío Pereyra foi consolar Messi e o São Paulo seguiu no torneio. O Quilmes, tão promissor, ficava ainda nas oitavas, um tanto decepcionante.

Não à toa, este mesmo São Paulo foi até a final e derrotou o Santos de Pelé por 4-0 no agregado. Vão fazer o Mundial Interclubes contra o Real Madrid Clássico em dezembro. Aí volta o dilema: talvez tenha sido mesmo um tiro no pé colocar essas equipes do passado no PES. Porque a disputa sempre ficará restrita a eles.

Sobrou muito pouco do Quilmes na temporada. O desânimo tomou conta e na Copa Argentina a campanha foi somente até as quartas, em derrota para o Rosario Central por 2-0 no agregado. Pela Liga, nada em vista: o 17º lugar não permitia sonhar outra vez com a Libertadores. Irritada com a queda de rendimento, a diretoria optou por trocar o comando técnico. Aceitei uma proposta do Kashima Antlers para a J-League e a missão era classificar a equipe para a Champions da Ásia. O conto de fadas estava acabado.

Deixei Messi para trás e agora o objetivo é manter esta mesma base de dados para levar o Kashima ao lugar onde deveria ter chegado se o futebol fosse um pouco mais justo: ao topo do mundo. Se Lionel ficará ou não na Argentina, não posso dizer. Só sei que no Japão a pressão é menor, a Liga é mais equilibrada e eu só cruzarei com outra equipe clássica quando alcançar o Mundial.

Não vou me surpreender muito mais com Messi do que o fiz quando ele chegou ao Quilmes e levou o modesto time cervezero até a Libertadores, arrebentando a boca do balão em sua temporada de estreia. Agora só aguardo a notícia do seu retorno à Europa, ou quem sabe uma aposentadoria definitiva. Afinal, ele já não vai mais para a Seleção, o que torna a Copa do Mundo de 2018 bem menos interessante. Fica para outra ocasião, Messi. Quem sabe no PES 2018.

Enquanto à saga na J-League, fica para o próximo post. Abaixo, o último jogo do Quilmes na Libertadores, contra o São Paulo.

Tem alguma sugestão de saga para a Master Liga no PES? Comente no post. Ou se você quiser contar a história do seu jogo, o espaço também está aberto.

Um pensamento em “Vivendo a Master Liga: Messi no Quilmes, parte final”

  1. Até hoje tô tentando fazer uma saga legal na Master Liga. Pretendo criar uma liga com grandes times da europa, até criei um time pra isso.

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