As camisas mais sensacionais de Atlético de Madrid e Barcelona

Às vésperas do clássico no Espanhol entre Atlético de Madrid e Barcelona, chamamos um torcedor de cada clube para escolher cinco camisas. Pedro Pedroso e Vinicius Alexandre participam da brincadeira e escolhem as suas favoritas.

Atlético de Madrid, por Pedro Pedroso

1995-96: Além de ser um ano perfeito para o clube, a Puma ainda brindou o Atleti com uma das camisas mais icônicas da história. Tanto que no aniversário de 20 anos do doblete, na temporada passada, foi usada como base. A faixa branca nos ombros é um detalhe lindo.

Centenário, 2003: Com o clube na pior fase da sua história, era mais que necessário iniciar o resgate da autoestima colchonera. Uma camisa simples como é a camisa do Atleti, sempre que há o respeito a tradição do clube as fornecedoras de material esportivo costumam acertar. O escudo no meio deu um toque ainda mais personalizado. É até hoje uma das peças especiais de centenário mais bonitas do futebol espanhol.

2009-10: Aqui o acerto vem de todas as partes. Até da KIA por ter as mesmas cores do clube, faz com que o patrocínio “encaixe” na camisa e e dê a impressão de fazer parte dela. A gola polo toda em vermelha e a quase ausência do azul fazem dela uma das mais vendidas. Com ela o Atlético voltou a erguer um troféu. A Europa League daquela temporada. Particularmente a minha favorita.

1976-77: O Atlético costuma variar na segunda camisa. O azul está no clube desde o início, culpa dos uniformes importados do Blackburn. Nessa temporada temos o mais bonito tom. Um uniforme de cor única, com um azul sóbrio e de extremo bom gosto. Aguardo réplicas até hoje.

Goleiro 1997-98: Integrante vital do elenco do Doblete e certamente um dos maiores goleiros da história do clube, Molina sempre teve um histórico de uniformes, digamos, que não são tão simples assim. A mistura geralmente envolvia o amarelo, porém em 1997 ele surgiu com isso aí. A primeira vista é horroroso, e talvez seja mesmo. Mas é preciso lembrar que nos anos 90 era moda entre os goleiros. E dentro desse contexto ele conseguiu utilizar duas cores comuns ao Atlético e ainda adicionar seu nome. Certamente um dos fardamentos mais icônicos do clube. Fez tremendo sucesso entre os garotos dos anos 90.

Barcelona, por Vinicius Alexandre

Anos 1970: O cruzamento veio e talvez passaria por um jogador normal. Não passou por Cruyff, o holandês voador que fez contra o Atlético de Madrid seu mais icônico gol. A foto daquele momento não é colorida, mas há imagens coloridas digitalmente que conseguem mostrar a beleza daquele uniforme nas cores azul e grená. Essa é até hoje uma das camisetas mais fáceis de encontrar em lojas retrô. A beleza é fundamental, mas a história do gol marcado com ela também ajuda.

1992-95: A genialidade de Romário é incontestável. No Barcelona, o baixinho proporcionou grandes momentos e alcançou o topo do mundo. Uma de suas grandes façanhas foi numa vitória por 5 a 3 contra o Atlético. Foram três gols do brasileiro, que ainda fez mais dois anulados. Até hoje, aquela é lembrada como a melhor exibição do jogador pelo Barça. Com uma história dessas, a camisa merece um lugar nessa lista, além de ter aquela beleza clássica dos uniformes dos anos 90.

1997/98: Quartas de final da Copa do Rei, jogo de volta no Camp Nou e o Barcelona ia para os vestiários no intervalo perdendo por 3 a 0 para o Atlético de Madrid. Fim da história? Não mesmo. Uma virada heroica com três gols de Ronaldo deram a vitória ao Barça por 5 a 4. A equipe ainda foi campeã do torneio vencendo o Bétis, e o palco da final não poderia ter sido melhor: o Santiago Bernabéu. Tem história essa camisa?

2008/09: A maior diferença de gols da história desse clássico contra o Atlético é de cinco gols, e 6 a 1 é o placar mais elástico visto no confronto. Depois de conseguir a façanha nos anos 50, o Barcelona voltou a repetir a goleada em 2008. Era o sexto jogo da temporada e foi o primeiro massacre da Era Guardiola. Aquele time fez história, e esse duelo contra o Atlético foi um dos primeiros sinais do que estava por vir: com 10 minutos de jogo, o placar já era de 3 a 0; aos 30, a goleada já estava em 5 a 1. A camisa do primeiro triplete não podia ficar de fora da lista.

2014/15: Encerrando a lista, não poderia faltar também a camisa do segundo triplete. O Barça conquistou o título espanhol no Vicente Calderón, um ano depois do Atlético ter feito o mesmo no Camp Nou. O sentimento de revanche era ótimo, e aquele ainda foi o primeiro dos três títulos da histórica temporada da equipe de Luis Enrique, além de ter sido a última camisa vestida por Xavi no Barcelona.

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