As primeiras impressões básicas sobre PES 2017

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Pegamos o PES 2017 completo na última terça-feira e experimentamos por algumas horas. Checamos o básico e colocamos o pé na água na Master Liga para trazer alguns detalhes e talvez convencer você de que o PES novo é uma boa compra.

Primeiramente, vamos deixar algumas coisas claras: as únicas edições realmente ruins do PES foram a de 2010, 2014 e 2015. Não vamos nos deixar cegar pelo fato de que o Fifa está e continuará à frente do seu rival no mercado e na qualidade. Hoje a Konami faz um jogo bom, elogiável, mas que certamente vai perder para a EA por motivos que explicarei de forma objetiva durante o texto. Se você por acaso estiver lendo este post apenas para desaguar xingamentos ao PES, não continue o processo.

Outra coisa que vale ressaltar: como fã do PES e extremamente decepcionado com os jogos recentes, entendo que a Konami esteja trabalhando duro para reconquistar uma parcela do mercado e convencer os jogadores de que a versão 2017 é realmente boa e merece ser comprada. Algo que o Fifa, em sua superioridade, não precisa. Todo mundo que compra o Fifa sabe que não vai se arrepender e é um investimento seguro. Mas as licenças perdidas pela Konami (torneios da Conmebol e Liga Espanhola) pesaram e muito na popularidade do novo jogo. E o fato de ter o Brasileirão completo em times, mas com algumas equipes apresentando elencos genéricos é um erro grave de operação. Isso já aconteceu em versões passadas e foi atualizado depois de alguns meses. O problema é querer que todos os jogadores tenham a paciência de esperar por esses updates e correções sem abandonar o PES.

O PES 17 perdeu a Juventus, o United, o Real Madrid, o Bayern. Isso só falando de times grandes. Trouxe Liverpool, Borussia Dortmund e Arsenal, mas ainda é pouco, pois a Liga Espanhola ficou toda genérica também. Entretanto, este problema pode ser facilmente resolvido e será explicado ao longo do texto. Vamos lá.

O que o jogo causa nos primeiros minutos

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Na primeira vez que joguei a Demo do PES, estava um tanto impaciente. Esperava uma revolução para tentar desbancar o Fifa, mas ela não veio. O que não quer dizer que o jogo seja ruim ou apenas bom. Melhorou demais. Os atletas parecem mais realistas, as animações são diferentes e a movimentação traz um pouco de humanidade, não aqueles robôs lentos do 2016. O gráfico está ligeiramente mais bonito e a narração do Milton Leite com comentários do Mauro Beting é divertida, embora pareça ter sido feita às pressas e com remendos. Pouca variedade de falas, podemos esperar que isso seja corrigido com atualizações?

Passes longos ficaram mais difíceis, o que é interessante para não perder a graça logo de cara. Entretanto, se você focar 100% no que está fazendo e tentar virar um jogo na base do tiki-taka, ainda é mamão com açúcar. Exemplo: eu estava com o Palmeiras, perdendo por 2-0 para o Flamengo na Copa do Brasil e precisava fazer três gols para reverter o agregado. Fiz quatro em 20 minutos com Roger Guedes e Gabriel Jesus. Não sei se o momento da equipe conta muito, mas eu demoli a defesa flamenguista com certa facilidade.

Eu notei que o PES ficou bem mais divertido e te prende na partida. Não é como na versão anterior, que dois minutos eram necessários para você ficar enjoado ou sem vontade de continuar. A sua defesa está consideravelmente melhor, o tempo dos desarmes é bom e não há mais aqueles contragolpes demoníacos em que a máquina sai de cara para o seu goleiro e toca de cobertura para o gol. E os goleiros também foram melhorados, não são mais completos idiotas que não chegam nunca na bola.

Dentro de campo as coisas ficaram bem boas e é isso que você precisa saber. As facetas irritantes do PES APARENTEMENTE ficaram de fora, como as faltinhas estúpidas, os bugs de marcação, a stamina que acaba em pouco tempo. O negócio está divertido. Não vou gastar vários parágrafos aqui dizendo como a tática ficou assim e assado, nem como o 4-3-3 do time x é atraente, isso aí você pode encontrar em qualquer canal do Youtube.

A perfumaria

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Eu jogo só o modo da Master Liga e com ele consigo aguentar até o ano seguinte sem ficar de saco cheio do PES. O grande atrativo do game, para mim, era o fato de ter a Liga dos Campeões, a Liga Europa, a Libertadores e a Copa Sul-Americana licenciadas e jogáveis dentro do modo. É possível viver histórias maravilhosas na ML e vocês devem ter lido os posts que fiz na minha saga pelo PES 2016. Se não leram, aqui vão os links:

O mundo maravilhoso e insano da Master Liga no PES 2016

O mundo maravilhoso e insano da Master Liga no PES 2016, parte 2

Pois bem, o torneio que seria a Libertadores continua lá, sem licença, chamado de “Torneio Sul-Americano” (wow, que criativo). Ainda não cheguei ao ponto de descobrir se ele é composto pelas quatro ligas sul-americanas presentes no jogo ou se trará os clubes que pertenciam à Libertadores e à Sul-Americana (possibilidade remota, muito remota). Digo quatro ligas porque temos o Brasileirão, o Argentinão, o Chilenão e uma competição genérica com times inventados pelo jogo. Para quem tem tempo livre, é possível criar um Colombianão pra deixar o negócio mais interessante. Isso que ainda temos os “Outros Times”, onde entra o Red Bull Brasil (por que está no jogo?) e mais genéricos na sua cara.

Mas aí vem a boa notícia: a Konami facilitou a edição e o compartilhamento de dados. Agora você pode pegar uma pastinha pronta em fóruns, passar o arquivo do seu computador para um pendrive e carregar do Edit Mode. O trabalho é simples: é só escolher um dos pacotes que você baixou, que o jogo automaticamente puxa os uniformes, escudos e escalações, caso haja alterações no elenco. O que era feito em dois dias ou mais no 2016 (eu perdi este tempo subindo uniformes no ano passado), agora é questão de 20 minutos ou algo assim. Então, o que era desespero por não ter o Real Madrid, se resolve com um download certinho internet afora. Não sabe onde achar? Mete no Google a pesquisa “PES 2017 Option File” e seja feliz de acordo com o seu console.

Muita gente se aterrorizou de pensar que por não termos todas as equipes licenciadas, os jogadores também seriam genéricos, mas não é o caso. O Real Madrid está lá, bonitinho, com os craques de sempre. E a mão inversa disso, como já foi exposto no início do texto, são os clubes brasileiros com atletas genéricos. Isso ainda é bem difícil de entender porque se repete. Enquanto isso, vamos esperando a comunidade de amantes do PES lançar edições aos poucos, com nomes e aparências corrigidas, para você não precisar mais aturar o X.CORREA no ataque do Coringão. Ninguém merece.

A porrada

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Enquanto não surge o primeiro update de elencos, seguimos com os times bem atrasados. Fred ainda está no Fluminense, para se ter uma ideia. Os brasileiros, como sempre, são os últimos a receber os retoques, mas a Konami avisou que semanalmente fará atualizações, então, vamos aguardar alguns dias. Mas sério, quem lança um produto tão defasado assim? Tinha tanta coisa pra fazer que não deu tempo de mexer minimamente nas transferências? Tudo bem, tudo bem, teremos o Day One update amanhã, dia 15, no lançamento oficial para a Europa. Para quem quiser acompanhar o andamento de option files e outros dados produzidos por jogadores, o fórum da PES Gaming é uma boa referência.

A parte boa de termos times genéricos espalhados pelo jogo é a possibilidade de trocá-los por outras ligas como a Alemã, a Colombiana, ou qualquer outra que o usuário deseje. E se você souber mexer no Photoshop para editar uniformes e criar o seu time, também é uma boa. Em geral, PES 2017 é uma boa compra, com todos os prós e contras. Não vou mentir e dizer que não incomoda comprar o jogo incompleto e ficar aguardando por atualizações, isso só mostra o quanto a Konami se planejou mal.

Se você sofre com problemas de ansiedade como eu e já quis começar uma Master Liga com a database atrasada, recomendo que jogue apenas para ir conhecendo o que o PES tem a oferecer. A experiência é legal e deve melhorar com o tempo.

Nas próximas semanas faremos os primeiros posts da Master Liga do PES 2017, série que é um dos maiores hits da casa. Aguardem.

2 pensamentos em “As primeiras impressões básicas sobre PES 2017”

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