O 11 ideal de atletas que jogaram dos dois lados do Atletiba

Atletiba

Na véspera de mais um Atletiba, chamamos os gloriosos Rodrigo “El” Salvador e Lucas Lupatini para escalar o 11 ideal de jogadores que já atuaram pelos dois rivais de Curitiba. Entretanto, um destes nomes foi acrescentado como forma de apimentar a lista. Nada que altere a grandiosidade do elenco que escalamos.

Atletiba 11 mais

O 11 ideal do Atletiba foi difícil de ser montado. Mas o Salvador e o Lupatini conseguiram. Não é fácil achar atletas de todas as posições que são dignos de entrar na seleção, por isso mesmo demoramos algumas semanas para pesquisar e concluir o processo.

Antes de dar nomes aos craques, vamos fazer uma ressalva: Berg é o único jogador que não atuou pelos dois. A exceção se faz necessária porque ele, enquanto atleta do Coritiba, fez um gol contra decisivo na final do Paranaense de 1990. A ideia do Salvador e do Lupatini, inicialmente, era de escalar Vica, o companheiro dele naquela final, mas a piada não podia ser desperdiçada e desta forma, Berg acabou compondo a zaga ao lado de Edinho Baiano.

Vamos percorrer a escalação, um por um.

Rafael Cammarota, goleiro

Rafael Cammarota

Revelado pelo Corinthians, o goleiro Rafael Cammarota é um dos maiores ícones do Atletiba. Bicampeão paranaense pelo Atlético em 1982 e 83, ele chegou ao Coritiba em 1985 sob desconfiança da torcida alviverde, por ter defendido o rival. Entretanto, as boas atuações trataram de colocá-lo no coração coxa-branca, especialmente pelo título brasileiro de 1985, contra o Bangu.

Edinho Baiano, zagueiro

Foto: Gazeta do Povo
Foto: Gazeta do Povo

Não só pelo Atletiba que Edinho Baiano brilhou. Ele também atuou pelo Paraná nos anos 1990. A carreira do defensor começou no Vitória da Bahia e ganhou destaque no Joinville. Edinho também jogou pelo Palmeiras entre 1992 e 1993, na famosa Era Parmalat (aliás, quem não jogou?). Passou pelo Atlético em 1998 e em 2001 voltou ao Paraná para defender o Coxa. Retornou ao Alto da Glória em 2002 e saiu em 2004 para jogar no Londrina. Esse realmente se firmou no estado do Paraná.

Berg, zagueiro

Berg Coxa

Pobre Berg. Companheiro de zaga de Vica (que por sinal também atuou pelos dois clubes em sua carreira), ficou a vida toda marcado por um lance fortuito durante um Atletiba. Na final do Paranaense de 1990, ele tentou desviar uma bola na área alviverde e mandou de testa para o fundo das redes, dando o título ao Furacão. O placar de 2-2 era favorável aos atleticanos, que comemoraram muito a conquista e o fato de impedir o rival de ser bicampeão estadual. Berg não teve outras chances por clubes relevantes do país depois do gol contra.

Jonas, lateral-direito

Jonas, à esquerda, com a camisa do Atlético Goianiense
Jonas, à esquerda, com a camisa do Atlético Goianiense

Jonas começou a carreira no Mirassol e rodou o país até ter sua grande fase pelo Coritiba, entre 2011 e 2012. Estava no elenco coxa-branca que estabeleceu a marca de 24 vitórias consecutivas, uma das maiores do mundo, em 2011. Foi vendido ao Vasco, onde não foi bem, e acabou retornando ao Paraná para defender o Atlético. Daí em diante, sua carreira foi declinando. Em 2016, ele está atuando pelo América Mineiro.

Paulo César Campinas, lateral-esquerdo

Há muito pouco sobre este jogador por aí. Mas o Salvador me garantiu que ele é o lateral-esquerdo deste time e que também foi o autor do primeiro gol do clássico Paratiba. Histórico, hein?

Sandoval, volante

Sandoval

De Sergipe para o mundo, o meia/volante Sandoval teve boa fase nos anos 1990, quando passou por Guarani, São Paulo, Internacional, Coritiba e Atlético Paranaense. Rodou o país até se aposentar em 2005, com 36 anos.

Nivaldo, meia

Nivaldo é o quarto agachado, da esquerda para a direita na formação deste Atlético de 1979
Nivaldo é o quarto agachado, da esquerda para a direita na formação deste Atlético de 1979

Nivaldo chegou ao Atlético em 1979 e causou enorme impacto no time. Clássico camisa 10, foi tricampeão estadual com o Furacão em 1982, 83 e 85. Em 1986, jogou pelo Coritiba, mas nunca conseguiu render bem porque não era querido pela torcida e alguns conselheiros em virtude dos laços com o rival rubro-negro. Parou de jogar logo após a breve passagem pelo Couto Pereira, em 1986. Sua maior façanha, entretanto, aconteceu com o Grêmio Maringá: Nivaldo era o meia e cérebro do time campeão paranaense em 1977.

Tostão, meia

Tostão Coritiba

Ídolo do Coritiba, Tostão viveu seus melhores anos vestindo verde e branco. Foi revelado pelo Santos e passou pelo Cruzeiro antes de desembarcar no Couto Pereira, em 1986. Se notabilizou pela técnica e pelo talento na armação. Foi bicampeão paranaense pelo Coxa e saiu apenas em 1992. No mesmo ano, teve passagem relâmpago pelo Atlético Paranaense, mas não brilhou na Baixada. Se aposentou em 1996, com a camisa do Foz do Iguaçu.

Pachequinho, atacante

Pachequinho

Falou em Coritiba dos anos 1990, lembrou de Pachequinho. Dono de uma carreira e pernas curtas, o atacante era conhecido como “Formiga Atômica” pela torcida coxa-branca. Jogou seis anos no Coritiba e foi um dos grandes artilheiros do clube, mesmo em curto espaço de tempo. Habilidoso e muito rápido, ganhou fama de goleador, mas sofreu muito com lesões, que abreviaram a sua trajetória. Se aposentou em 1999, pelo Criciúma, aos 30 anos. Em 1997, foi contratado pelo Atlético Paranaense e foi bem como substituto de Oséas, mas não renovou contrato justamente por causa da sua situação física comprometida por cirurgias no joelho. É o técnico do Coritiba no Brasileirão, assumindo pela segunda vez como interino (a primeira em 2015) até que a diretoria contrate o técnico para a sequência da temporada.

Aladim, atacante

O Coxa de 1973. Aladim é o último agachado da direita. Foto: História do Coritiba
O Coxa de 1973. Aladim é o último agachado da direita. Foto: História do Coritiba

Aladim surgiu para o futebol vestindo a camisa do Bangu, nos anos 1960. Talentosíssimo e aclamado pela imprensa, foi vendido ao Corinthians em 1970, atravessando fases distintas. Chegou ao Coxa em 1973, onde fez sucesso imediato como ponta-esquerda titular. Foi pentacampeão paranaense pelo Coritiba em 1973, 74, 75, 76 e 79. Neste meio-tempo, atuou pelo Atlético, em 1978, mas acabou com o vice no Estadual. Voltou ao Alto da Glória e teve outra fase interessante nos anos 1980, quando o clube fazia excelentes campanhas no Brasileirão. Se aposentou meses antes do time ser campeão nacional em 1985. Hoje é vereador.

Zé Roberto, atacante

Zé Roberto Coxa

Falecido recentemente, o atacante Zé Roberto saiu do São Paulo para ser eternamente respeitado pelos gigantes de Curitiba. Teve passagem pelo Guarani antes de defender o Atlético, com enorme competência. Habilidoso e com faro de gols, foi convocado para a Seleção Brasileira nos anos 1960. Chegou ao Furacão em 1968 ao lado de Bellini e Djalma Santos, grandes contratações da gestão de Jofre Cabral. Anos depois, já respeitadíssimo pela massa rubro-negra, assinou com o Coritiba, clube pelo qual foi tricampeão estadual entre 1971 e 73. Talento puro, Zé Roberto também tinha problemas extra-campo, com uma vida atribulada, alcoolismo e outras questões de comportamento. Ainda jogou no Corinthians na década de 1970 antes de retornar ao Atlético, onde se aposentou em 1977.

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  1. Acrescentaria o goleiro Roberto Costa, o lateral direito Marcelo Souza, o lateral-esquerdo Dionísio Filho, o Djonga, que deixou saudades (jogou também pelo Pinheiros), o atacante Renaldo (outro que jogou nos três), só para começar. Tem o lateral-direito Maranhão e o volante João Paulo dos mais recentes, além do atacante Marcos Aurélio.

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