Eurocopa, dia 14: País de Bales

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Por Felipe Portes e Matheus Rocha

Três jogos não muito legais começaram as oitavas de final da Eurocopa. Inicialmente, Shaqiri salvou a Suíça, mas deu Polônia nos pênaltis. Gales não fez muito, mas conseguiu avançar, e na partida mais chata de todas, o contra-ataque ajudou Portugal.

Suíça x Polônia: Chega de prorrogação

Foto: Uefa
Foto: Uefa

Por Felipe Portes

Foi mais ou menos dentro do esperado: Suíça e Polônia fizeram um jogo equilibrado, com poucas chances claras de gol e definido nas penalidades. Era este o prognóstico que eu apostava nas prévias. Não foi surpresa nenhuma quando aos 30 segundos, a Polônia ameaçou fazer o primeiro gol em uma grande cagada da defesa suíça.

Noves fora, a Polônia era mesmo um time melhor e mais preparado para vencer, mas Milik e Lewandowski não estavam inspirados. O empate prevaleceu até a segunda etapa e estava justo, já que nenhum dos times merecia abrir vantagem. Foram os polacos que derramaram sangue primeiro, em gol de Błaszczykowski. Lewa e Milik seguiam sumidos em campo. E o nível técnico seguia equiparado, goleiros trabalhando cada vez mais, muito toque de bola sem rumo e uma chatice tremenda.

Entretanto, a Suíça mostrou um pouco de resistência e empatou. Mas não foi qualquer empate, não. Foi um empataço vindo de um lance absurdamente plástico de Shaqiri. A bola ia pipocando na área polonesa quando sobrou para o baixinho meia do Stoke. Ele esperou e se posicionou da forma correta para pegar de voleio, quase uma bicicleta. Na verdade, um bicicleio, já que tinha um pouco dos dois. Um lance incrível que foi parar no fundo das redes de Fabianski, o gol da Euro até aqui.

Eram 37 minutos do segundo tempo quando o gol saiu e passamos a lidar com a chance de ter prorrogação. A pior coisa para um jogo que já estava chato. Até o fim do tempo extra, a Suíça teve duas chances claríssimas de gol desperdiçadas, jogando fora a classificação. Esses lances custaram caro nas penalidades.

Competente demais, a Polônia acertou todos os seus chutes e contou com o erro de Xhaka para avançar no torneio. Para a próxima fase, é de se esperar que os poloneses abandonem o modo tedioso de encarar os adversários. A burocratização dos jogos está ainda mais visível por causa da omissão de Lewandowski, o grande craque do time e que não fez nada de bom até agora nesta Euro. Daqui em diante, serão azarões, contra quem quer que venha.

A Suíça sai da Eurocopa da mesma forma que chegou: sem animar, sem jogar à altura do que pode oferecer e ainda caindo nos pênaltis. Nenhuma surpresa dentro de tudo que já vimos deles.

País de Gales x Irlanda do Norte: Mais um Brexit que deixou os galeses felizes

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(Foto: Uefa)

Por Matheus Rocha

Na semana do referendo que determinou que o Reino Unido sairá da União Europeia, nada mais simbólico que um confronto entre País de Gales e Irlanda do Norte valendo vaga na próxima fase da Eurocopa. E para deixar a situação futebolística mais parecida com a parte política, tudo mediado pela Inglaterra, representada pelo árbitro Martin Atkinson.

Se no referendo, galeses e norte-irlandeses tinham opiniões diferentes: sair e permanecer, respectivamente. No campo, também não era igual. Os vermelhos trabalhavam com uma defesa forte e tinham que trabalhar mais, já que eram o time mais forte. Enquanto isso, os verdes realmente queriam se defender e não faziam mais.

Diferentemente da votação, o jogo não foi emocionante. O “permanecer” e “sair” se alternavam bastante durante o período de apuração, mas norte-irlandeses e galeses pouco criaram e os goleiros praticamente não trabalharam.

Os galeses finalmente mudaram a situação quando colocaram Hal Robson-Kanu no lugar de Sam Vokes e Jonathan Williams no de Joe Ledley, aumentando a movimentação e criando mais confusão na até então bem postada zaga norte-irlandesa.

Foi aí que o “sair”, ou melhor, Gales conseguiu o impulso necessário. Aaron Ramsey tocou para Gareth Bale, que cruzou na direção de Kanu, mas Gareth McAuley desviou para a direção de seu próprio gol e fez o único tento da partida.

E assim como no referendo, a vontade galesa prevaleceu. Mas quem acabou saindo da Europa hoje foi só a Irlanda do Norte, e não todo o Reino Unido. (Mas bom, ainda dá pra Inglaterra cair).

Croácia x Portugal: Pouco jogo e emoção, mas Quaresma garante

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Por Matheus Rocha

Croácia e Portugal tinha tudo para ser o melhor jogo das oitavas de final da Euro, mas não fez jus de forma alguma. Só os últimos cinco minutos da prorrogação foram realmente decentes, com bola da trave de Ivan Perisic e o gol português com Ricardo Quaresma aproveitando rebote para marcar o gol da classificação.

Como a partida realmente não chamou a atenção, então resolvi fazer uma lista de coisas realmente importantes.

  1. O replay do gol do Shaqiri no intervalo foi o melhor lance de todos.
  2. O Twitter.
  3. O cabelo do Perisic.
  4. Como pode ter tanta gente com acento, ic e o cacete, e no meio de tudo isso, um cara chamado Vida?
  5. Cristiano Ronaldo e seu bronzeamento artificial.
  6. A camiseta do Subasic, que provavelmente poderia iluminar o estádio inteiro se os refletores apagassem (alô, Kalil!)
  7. O fato de que Vedran Corluka tem uma tatuagem das Relíquias da Morte de Harry Potter.
  8. Faltou perna direita para o Renato Sanches.
  9. Que uniforme horrível, Nike e Portugal.
  10. O bigode do Ante Cacic não impõe respeito.
  11. Se alguém achar a meia quadriculada da Croácia para comprar, avise.

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