Copa América, dia 17: O dono do torneio brilhou outra vez

Golaço Messi falta

Argentina faz seu jogo e detona os Estados Unidos, que reféns da inferioridade apresentada contra Messi e seus colegas, só assistiram ao show da Albiceleste. A final espera os argentinos. E quem sabe uma revanche da edição de 2015.

Ver Lionel Messi em campo é um privilégio. É uma sensação difícil de descrever. A genialidade deste rapaz é o principal fator para o sucesso da Argentina até aqui nesta Copa América. Em pouco mais de 30 minutos, o capitão e camisa 10 da Albiceleste resolveu o confronto de semifinal contra os Estados Unidos.

Seria muito fácil, não fosse contra os donos da casa e que eliminaram o duro Equador na fase anterior. Mas a Argentina afiou seu arsenal para chegar à sua terceira decisão consecutiva. Perdeu nas outras duas e tem tudo para se redimir nesta, quem quer que venha na decisão. E vamos colocar pingos nos is: se a Colômbia bater o Chile e pegar a Argentina, será o duelo entre os melhores desta competição.

A Argentina estava decidida a aniquilar o rival em poucos lances. E no primeiro que Messi teve a chance de encaminhar, um bolão por cima da defesa achou Lavezzi, que completou de cabeça. O segundo gol foi uma verdadeira obra de arte que vai separar as pessoas em dois grupos: as que estavam assistindo ao jogo na hora e as que só viram por replay. Por sorte, eu estava testemunhando e não pude deixar de ficar boquiaberto com a facilidade com que Messi acertou o ângulo de Guzan. Uma falta inesquecível, que deve ser um dos grandes momentos desta Copa América.

Tocando bola, explorando o jogo e administrando suas pernas para a final, a equipe de Tata Martino fez o arroz e feijão e deu o confronto como encerrado ainda no primeiro tempo. Porém, havia tempo para mais. Mais um gol e dramas, os quais a albiceleste tem convivido nos últimos anos: as lesões. Augusto Fernandez e Lavezzi precisaram sair contundidos. E a saída de Lavezzi, aliás, foi bizarra. Ao tentar dominar uma bola de costas, na lateral, o atacante saltou e caiu da placa de publicidade, que lhe serviu como um obstáculo. O tombo foi assustador e ele caiu de cabeça/ombro do outro lado.

Naquela altura, com todos torcendo para que não fosse nada grave, Higuaín já havia espetado o terceiro gol, em rebote de Guzan, quase dentro da meta. Resignado, o selecionado de Jürgen Klinsmann simplesmente parou, se poupou e trabalhou para evitar a goleada. Que inevitavelmente veio em jogada de Messi para Higuaín, que matou os adversários com o quarto gol.

Eua x argentina

Com esse futebol convincente e ainda tirando o pé para não se desgastar, a Argentina desponta como favorita para acabar com o jejum de 23 anos sem conquistas. E mais: com a maturidade que se esperava após participações em decisões consecutivas. Messi está comendo a bola e em altíssimo nível, coerente com tudo que ele fez e representa para o futebol. Não à toa se sagrou maior artilheiro do país, com 55 gols, deixando para trás a marca de Gabriel Batistuta.

As goleadas contra a Venezuela e contra os EUA mostram que os meninos de Tata estão com a faca entre os dentes e que será dificílimo impedir que eles cheguem ao 15º título, igualando a marca do Uruguai como grande campeão continental. Que se dane se esta Copa América é uma aberração feita para agradar cartolas e anunciantes. Campeonato é campeonato e se joga para ganhar, como faz a albiceleste de Messi.

Que sorte ver atuações como esta. Que sorte poder ver a história ser escrita diante dos olhos. Perder mais uma final seria uma grande injustiça para a Argentina. Se bem que com esta bola fenomenal, nem um desastre tira a taça deste camisa 10 e seus companheiros. Viva a Argentina, o gigante que despertou de um sono de mais de duas décadas.

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