Eurocopa, dia 11: A seleção britânica mais encantadora veste vermelho

Foto: Uefa
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Gales aniquila a fraca Rússia e garante passagem para as oitavas de final da Eurocopa. Baile dos Dragões contou com bela atuação de Bale e Ramsey. Enquanto isso, a Inglaterra só empatou com a Eslováquia em um jogo de menor destaque.

Gales x Rússia: Ninguém segura os Dragões

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O nervosismo de disputar a primeira Eurocopa da história não fez Gales diminuir em campo nestas três primeiras partidas. Do contrário. Entrosada, bem treinada e com futebol bem vistoso, a seleção galesa está dando o maior show. Não importa que tenham perdido o clássico para a Inglaterra na semana passada. É muito bonito ver Bale, Ramsey e seus colegas em campo.

A Rússia, coitada, não mostrou a que veio. Nem a temida defesa funcionou. O time parecia fora de tom, desorientado, uma bagunça. Os espaços deixados durante os 90 minutos deram cabo de provar que Leonid Slutsky terá muito trabalho para motivar e acertar o elenco para 2018. Porque em 2016, na França, passou vergonha.

Sabendo que a Rússia estava praticamente eliminada e sem o mínimo interesse, Gales martelou para resolver bem cedo o jogo. E em um contragolpe de Allen, um passe lindíssimo achou Ramsey livre para abrir o caminho até a vitória, de cobertura. Depois disso, foi um tremendo passeio, um jogo de crianças contra adultos. Não fosse só a diferença técnica, a atenção e o desleixo da defesa russa também facilitaram o atropelamento.

Como um rolo compressor, os Dragões chegaram ao segundo com Taylor. Outra vez, um passe açucarado atravessou as linhas adversárias e achou o lateral livre, completamente livre. Bale fechou o marcador já no segundo tempo, do mesmo jeito: passe que acha um galês sozinho na área, de cara com o goleiro. Akinfeev não teve culpa, foi deixado em um mato escuro sem cachorro e nem lanterna.

A Rússia é a primeira decepção da Eurocopa e, olhando agora, aquele gol de empate contra a Inglaterra foi mais absurdo do que pareceu no dia. Uma equipe apática, sem sangue e absolutamente frágil na defesa. A inocência custou caro para eles.

Gales se apresenta com ofensividade, jogadas bem ensaiadas e uma vontade imensa de vencer e mostrar para a Europa que eles estiveram muito tempo escondidos, mas agora é hora de mostrar que jogam o melhor futebol entre as nações britânicas. Mesmo porque, a Inglaterra mostrou só tradição, mas o jogo bonito que é bom, pertence aos galeses. Que Bale, Ramsey e a turma de Chris Coleman, líderes do grupo B, façam um bom papel no mata-mata.

Inglaterra x Eslováquia: Quando um não quer, dois não brigam

Foto: Uefa
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Cheia de novidades para a sua terceira partida na Euro, a Inglaterra de Roy Hodgson não saiu do zero com a Eslováquia, em Saint-Etienne. Apesar de fazer muito esforço, os Leões não venceram a forte retranca eslovaca. A única esperança deles na partida era segurar um empate para garantir pelo menos a sobrevivência. Com quatro pontos, a equipe de Hamsik e Skrtel depende de outros grupos para saber se ficará entre os 16 melhores.

A Inglaterra entrou com Clyne, Bertrand, Henderson, Wilshere e Vardy entre os titulares, mas a Eslováquia bloqueou bem as ações para fazer o resultado que lhe interessava. Os ingleses bem que tentaram, finalizaram, apertaram e fizeram careta a cada bola que não entrava. Vardy perdeu as melhores chances, mas não se pode culpá-lo por isso. Kozacik evitou a derrota que parecia clara.

O empate em zero a zero diz mais sobre a Eslováquia do que sobre a Inglaterra. Quando falta capacidade para todo o time, a resposta é mesmo usar das armas que se tem à disposição para afastar a derrota. Não que o time seja ruim, mas os ingleses eram muito superiores. Para seguir com chances, era preciso empatar ou até mesmo ganhar em uma bola única que contasse com o azar de Smalling, Cahill e Hart. Não aconteceu e o pontinho ainda é o que mantém os eslovacos na briga pela presença nas oitavas.

A Inglaterra começou bem a Euro, jogando bem contra a Rússia e virando um duelo dificílimo contra Gales. Hoje, penou para passar pela última linha defensiva dos oponentes. A falta de experiência que tanto se critica neste time pode pesar nos momentos decisivos. Mas precisamos parar de usar aquele argumento de “este time é para o futuro”. A partir do momento em que um grande como a Inglaterra entra na competição, é de se esperar que vá longe ou faça um papel minimamente digno.

Como a expectativa foi baixando, uma queda antes da semifinal será considerada como algo normal. E é aí que o inglês se engana. Tanta tradição precisa ser refletida em sucesso, antes que 1966 vire um mero golpe de sorte. Hodgson tem um elenco muito jovem e talentoso e parece saber tirar deles o desempenho que é cobrado. A partir do próximo jogo, os erros nos 90 minutos não serão mais ignorados e tratados como “acidentes de percurso”. Todo tiro agora tem de ser para matar.

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  1. Gales tá fazendo o que sabe, só isso. E sabendo aproveitar o elenco. Bom pra quem gosta de futebol. Só não façam o que fizeram contra os ingleses, faz favor.
    Já os ingleses, creio que Hogdson já deu sua contribuição ao renovar seu selecionado. Quem imaginava que isso fosse acontecer agora? Lembro que esse cara assumiu uma grande responsabilidade deixada pelo embusteiro do Capello, 4 anos atrás. Mas acho que já deu. Se a FA quer aproveitar o embalo, melhor será contratar outro técnico.
    P.S: não vão colocar nas mãos do Neville, né não Valência?

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