Copa América, dia 16: Um massacre histórico

Foto: Omar Torres/GettyImages
Foto: Omar Torres/GettyImages

O Levi’s Stadium, em Santa Clara, recebia uma quantidade absurda de mexicanos. Por uma questão geográfica, era natural. Quase todo o estádio era mexicano. Aliás, o palco foi o local do último – e mais aguardado – jogo das quartas de final da Copa América Centenário, o encontro entre Chile e México. Era esperada uma partida equilibrada, com embate tático de altíssimo nível de ambos. No entanto, vimos um massacre histórico dos chilenos sobre os aztecas.

Ao que se propôs, o Chile fez tudo muito bem. A pressão alta, as coberturas, a estratégia para diversas situações de jogo. Tudo funcionava perfeitamente bem. Pelos lados, la roja tinha muita saída, sobretudo pela esquerda, com Beasejour-Sánchez; do outro lado, na direita, Fuenzalida-Puch funcionavam de outra forma, mas foram igualmente eficazes. Pelo centro, o trio de volantes foi brilhante. Marcelo Díaz, era cerebral, além de ser o seguro de vida em saída de bola; Charles Aranguiz foi dinâmico, fazendo muito com pouco; E Arturo Vidal mesclou as qualidades de seus dois companheiros ao seu próprio jogo, se tornando um jogador soberbo.

O primeiro gol da equipe chilena foi anotado por Puch, aos 15 minutos da etapa inicial. Após abrir vantagem, o time de Juan Antonio Pizzi alternava pressão alta e recuo de linhas em campo próprio, causando problemas aos mexicanos de qualquer maneira. Aliás, o México, com outro esquema, com outros jogadores no time titular, foi inferior do início ao fim. Em nenhum momento deu sinais de que reagiria. Em nenhum momento. A disparidade das atuações só começaria a ser traduzida no marcador um pouco antes do intervalo, com Eduardo Vargas.

Para o segundo tempo, Prof. Osorio promoveu duas alterações: Carlos Peña e Raúl Jiménez nas vagas de Jesus Dueña e Hirving Lozano, respectivamente. Rafa Marquez, uma opção que faria sentido para saída de bola, permaneceu no banco. Logo aos 4 minutos da etapa final, os aztecas vacilaram próximo da própria área e no contra-ataque chileno sofreram o terceiro gol, marcado por Alexis Sánchez.

O México se desmotivou, mas o atual campeão da Copa América não teve piedade. Eduardo Vargas construiu seu hat-trick, com gols aos 7 e 12 da segunda etapa, construindo uma goleada vergonhosa para os mexicanos. O quarto e último gol de Vargas foi aos 28. Por compaixão, o Chile tirou o pé do acelerador, contudo havia espaço para mais um. Puch, faltando dois para acabar marcou o sétimo tento para La Roja. 7-0. Desde 1998 que La Tri sofria cinco ou mais gols numa mesma partida.

Um massacre histórico, refletido perfeitamente pelo que foi apresentado de ambas equipes naquele momento. Foi a primeira derrota de Juan Carlos Osorio sob comando da seleção mexicana. Para os chilenos, a goleada representou a presença do time na próxima fase. O Chile enfrentará a Colômbia, na próxima quarta-feira, numa das semifinais da Copa América Centenário.

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