Sexta das Camisas: As 10 peças favoritas de Fernando Vives

Vives

Convidamos o ilustre Fernando Vives, do Yahoo, para que ele escolhesse 10 camisas marcantes do futebol mundial. Sem lenga-lenga ou clubismo, ele foi de Palmeiras a Santos e do Paulista de Jundiaí até a Internazionale. Uma lista certamente muito classuda.

Palmeiras, 1951

Palmeiras 1951
O escudo alviverde antes do atual era um imponente P no peito dos jogadores, que se destacava no uniforme verde-bosque, com golas e mangas brancas. É o uniforme do título mundial de 1951, que fez o Rio de Janeiro torcer pelo time paulista.
Nota TF: 10

Fiorentina, 1955-56

Fiorentina 1955

O time histórico da Fiorentina que tinha Julinho Botelho, ex-Portuguesa, como um de seus principais jogadores. Conquistou seu primeiro título italiano e iniciou a boa fase que foi até 1960. Foi a primeira equipe italiana a chegar numa final de Copa dos Campeões, em 1957. O uniforme violeta, único, é lindíssimo. Perceba como o goleiro já usava camisa cinza — tradição na Itália, mas nada comum na época em outros países, quando o preto dominava.
Nota TF: 9,5

Paulista, 1960

Paulista 1960
O time de Jundiaí teve um elegante uniforme listrado em branco e preto com uma grossa faixa vermelha no meio do uniforme, estendendo até a gola, e outra faixa vermelha da gola até a manga. O calção era branco, e as meias, listradas. Pena que não há registro colorido desse uniforme.
Nota TF: 8

Santos, 1962

Santos 1962
O time que bateu o Peñarol na final da Libertadores e conquistaria o mundo ao golear o Benfica de Eusébio no Estádio da Luz tinha como marca o contraste da pele negra da maioria de seus craques e o uniforme branco monumental. Um dos símbolos do futebol-arte, marca brasileira. Na foto, Mengálvio, Coutinho e Pelé.
Nota TF: 9

Itália, 1970

Itália 1970
A seleção italiana que tomou um vareio do Brasil na final tem um dos uniformes mais bonitos de todos os tempos. Uma evolução do uniforme do título da Euro de 1968, com o escudo mais pra cima. Foi a primeira fase das camisas com gola simples arredondada.
Nota TF: 9,5

Grêmio, 1983, Adidas

Grêmio 1983
O ajeitado elenco gremista que surpreendeu o Hamburgo campeão europeu em Tóquio tinha um memorável uniforme tricolor com gola em V, calções brancos e meias azuis. A foto antes da partida indica um olhar coletivo de “nós vamos trucidar esses alemães”. A vitória na prorrogação foi merecida.
Nota TF: 10

Irlanda, 1988, Adidas

Irlanda 1988
A maior geração irlandesa no futebol não quer dizer muito, mas deixou suas marcas no futebol bretão — e bota bretão nisso, pois o time obteve algum sucesso jogando o clichê do futebol do Reino Unido: muita correria, chutão, bola parada e quase nenhuma criatividade. Mas foi o bastante para marcas expressivas: na Eurocopa de 1988, na Alemanha Ocidental, a equipe estreou contra a arquirrival Inglaterra e… venceu por 1 a 0, gol de Ray Houghton. Mas o time não se classificou à próxima fase. O melhor desempenho viria na Copa da Itália dois anos depois: a equipe empataria com a Inglaterra na primeira fase e conseguiria chegar até as quartas-de-final, quando perdeu pros donos da casa. Estreias memoráveis. O uniforme abaixo é o da Euro de 1988: verde com detalhes em branco, com duas faixas nas mangas, e o trevo do distintivo circundado por um círculo laranja.
Nota TF: 8,5

Internazionale, 1990, Uhlsport

Internazionale 1990
O elegante uniforme nerazzurri da Inter campeão italiana antes da longa fila ganhou um escudo de campeão, com a bandeira da Itália, na temporada 1990-91 — esta de triste recordação para os interistas, que perderam o título para a surpreendente Sampdoria. Na foto, o trio alemão que rivalizava contra o trio holandês (Rijkaard, Gullit e Van Basten) do rival Milan: Lotthar Matthäus, Andreas Brehme e Jürgen Klinsmann, junto com o técnico Giovanni Trapattoni.
Nota TF: 9

Alemanha, 1996, Adidas

ALemanha 1996
Os alemães chegaram para a Euro da Inglaterra naquele ano dispostos a vingar a derrota na final da Copa do Mundo 30 anos depois. E voltaram para casa com a missão cumprida: voltaram ao continente tricampeões europeus, feito só alcançado pela Espanha em 2012. Fazia parte dessa perspectiva o uniforme retrô, que lembrava a seleção vice-campeã de 66, numa época em que a tendência era a ousadia no desenho das vestimentas. Eliminar a Inglaterra na semifinal foi a cereja do bolo. Mathias Sammer, o líbero camisa 6, foi o grande destaque da competição.
Nota TF: 7,5

Austrália 2006, Nike

Australia's players pose for a team photo prior to the Croatia v Australia Group F soccer match at the World Cup Gottlieb-Daimler stadium in Stuttgart, Germany, Thursday, June 22, 2006. The match ended 2-2 draw with Australia advancing to the round of 16. The other teams in Group F are Brazil and Japan. Players are, front row from left, Brett Emerton, Tim Cahill, Lucas Neill, Mile Sterjovski, Jason Culina, back row from left, Harry Kewell, Scott Chipperfield, Craig Moore, Zeljko Kalac, Mark Viduka and Vince Grella. (AP Photo/Christof Stache) ** MOBILE/PDA USAGE OUT **

A heroica campanha australiana na Copa 2006 — chegou pela primeira vez às oitavas-de-final após vencer o Japão e segurar um empate contra a Croácia. A eliminação ocorreu frente a Itália num gol através de pênalti inexistente.
Nota TF: 8

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