Copa América, dia 14: Por Orlando

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Poderíamos falar sobre a primeira classificação dos Estados Unidos à semifinal de Copa América em 21 anos ou sobre mais uma ótima atuação de Clint Dempsey para liderar o USMNT ou até sobre a garra do Equador para tentar o empate quando os dois times estavam com dez jogadores. Mas algumas ações da US Soccer merecem nossa atenção.

No último domingo, um homem entrou em uma boate gay em Orlando e matou 49 pessoas, além de deixar outras 53 feridas. Durante toda a semana, vários setores da população americana, inclusive o Presidente Barack Obama, mostraram todo o suporte e apoio às famílias das vitimas e à comunidade LGBT. E felizmente, não foi diferente no futebol.

Quando os americanos entraram em campo na partida contra o Equador, o capitão Michael Bradley não vestia uma braçadeira comum. Ela estava nas cores da bandeira arco-íris, usada pelo movimento LGBT como um símbolo da luta pelas minorias, com a inscrição “One Nation” (“Uma Nação”, em tradução literal) para reforçar algo que a US Soccer prega: não importa sua nacionalidade, orientação sexual, sua cor de pele ou outras características, os EUA ainda são uma única nação que apoia todos sem discriminação.

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Além disso, o jogo aconteceu em Seattle, uma cidade marcada por sua diversidade. Em partidas do Seattle Sounders, é muito fácil de identificar pessoas de diversas raças e nacionalidades no estádio. E a bandeira do movimento LGBT sempre está lá, assim como estava ontem na seção da American Outlaws, a torcida organizada da seleção americana.

Durante a semana, vários jogadores tiraram parte de seu tempo para gravar um vídeo condenando o que aconteceu em Orlando e relembrando que os Estados Unidos são uma só nação. E as imagens dos atletas mostram bem o quanto o país e a seleção têm de diversidade.

As manifestações da US Soccer e de seus atletas são bem importantes, até porque o movimento está dentro do futebol americano. Basta lembrar a influência que jogadoras homossexuais tiveram na seleção feminina, como Abby Wambach – a maior goleadora da história – e Megan Rapinoe.

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