Pequeno guia cinematográfico da Copa América, parte III

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A terceira parte do nosso guia fala do cinema mais premiado das Américas. Fala dos 22 Oscars do México, daquele do Uruguai e do prêmio de Cannes da Venezuela. O corpo estranho nessa lista é a Jamaíca, mas em nenhum outro lugar música e cinema andam tão juntos como por lá.

O filme mais famoso do país tem Jimmy Cliff como ator principal. Já a Venezuela pode não ter a mesma tradição de Argentina e Chile, mas tem em seu currículo um fato invejável: o documentário “Araya”, de Margot Benacerraf, dividiu o prêmio da crítica do Festival de Cannes com “Hiroshima. meu amor” de Alain Resnais, em 1959. Pra entrar no clima selecionamos três filmes sobre futebol, o mexicano “Rudo e Cursi”, o venezuelano “Hermano” e o documentário uruguaio sobre o Peñarol. Boa diversão!

México

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Sem chance de escrever só dois parágrafos sobre o cinema mais premiado das Américas, depois dos Estados Unidos. Nos últimos 3 anos, os mexicanos venceram 3 vezes o prêmio de direção da Academia. E essa história começou nos anos 50, com Anthony Quinn, que venceu duas vezes o Oscar de ator coadjuvante por “Viva Zapata!” e “Sede de viver”. Some mais dois para Emile Kuri por “A Herdeira” e “20 Mil Léguas Submarinas”. “O Labirinto do Fauno” garantiu mais dois Oscars para Eugenio Caballero e Guillermo Navarro. Emmanuel Lubezki é o único diretor de arte a vencer por três anos seguidos com “Gravidade”, “Birdman” e “O Regresso”. Alfonso Cuarón foi o primeiro diretor mexicano a levar o homenzinho de ouro para casa e abriu a porteira para a dobradinha de Alejandro González Iñárritu. Os dois não se contentaram em vencer pela direção e beliscaram mais dois Oscars, Cuarón como editor e Iñárritu pela trilha original de “Birdman”.

O documentário “Sentinelas do Silêncio”, de 1971 é o único da história a vencer em duas categorias, Melhor curta metragem e Melhor documentário em curta metragem. Na conta do país do Chapolin entram mais dois Oscar: o de Melhor Atriz Coadjuvante para Lupita Nyong’o por “12 anos de Escravidão” e o de Direção de Arte de Brigitte Broch por “Moulin Rouge”. Filha de pais quenianos, Lupita nasceu na Cidade do México. Já Brigitte é alemã de nascimento, mas naturalizada mexicana. Ela esteve no ano passado no Brasil para uma série de palestras na Academia Internacional de Cinema (AIC), em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Já deu pra perceber que não faltam talentos no cinema mexicano, por isso não surpreende ninguém que muitos tenham conquistaram Hollywood. Quentin Tarantino caiu de amores por Robert Rodriguez (que é americano mas ficou famoso fazendo filmes no México) e Salma Hayek (nós também!). A parceria que começou em 1995 com Grande Hotel e seguiu com Um Drink no Inferno, Sin City e Grindhouse. A brodagem é um traço marcante no mundo do cinema. Gael Garcia Bernal e Diego Luna são amigos de infância e os diretores Alfonso Cuarón, Alejandro González Iñárritu e Guillermo del Toro, Los Three Amigos que estudaram juntos e são sócios da produtora Cha Cha Cha Films.

Na nossa lista nunca faltaria um filme de Cantinflas. Pra quem não sabe, ele foi considerado o maior comediante do mundo, depois de Charles Chaplin e foi a inspiração de Roberto Bolaños para o seu Chaves. Nem deixaríamos de mencionar Luis  Buñuel, que era espanhol mas mudou para o México nos anos 40 e é considerado um dos maiores diretores do cinema mexicano de todos os tempos.

Da Era de Ouro (1935 – 1969), ao cinema novo cinema contemporâneo, o México sempre nos premia com grandes filmes. Não são doces, não são fofos, muitas vezes são um soco no estômago. Mesmo que a TV do país seja o paraíso da superficialidade, dominada pelas novelas da Televisa, o cinema mexicano experimenta e ousa sem jamais ser banal. Ao que nós agradecemos!

La Perla (La Perla, 1947) – Emilio “Indio” Fernandez

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=FTu3_8OdSZM&w=640&h=360]

Os Esquecidos, (Los Olvidados, 1950) – Luis Buñuel

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=HBDgOrB76Rk&w=640&h=360]

Macario (Macario, 1960) – Roberto Gavaldón

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=m_RFdUo6b6M&w=640&h=480]

O Analfabeto (El analfabeto, 1961) – Miguel M. Delgado

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7neRc0katgc&w=640&h=480]

Los Caifanes (Los Caifanes, 1966) – Juan Ibañez

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=grmtZA1kl_M&w=640&h=360]

El Castillo de la Pureza (El Castillo de la Pureza, 1973) – Arturo Ripstein

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=fza8XohBNc4&w=640&h=480]

Como Água Para Chocolate (Como agua para chocolate, 1992) – Alfonso Arau

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Vqm8_GjKDBc&w=640&h=480]

Cronos (Cronos, 1994) – Guillermo del Toro

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=UJc_1rqL4tE&w=640&h=480]

O Beco dos Milagres (El Callejón de los Milagros, 1995) – Jorge Fons

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=kkHBfRCspNw&w=640&h=480]

Santitos (Santitos, 1999) –  Alejandro Springall

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=EHIZV-mtEAw&w=640&h=480]

El coronel no tiene quien le escriba (El coronel no tiene quien le escriba, 1999) – Arturo Ripstein

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=IfiTSchpqJU&w=640&h=480]

Amores Brutos (Amores Perros, 2000) –  Alejandro G. Iñárritu

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=XToRtfQbeHg&w=640&h=480]

E Sua Mãe Também (Y tu mamá también, 2001) – Alfonso Cuarón

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=pdh8Va2oDKk&w=640&h=360]

Temporada de Patos (Temporada de Patos, 2004) – Fernando Eimcbk

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=PdmM4SJApqk&w=640&h=360]

O Violino (El Violin, 2005) – Francisco Vargas

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=fVI4GjFkEq8&w=640&h=480]

Rudo e Cursi (Rudo y Cursi, 2008) – Carlos Cuarón

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=zAMlwcJchoQ&w=640&h=360]

Presunto culpable (Presunto culpable, 2008 ) –  Roberto Hernández & Geoffrey Smith

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=v8LVlKqyxr0&w=640&h=360]

A Zebra (La Cebra, 2011) – Fernando León

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=41T7mIkJZOE&w=640&h=360]

Post Tenebras Lux (Post Tenebras Lux, 2012) – Carlos Reygadas

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=NxPxuojpaEk&w=640&h=360]

La jaula de oro (La jaula de oro, 2013) – Diego Quemada-Diez

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=GBBNmC2JWGU&w=640&h=360]

A Vida Depois (La vida después, 2013) – David Pablos

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=lqbCwqsjiF4&w=640&h=360]

As Lágrimas (Las Lágrimas, 2013) – Pablo Delgado

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=wgKu-HEuFU0&w=640&h=360]

Güeros (Güeros, 2014) – Alonso Ruizpalacios

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=t-w6MbK_eZA&w=640&h=360]

Carmim Tropical (Carmín Tropical, 2014) – Rigoberto Pérezcano

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=_iTnbcCPsX4&w=640&h=360]

Eu Sou a Felicidade deste Mundo (Yo soy la felicidad de este mundo, 2014) – Julián Hernández

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=a7e8tUqT19Q&w=640&h=360]

H20mx (H20mx, 2014) – José Cohen

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Z2DkbRIVaPo&w=640&h=360]

Te prometo Anarquia (Te prometo Anarquia, 2015) – Julio Hernández Cordón

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=nXPtWj1dggA&w=640&h=360]

Manhã Psicotrópica (Mañana Psicotrópica, 2015) – Alexandro Aldret

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=KlxTXvC5Yw0&w=640&h=360]

Venezuela

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O cinema na Venezuela, até a década de 30, se limitava a filmes feitos por apaixonados. Em 1938, Rómulo Gallegos, escritor e futuro presidente do país, criou os Estudios Ávila em Caracas. Alguns anos depois, Guillermo Villegas Blanco inaugurou a Bolívar Films, produtora que pretendia fazer filmes em escala industrial. Para isso foi chamado o cineasta argentino Carlos Hugo Christensen, que tinha trabalhado no Perù, Chile e Brasil. O grande defeito da Bolivar foi não se preocupar em criar uma identidade cinematográfica nacional e contar sempre com talentos estrangeiros. Depois de 4 anos de atividade e 9 filmes, a produtora desistiu do cinema e resolveu investir em publicidade. A sofisticada infraestrutura e um grupo de profissionais treinados foram sua contribuição para o cinema local.

O cinema venezuelano mesmo produzindo filmes de grande qualidade, como “Araya” e “Caín Adolescente”, falhava na distribuição e as obras quase nunca chegavam ao público. “Araya”, de 1959, só foi exibido na Venezuela quase 20 anos depois, em 1977, mesmo tendo vencido o prêmio da crítica em Cannes.

Surgido nos anos 70, o novo cinema venezuelano resistiu por 15 anos, até o país mergulhar em uma profunda crise econômica. O final desse ciclo, em 1985, foi marcado com a premiação de “Orianna” da diretora Fina Torres no festival de Cannes. O cinema local entrou em um período de hibernação e nem a criação da Ley de Cinematografía Nacional, em 1994, serviu de incentivo para a produção. Os anos 2000 chegaram e com eles vários cineastas que voltaram ao país depois de estudar em Cuba, nos Estados Unidos e na Europa. Começou a melhor e mais prolifera década do cinema da Venezuela e nem a crise que assola o país diminui o ânimo dessa galera.

Hollywood vive de olho nos atores latinos e Édgar Ramírez é a bola da vez. Bastante conhecido na Venezuela, tanto pelo talento quanto pelas atividades políticas, é o fundador da ‘Dale al Voto’, entidade que incentiva os jovens ao primeiro voto. Durante um festival de curta metragem conheceu Alejandro González Iñárritu, na época apenas um ex-publicitário que dava aulas de roteiro e direção. Convidado para o papel principal do primeiro filme de Iñárritu, Amores Brutos, teve que recusar o convite por compromissos anteriores.

Ele se arrepende até hoje, porque o filme ganhou vários prêmios e lançou Gael Garcia Bernal. Mas não precisa sentir pena dele. Por falar fluentemente inglês, francês, alemão e italiano, Ramírez  foi escolhido para interpretar Carlos, o Chacal na série francesa de mesmo nome. Ganhou o César de melhor ator e chamou a atenção de  Steven Soderbergh, que o convidou para interpretar Ciro Redondo García no filme “Che: o argentino”. No ano passado, interpretou o marido de Jennifer Lawrence em “Joy”. O futuro parece bastante promissor e Ramírez está produzindo um filme ainda sem nome com ninguém menos que Robert De Niro.

Un ángel sin pudor (Un ángel sin pudor, 1949) – Carlos Hugo Christensen

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=zT6_Nu8OgN0&w=640&h=480]

Araya (Araya, 1958) – Margot Benacerraf

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=GgrigA0sq2w&w=640&h=360]

Cuando quiero llorar no lloro (Cuando quiero llorar no lloro, 1973) – Mauricio Walerstein

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=wu0h4f7pV2U&w=640&h=360]

Soy un delincuente (Soy un delincuente, 1976) – Clemente de la Cerda

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=N-3d2_SVgtM&w=640&h=480]

El pez que fuma (El pez que fuma, 1977) – Román Chalbaud

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=GTsyph1yTFY&w=640&h=360]

La casa de agua (La casa de agua, 1983) – Jacobo Penzo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=v631xmL1mOc&w=640&h=480]

Oriana (Oriana, 1985) – Fina Torres

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=reJ4y8_V6Jg&w=640&h=480]

Huelepega (Huelepega, 1999) – Elia Schneider

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ncHx-UI6-_8&w=640&h=480]

Punto y Raya (Punto y Raya, 2004) – Elia Schneider

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=cpEodtyh2Dw&w=640&h=360]

Secuestro Express (Secuestro Express, 2005) –  Jonathan Jakubowicz

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Hl-_MS2PsOk&w=640&h=480]

Postales de Leningrado (Postales de Leningrado, 2007) –  Mariana Rondón

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=V6rDl7bCW28&w=640&h=360]

El tinte de la fama (El tinte de la fama, 2008) – Alejandro Bellame

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=vYSloLLXuw4&w=640&h=360]

Cheila, una casa pa’ maita (Cheila, una casa pa’ maita, 2010) – Eduardo Barberena

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=543MkpYXro4&w=640&h=360]

Hermano (Hermano, 2010) – Marcel Rasquin

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=noDyc2JocB4&w=640&h=480]

Piedra, papel o tijera (Piedra, papel o tijera, 2012) – Hernán Jabes

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=BQt-vMKZ9Yo&w=640&h=360]

Azul y no tan rosa (Azul y no tan rosa, 2013) – Miguel Ferrari Diego

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=64bOdjs8VTM&w=640&h=360]

Liz en septiembre (Liz en septiembre, 2013) – Fina Torres

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=E1K7JF2JfdQ&w=640&h=360]

Libertador (Libertador, 2013) – Alberto Arvelo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=y6Xfj00xEUU&w=640&h=360]

La Casa del Fin de Los Tiempos (La Casa del Fin de Los Tiempos, 2013) – Alejandro Hidalgo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=JZ8eMI5ThG8&w=640&h=360]

La Hora Señalada (La Hora Señalada, 2013) – Ivan Mazza

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=h8w-DVd9vHM&w=640&h=360]

La distancia más larga (La distancia más larga, 2014) – Claudia Pinto

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=wdg-ROzH6tI&w=640&h=360]

Desde allá (Desde allá, 2015) – Lorenzo Vigas

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=dGxY3tu9mDg&w=640&h=360]

Dauna, Lo que lleva el río (Dauna, Lo que lleva el río, 2015) – Mario Crespo

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=vJini97823o&w=640&h=360]

Jamaica

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Os filmes jamaicanos tem quase sempre o mesmo enredo: rastafari, maconha, gueto e bandidagem. Tudo isso temperado com muito reggae, é claro. Mas alguns desses filmes são objeto de culto, como “Balada Sangrenta”, de 1972, estrelado pelo cantor Jimmy Cliff. Graças à colaboração com a TV, as produções são bem mais cuidadas que as do Haiti. Filmes como “Dancehall Queen”, “Barra Pesada”, “Conexão Jamaica” e “Ghett’a Life” podem não ser memoráveis, mas são um bom passatempo.

Os documentários são a cereja do bolo desta lista. Só Bob Marley rendeu três bons filmes. O primeiro, “Bob Marley: The Making of a Legend”, reúne imagens inéditas que ficaram perdidas por mais de 30 anos. O segundo, “RasTa: A Soul’s Journey”, mostra a neta de Bob, Donisha Prendergast, falando sobre o fenômeno rastafari em todo mundo. E “Trench Town: The Forgotten Land”, mostra o gueto mais famoso do mundo que se tornou conhecido graças a Marley.

Garimpamos 15 exemplos do cinema jamaicano. Não foi fácil, então, faça o favor de assistir.

Balada Sangrenta (The Harder They Come, 1972) – Perry Henzell

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=QvIEfPxLjcY&w=640&h=480]

Smile Orange (Smile Orange, 1976) –  Trevor D. Rhone

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=iQbQ1w9Qztw&w=640&h=480]

Rockers (Rockers, 1978) – Ted Bafaloukos

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=YgyhXPulCpI&w=640&h=360]

Babylon (Babylon, 1980) – Franco Rosso

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=AD3P2xfl5M0&w=640&h=360]

Countryman (Countryman, 1982) – Dickie Jobson

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=L1I01c6CoOk&w=640&h=360]

Dancehall Queen (Dancehall Queen, 1997) – Rick Elgood & Don Letts

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=QSSXwllPKXY&w=640&h=360]

Barra Pesada (Belly, 1998) – Hype Williams

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=VPEVkNCr00M&w=640&h=480]

Third World Cop (Third World Cop, 1999) – Chris Browne

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=QabG6IORni8&w=640&h=360]

Life and Debt (Life and Debt, 2001) – Stephanie Black

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=CjrFHzwx5AU&w=640&h=360]

Conexão Jamaica (Shottas, 2002) – Cess Silvera

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=vlgBo08SyKE&w=640&h=360]

Rise Up (Rise Up, 2009) –  Luciano Blotta

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=tpPfBBuwIGQ&w=640&h=360]

Better Mus’ Come (Better Mus’ Come, 2010) – Storm Saulter

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ojESbV_okhA&w=640&h=360]

Bob Marley: The Making of a Legend (Bob Marley: The Making of a Legend, 2011) –  Ester Anderson & Gian Godoy

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7QFdkKOTFnc&w=640&h=480]

RasTa: A Soul’s Journey (RasTa: A Soul’s Journey, 2011) – Stuart Samuels

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=F-77dahHaLI&w=640&h=360]

Ghett’a Life (Ghett’a Life, 2011) – Chris Browne

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=UhswIi_Vlio&w=640&h=360]

The Price of Memory (The Price of Memory, 2014) – Karen Marks Mafundikwa

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=AeU3hPiakNU&w=640&h=360]

Uruguai

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Antes de começar a falar sobre o cinema do Uruguai, uma deliciosa curiosidade. Em 1898, o empresário Félix Oliver assiste a uma exibição do cinematógrafo e se apaixona perdidamente pela engenhoca. Volta para casa com um projetor, uma câmera (comprado dos irmãos Lumière!), e milhares de ideias na cabeça. Uma delas vira o filme “Una carrera de ciclismo en el Velódromo de Arroyo Seco”, o primeiro do cinema uruguaio e segundo da América Latina.  Abre a primeira sala de exibição de Montevidéu e ajuda outros a produzirem seus próprios filmes. Não satisfeito, em 1900, vai conhecer Georges Méliès para aprender truques para tornar seus filmes mais engraçados. Os filmes de Félix ocupam lugar de honra na Cinemateca Uruguaia.

Até 1919, os documentários eram a grande maioria dos filmes produzidos no país, porque os filmes de ficção vinham da Argentina. A produção local engatinhava enquanto a dos países vizinhos se desenvolvia a passos largos. Apesar das tentativas de incentivar a produção de cinema depois da Segunda Guerra, os filmes careciam de personalidade própria. Os 22 anos de ditadura militar também não ajudaram muito.

Tudo mudou na década de 90, quando foram criados os fundos FONA e INA para incentivar projetos cinematográficos. Sem essa ajuda, nenhum dos filmes produzidos nas décadas seguintes teria saído da gaveta. Surgiram diretores, roteiristas e técnicos, alguns vindos da publicidade, outros formados no exterior. De lá pra cá, mais de 120 filmes foram feitos.

O cinema uruguaio ainda é refém de co-produções com Argentina, Brasil e Espanha, mas mesmo assim tem feito alguns dos melhores filmes da América Latina. Um bom presságio é o Oscar para a canção “Al otro lado del río”, de Jorge Drexler, a primeira em espanhol a levar a estatueta pra casa. Nunca duvide dos uruguaios, um dia eles podem surpreender e faturar um homenzinho dourado por seus filmes.

Essa lista é só um aperitivo. Garantimos que você não vai se decepcionar.

Carlos, Cine-retrato de un caminante en Montevideo (Carlos, Cine-retrato de un caminante en Montevideo, 1964) ­ Mario Handler

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=HB6GVCaPd7E&w=640&h=480]

El dirigible (El dirigible, 1994) – Pablo Dotta

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=okvbKXPdgWo&w=640&h=480]

Ácratas (Ácratas, 2000) – Virginia Martínez

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=QZ8YrXn1wuc&w=640&h=480]

25 watts (25 watts, 2001) – Juan Pablo Rebella & Pablo Stoll

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=yLH7eg7iF6o&w=640&h=480]

En la puta vida (En la puta vida, 2001) – Beatriz Flores Silva

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=OGRU6kkDgSo&w=640&h=480]

Aparte (Aparte, 2002) – Mario Handler

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=u4fgYWDI0_I&w=640&h=480]

El último tren (El último tren, 2002) – Diego Arsuaga

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=PT8KQamtGkI&w=640&h=480]

El viaje hacia el mar (El viaje hacia el mar, 2003) – Guillermo Casanova

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=1RFW_u7m2vg&w=640&h=360]

Whisky (Whisky, 2004) – Juan Pablo Rebella & Pablo Stoll

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=rNbNqBVBsHA&w=640&h=360]

O banheiro do Papa (El baño del Papa, 2007) – César Charlone & Enrique Fernández

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=6vC8UxZ_q48&w=640&h=480]

Matar a Todos (Matar a Todos, 2007) – Esteban Schroeder

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=_VuSZO_CYzc&w=640&h=480]

Acné (Acné, 2008) – Federico Veiroj

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=a0tTQnvqQLw&w=640&h=480]

Mal Dia para Pescar (Mal Dia para Pescar, 2009) –  Álvaro Brechner

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=5_dYDNnXiew&w=640&h=360]

El Cuarto de Leo (El Cuarto de Leo, 2009) – Enrique Buchichio

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=9IFVS_fD8ak&w=640&h=360]

Reus (Reus, 2010) –  Eduardo Piñero, Pablo Fernández & Alejandro Pi

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=U74H4wTsA_o&w=640&h=360]

La vida útil (La vida útil, 2010) – Federico Veiroj

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=oh1lzsRFpJU&w=640&h=360]

La demora (La demora, 2012) – Rodrigo Plá

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=RKgpFgdgWYA&w=640&h=360]

120 Seras eterno como el tiempo (120 Seras eterno como el tiempo, 2012) – Shay Levert

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7ffr8VD2koM&w=640&h=360]

Tanta Água (Tanta Água, 2013) – Ana Guevara & Leticia Jorge Romero

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Oy7pvIMELlg&w=640&h=360]

Anina (Anina, 2013) – Alfredo Soderguit

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=sTZpl9ofC1Q&w=640&h=360]

Una noche sin luna (Una noche sin luna, 2014) – Germán Tejeira

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=2uIQH_VHuII&w=640&h=360]

Mr. Kaplan (Mr. Kaplan, 2014) – Álvaro Brechner

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=daw-M-pQFaw&w=640&h=360]

El apóstata (El apóstata, 2015) – Federico Veiroj

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=-ERuRgPPKw4&w=640&h=360]

El hombre nuevo (El hombre nuevo, 2015) – Aldo Garay

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=1Sl0xBacfxc&w=640&h=360]

Gonchi, la película (Gonchi, la película, 2015) – Luis Ara & Federico Lemos

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=0IefwnGYSaE&w=640&h=360]

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