Copa América, dia 12: Chile chama a responsabilidade e se classifica

Vidal Chile

Chile passa certo sufoco para bater o Panamá, mas se classifica para a segunda fase da Copa América. Partida foi movimentada e contou com golaço de Alexis Sánchez no segundo tempo. Atuais campeões ainda estão devendo.

O único jogo que realmente valia alguma coisa nesta terça-feira pela Copa América foi entre Chile e Panamá. Os dois duelavam pela segunda vaga nas quartas de final, já que a primeira naturalmente pertenceria a Argentina. E pelo que deu para ver em campo, foi uma batalha duríssima, definida no talento da geração chilena.

O começo, no entanto, não foi muito bom para La Roja, que defende o título da competição. O goleirão Bravo, que já havia sido questionado contra a Argentina, falhou feio duas vezes em gols do Panamá. E se não fosse o pessoal do ataque, a coisa teria ficado embaçadíssima para o time de Juan Antonio Pizzi.

Já que é para criticar, vamos lá: este time chileno não tem padrão de jogo. Não tem consistência, não tem aquele instinto assassino mostrado na última edição. Mas ainda pode contar com Vidal e Sánchez, jogadores extremamente decisivos quando em forma.

O Panamá se animou quando com menos de seis minutos, um chute do meio da rua de Camargo. Bravo demorou alguns segundos para cair, frangando demais e permitindo a abertura do placar. A resposta chilena foi quase imediata. Aos 15, Vargas pegou um rebote de Penedo e meteu na rede, deixando tudo igual. A jogada foi arquitetada por Sánchez e Vidal. Neste momento, o Chile estava à todo vapor e tentando impor a sua superioridade técnica.

Os panamenhos chegavam pouco, muitas vezes sem levar perigo. E então, pouco antes do intervalo, La Roja achou a sua paz: Vargas, novamente, meteu na rede, de cabeça, para deixar seu país na frente, pertinho da classificação. Era só administrar, tocar mais a bola, seguir com vontade de vencer, que os três pontos viriam. Parecia fácil. Mas não foi.

ALexis Chile

A coisa melhorou bastante quando logo após o início do segundo tempo, Alexis Sánchez pegou um voleio inspiradíssimo e marcou o terceiro. Pronto, as coisas se acalmaram, estava tudo sob controle. Restando 15 minutos no relógio, mais emoção: bumba-meu-boi na área chilena, Panamá finalizando e… Bravo frangou, incapaz de afastar a bola da direção do seu gol. Foi um Alisson mais atrapalhado, vide gol anulado do Equador contra o Brasil na estreia.

O brilho de Sánchez mais uma vez se mostrou determinante para o resultado final. Ao subir sozinho para cabecear, o atacante do Arsenal fechou a conta e venceu Penedo, que não conseguiu alcançar a testada. Triste para o Panamá, que saiu do status de boa surpresa na estreia para se tornar um time um tanto quanto violento contra a Argentina. A impressão final foi ruim, de uma seleção fraca que só deu trabalho porque o goleiro Bravo estava em um dia desgraçado.

Para o Chile, foi bom rever novamente os seus craques inspirados. Esse poder de decisão será fundamental na luta pelo bicampeonato. Agora não terá mais jogo fácil e nem a possibilidade de um tropeço. É vencer ou vencer. Para provar que continuam tão bons quanto foram em 2015, os jogadores de La Roja chamam a responsabilidade como os melhores na América. Eles desafiam quem quiser testar força. Quem vai encarar?

Até aqui, temos desenhados os confrontos das quartas: Estados Unidos x Equador,
Peru x Colômbia, Argentina x Venezuela e México x Chile. A partir de quinta-feira, o mata-mata terá início. Que Deus abençoe a Copa América.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *