Copa América, dia 11: Duas vagas para quem se empenhou de verdade

Foto: GloboEsporte.com
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Venezuela e México fazem jogaço para definir a primeira posição do Grupo C. Na luta para escapar da Argentina, os mexicanos se deram melhor com um empate e vão chegar com moral na segunda fase. A Vinotinto deve provavelmente encarar o time de Messi.

Não valia tanta coisa assim, mas Venezuela e México fizeram um baita jogo para definir as posições do Grupo B. Apesar de parecer pouco, o primeiro colocado ganharia a chance de escapar da Argentina logo de cara nas quartas de final. E feita a vontade divina de quem elogia um futebol bem jogado, o México foi para as cabeças. Mas não foi fácil não.

Não foi fácil porque a Vinotinto está se consolidando como a grande história desta Copa América. Sem medo e sem limites, esta geração quer superar as barreiras do futebol venezuelano. E em um momento tão sensível para o país, é uma luz no fim do túnel se animar com o futebol novamente.

Já o México, vem empurrado pela grande fase e pela série invicta de Juan Carlos Osorio à frente da seleção. Até que eles efetivamente vençam algo com um jogo interessante, a pecha de “joga como nunca, perde como sempre” ficará colada e é de se esperar que os jogadores saibam disso toda vez que entram em campo. É cedo ainda para dizer que esta equipe tem algo a mais que as anteriores, portanto, vamos manter a calma.

Sobre o jogo: a Venezuela derramou sangue primeiro ao ver Velázquez acertar um voleio com imensa felicidade dentro da área. Menos de dez minutos e o placar estava inaugurado pela Vinotinto, que desfilou um uniforme amarelaço chocante neste confronto. Num golaço se fez a vantagem que fez os venezuelanos sonharem com a liderança, que nem seria tão injusta assim.

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Até o intervalo, o placar não era uma aberração e premiava a regularidade da Venezuela, que jogou uma bola redondinha desde a estreia, sobretudo encaixando uma marcação cerrada em cima do Uruguai. O México retomou o controle, atacou, foi atrás da igualdade. O trauma com a Argentina em Copas do Mundo passadas falou alto e a meninada partiu para cima com todas as armas.

E daí, a coisa ficou equilibrada. Osorio, temendo perder sua série invicta de 10 partidas, colocou Jesús Corona, que resolveu o jogo para ele. Quer dizer, pelo menos evitou a derrota. O menino carregou a bola, driblou meio time da Venezuela e meteu na rede, mais raça que isso, impossível. Um golaço em jogada individual de cair o queixo. Todos os aplausos para Corona.

Bem que poderíamos ter mais dois gols para encerrar com estilo um jogo deste. Mas não foi possível. Que os dois guardem para as quartas de final, pois irão precisar. Ao que tudo indica, teremos México e Chile e Argentina x Venezuela. Agora que o mata-mata se aproxima, vale a pena comprar uma boa pipoca para acompanhar o que a Copa América em solo yankee reserva para nós. Tudo que vimos desde o primeiro dia até aqui foi fichinha. Que venham as emoções que tanto ansiamos.

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