Copa América, dia 9: Dempsey decisivo e Colômbia em busca de vingança

Foto: GloboEsporte.com
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Estados Unidos comemoram a classificação para a segunda fase com vitória tediosa sobre o Paraguai. Gol foi de Dempsey, o craque absoluto deste time. Para fechar as ações no Grupo A, Colômbia e Costa Rica fizeram um bom jogo que não valia nada.

Estados Unidos x Paraguai: Lágrimas de sangue

EUA x Paraguai

A segunda vaga do Grupo A é dos Estados Unidos. Em nova vitória ante o Paraguai, a equipe da casa nesta Copa América destruiu os sonhos de um futebol bonito praticado pelos comandados de Jürgen Klinsmann. Como nem tudo é feito com beleza e no futebol o que importa é bola na rede e os três pontos, o pragmatismo dos norte-americanos foi recompensado.

O gol foi de Dempsey, ainda no primeiro tempo, em lance de oportunismo. Zardes cruzou e o camisa 8 se infiltrou na defesa adversária para aparecer e marcar. Este foi o lance capital. Os outros quase sempre envolveram Guzan, que executou pelo menos cinco defesas formidáveis e garantiu o cascalho. Quem não ajudou muito e ainda quase botou tudo a perder foi o lateral Yedlin, que ganhou o prêmio de acéfalo da tarde, com dois cartões em dois minutos, desfalcando o USMNT por 43 minutos de tempo regulamentar.

Com um homem a mais, o Paraguai fez o que se esperava: se lançou ao ataque, partiu para o abafa, mas Deus me livre, como é ruim este time de Ramón Díaz. Parece que só sabe se defender, mas passa por apuros se precisa forçar a barra lá na frente por um gol. Se o negócio estava ruim nos 45 minutos iniciais, imaginem como ficou quando estava tudo praticamente resolvido. Nem com o esforço paraguaio a partida mudou de cara e a verdade é que foi bem sofrido ver o relógio não sair do lugar. Quem acompanhou EUA x Paraguai sentiu como se estivesse preso no tempo.

E aliás, que bom que os Estados Unidos venceram e seguem no torneio. Só pelo fato de conseguirem atacar sem parecer um esforço descomunal entrar na área adversária, já merecem mais do que o horroroso Paraguai de Díaz. Se bem que, para quem chegou na final da Copa América de 2011 com cinco empates, sair desta forma, com um mísero ponto e um gol, nem é tão surpreendente.

Os norte-americanos esperam o segundo colocado do Grupo B, que provavelmente será o Equador. E chegam como azarões, mesmo com os protestos de Klinsmann com este rótulo. Com essa bolinha aí diante do feroz Equador, vai ficar difícil chegar às semifinais.

Colômbia x Costa Rica: Jogão surpresa

Colômbia x Costa Rica

Eliminada ao entrar em campo, a Costa Rica teve um fim muito mais digno do que o Paraguai, por exemplo. Mesmo sem ter o que fazer no jogo contra a Colômbia, em Houston, a seleção dos Ticos fez um partidaço em sua despedida do torneio. Primeiro em um golaço de cinema de Venegas, com um minuto de jogo. Depois, por ter levado o empate nos pés de Fabra e ainda assim continuar com vontade de lutar pela vitória. O mesmo Fabra fez contra e seu país ficou em desvantagem. Havia muito por vir.

A Colômbia colocou em campo sua formação reserva, apesar do risco de derrota e de acabar a fase em segundo lugar. A julgar pela atuação embaraçosa de sua defesa, a equipe de Jose Pekerman realmente não estava interessada em fazer grandes coisas. Só quando a água bateu na bunda e a chance de pegar o Brasil nas quartas ficou evidente, titulares foram para o jogo: James Rodríguez, Cardona e Cuadrado entraram para tentar mudar o panorama.

Mas o destino estava do lado dos Ticos. A Costa Rica subiu de novo ao ataque e Borges fez um belo gol, de primeira, ao receber um bom passe dentro da área. Má notícia para os palmeirenses: Yerry Mina esteve lamentável na partida. Conta a favor dele a juventude e a garra para se firmar depois de hoje, mas na técnica, no posicionamento e até na inteligência, ficou devendo.

Nem mesmo o ingresso de James mudou algo para a Colômbia. A Costa Rica seguia dando as cartas e dominando, levando muito perigo para a defesa colombiana. O negócio começava a virar um grande jogo amistoso quando Marlos Moreno rompeu a linha defensiva costarriquenha para diminuir o placar. Aí a coisa de fato pegou fogo e tornou o confronto bem interessante.

James então passou a fazer o mesmo papel de Messi na noite de ontem. Pegava a bola e ia carregando até encontrar alguém livre para receber seu passe. Em todos os lances, o capitão e camisa 10 orquestrava as ações ofensivas colombianas, mas no fim, Cardona roubou o protagonismo e tentou incessantemente armar ou marcar o terceiro gol que daria a liderança da chave. Foi impressionante o empenho da Costa Rica, que mesmo eliminada, deu tudo de si para segurar o resultado. Merece muito respeito esta geração.

Como o empate não veio, a Colômbia ficou com a segunda colocação e corre sério risco de pegar o Brasil na próxima fase. Essa possibilidade é um presente a quem esperava um duelo tenso, importante e com gostinho de vingança para os colombianos, ainda lamentando aquela derrota no Mundial de 2014. A arrastada primeira fase vai acabando. E agora não há mais a possibilidade de tropeços. Gostamos assim.

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