Copa América, dia 2: Para ser ruim, ainda falta muito

Foto: GloboEsporte.com
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Jogos de nível técnico baixo marcaram o segundo dia da Copa América. Brasil tinha destaque por ser a estrela do dia, mas fez partida horrorosa contra o Equador no mesmo estádio em que conquistou a Copa do Mundo de 1994. Aqui vão os relatos (ou quase isso) do que aconteceu nos três embates deste sábado.

Paraguai x Costa Rica: Vá para a cozinha

Paraguai x Costa Rica RBS

Não há rigorosamente nada a ser dito sobre este jogo medonho que abriu o segundo dia da Copa América. Se você cochilou ou foi arrumar outra coisa nesta hora, fez bem. Nós acompanhamos este jogo e nos arrependemos amargamente disso. Teria sido melhor ver qualquer filme do Ben Stiller. Entretanto, pretendemos compensar a ausência deste jogo nos nossos registros. Aqui vai uma receita de Risoto à Parmegiana:

Ingredientes: 400 g de arroz arbóreo, 100 g de queijo parmesão italiano (ralado), 100 g de manteiga sem sal, 1 cebola média, 1 litro de caldo vegetal, ½ copo de vinho branco, sal a gosto, vinagre balsâmico tradizionale Castelo a gosto.

Modo de preparo: Corte a cebola em pedaços miúdos. Numa panela, coloque 50g de manteiga e refogue a cebola até que fique transparente. Acrescente o arroz e cozinhe por 5 minutos em fogo baixo. Adicione o vinho branco e refogue até que ele evapore. Acrescente o caldo vegetal pouco a pouco, 30g de manteiga e mexa constantemente. Continue o processo até que o risoto esteja ao dente. Adicione sal, o restante da manteiga e o queijo parmesão ralado após retirar do fogo. Mexa bem, misturando os ingredientes. Finalize o prato com redução de vinagre balsâmico e sirva imediatamente. Para a redução: para 1 litro de vinagre balsâmico, utilize 160 g de açúcar ou uma xícara. Misture os dois ingredientes numa panela e leve ao fogo baixo e deixe reduzir 70% do volume. Desligue o fogo, deixe esfriar e sirva. Rende quatro porções.

Haiti x Peru: Mais sofrido que o final de “Marley e Eu”

Foto: Gazeta Esportiva
Foto: Gazeta Esportiva

Pessoal do Peru chegou pensando que seria moleza marcar no Haiti, mas não foi fácil não, meu amigo. A defesa dos haitianos fez uma partida impecável, na medida do possível, dentro das óbvias limitações deste país no contexto futebolístico. Para tornar a partida um tanto mais emocionante, o atacante Kervens Belfort quase cometeu o crime e deu um ponto inacreditável para a sua seleção no segundo tempo, ficando muito perto de protagonizar a primeira grande história desta Copa América.

No entanto, como o futebol nem sempre premia os aguerridos, o único gol do jogo foi marcado por Paolo Guerrero, a maior esperança do seu país, alcançando assim o posto de goleador máximo com a camisa peruana. No geral, o Peru esteve bem melhor e poderia ter ganho com naturalidade o confronto, não fosse a atuação forte do Haiti na marcação e na retaguarda.

O lance capital da partida foi uma boa trama dos de Ricardo Gareca. Uma jogada rápida que culminou em cruzamento para o meio da área. Guerrero, que não é bobo, saltou para cabecear e balançar as redes. E é mais ou menos isso aí. É de dar dó que o Haiti tenha passado por tudo isso para perder no final, mas faz parte. Esperamos que eles tenham melhor sorte nesta primeira fase. Ao Peru, os três pontos, mas de uma forma suada, muito suada.

Brasil x Equador: Saudade do Tetra

Brasil x Equador
Foto: GloboEsporte.com

O Brasil jogou outra vez no grande Rose Bowl, onde a Seleção de 1994 venceu a Copa do Mundo contra a Itália. Desta vez, em uma estreia de Copa América contra o Equador. Muito se falou sobre reviver o Tetra, já que Dunga volta como técnico, acompanhado de Taffarel, titular em 1994 e hoje preparador de goleiros, além de Gilmar Rinaldi, que comeu banco naquela campanha como terceiro arqueiro do Brasil.

Pois bem, a julgar pelos primeiros minutos de jogo, as ações ofensivas do Brasil quase tiraram o placar do zero. Houve muita movimentação por parte de William, Coutinho e Jonas, mas gol que é bom, nada. A blitz na área equatoriana gerou lances interessantes na primeira metade da etapa inicial, mas no geral, faltou eficiência e o óbvio: chutes em direção às traves defendidas por Dreer.

O Equador não é qualquer catado. Sabe se defender e busca muito bem alternativas para subir em velocidade para punir erros de posicionamento dos rivais. É claro que diante do Brasil a postura foi um pouco mais cautelosa, priorizando mais o passe e irritando a defesa brasileira. Gil, de tanto jogar colado em Valencia, perdeu a linha e acabou sofrendo uma falta, mas não deixou barato e sentou o braço no equatoriano. Pelo gesto agressivo, levou amarelo. Calma, cara. Este é o Bingo da Amizade… 

Entretanto, o Brasil permitiu que o adversário fizesse seu jogo. No segundo tempo, os equatorianos ousaram e subiram ao ataque para tentar o primeiro. A habilidade dos homens de frente trouxe lances de apuro para Gil e Marquinhos. No caso, lances de apuro podem ser resumidos em jogadas no mano a mano em que a torcida se sentiu tensa por ver o Equador perto da área. Mas nada aconteceu de objetivo além de ciscadas pelas laterais, no que se aplica tanto para os equatorianos quanto para o Brasil.

Quando a vaca já estava se arrumando para tirar aquela soneca no pasto, um instante de pura apreensão captou as emoções de todos que acompanhavam o duelo: Bolaños correu até a linha de fundo e chutou em cima de Alisson, que se embolotou e engoliu um frango inacreditável, caindo com a bola dentro das redes. Por sorte, o juizão anulou a jogada por considerar que a bola havia saído. Equivocadamente, pois o gol foi legal e o Equador acabou prejudicado.

O time nessa situação e o Coutinho acertando uma cabeçada no rosto do Filipe Luís. Sim, teve isso. A parada estava duríssima de assistir quando Coutinho tentava fazer sua jogada em cima de um marcador. Filipe correu para apoiar e não viu o colega, chocando-se com o topo da cabeça do meia do Liverpool. Se faltava uma homenagem ao mito Muhammad Ali, que nos deixou ontem, o problema estava resolvido. O lateral foi ao chão e o juiz só não contou até 10 porque o golpe de Coutinho foi ilegal nas regras do boxe.

No campeonato mundial do saudosismo, esta noite ficará marcada como a lembrança de um 1994 distante. Foi no Rose Bowl, teve Dunga e Taffarel, mas o jogo acabou sendo uma viagem melancólica no tempo. No palco do Tetra, um bando só ficou no empate com o Equador e se não fosse pela arbitragem ruim, teria perdido. Tudo o que o torcedor brasileiro quer é ter o orgulho de ver a Seleção de volta. A essa altura, a paixão vai mal, muito mal, respirando por aparelhos.

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