Copa América, dia 1: Até quando, Jürgen Klinsmann?

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A US Soccer contratou Jürgen Klinsmann em 2011 para tentar desenvolver a seleção americana e colocá-la em posição para bater de frente contra as principais equipes do mundo. E a abertura da Copa América Centenário mostrou justamente porque o alemão não tem tido sucesso na missão.

A Colômbia simplesmente não teve problemas para vencer os Estados Unidos por 2 a 0, com gols de Cristián Zapata e James Rodríguez, de pênalti. E os sul-americanos fizeram justamente o que era esperado dos norte-americanos.

Muito criticado por escalar jogadores fora de posição, Klinsmann finalmente colocou em campo o que tinha de melhor, apenas com Fabian Johnson deslocado de sua posição atual na Alemanha, como meia esquerdo, para a lateral, seu local de origem. Mas nem isso ajudou muito.

Colocar Michael Bradley como o primeiro homem do meio-campo não funcionou. O armador do Toronto realmente tem que jogar um pouco mais para trás, mas não pode ser o protetor da linha defensiva. Jermaine Jones e Alejandro Bedoya, que estavam avançados e mais liberadores, não apareceram tanto quanto poderiam.

A linha ofensiva também não ajudou muito. Colocar Bobby Wood, Gyasi Zardes e Clint Dempsey juntos e na disposição atual – com os dois primeiros abertos e a estrela do Seattle mais a frente – praticamente tira tudo o que cada um tem que melhor.

A movimentação dos jogadores não apareceu durante a partida e nem a da comissão técnica também. Klinsmann demorou muito a mexer, ainda mais com os jovens Christian Pulisic e Darlington Nagbe em boa fase e pedindo passagem para o time titular.

Por muito menos, Bob Bradley foi demitido e deixado totalmente de lado pela US Soccer. Mas a paciência do presidente Sunil Gulati, que alimentava uma obsessão por Klinsmann há tempos, parece enorme. Resta saber até quando isso irá durar, principalmente com a falta de futebol mostrada em campo.

O jogo

O primeiro gol do início de noite californiano veio em uma bola parada muito bem ensaiada pelos colombianos. Edwin Cardona bateu escanteio na área e o zagueiro Cristián Zapata apareceu totalmente sozinho para completar de primeira para o gol.

Depois de um primeiro tempo com poucas oportunidades claras, a Colômbia conseguiu o segundo gol em um pênalti bobo cometido por DeAndre Yedlin. Rodríguez deslocou Guzan e aumentou a vantagem dos “visitantes”.

No segundo tempo, Carlos Bacca ainda teve oportunidade de aumentar o placar e acabou acertando o travessão. Dempsey até assustou e forçou uma boa defesa do goleiro Ospina, mas foi tudo o que os americanos ofereceram, mesmo precisando sair de uma desvantagem de dois gols.

 

0 pensamento em “Copa América, dia 1: Até quando, Jürgen Klinsmann?”

  1. eu vi o jogo ontem. A Seleção Americana parecia um time desprovido de ideias. A Colômbia jogou sem sofrer riscos. Para uma seleção anfitriã é muito pouco para seguir longe. Até a Venezuela, em casa, não fez um papelão tão grande.

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