Sexta das Camisas: Edição especial do dérbi paulistano

Palmeiras x Corinthians 2015

Todo dia é dia de falar de Palmeiras x Corinthians, Corinthians x Palmeiras. O dérbi paulistano que move paixões, provocações e tem muita história para contar é o mote desta Sexta das Camisas, que vem em versão especial. Colocamos um palmeirense para dar notas a camisas alvinegras e um corintiano para avaliar camisas alviverdes, mas com todo o respeito que o clássico merece. 

Corinthians, por Odil David

sccp1914

1914: Ano do primeiro título paulista do clube. Os campeões vestiam um modelo clássico inspirado no uniforme do Corinthian Football Club, que excursionou no Brasil em 1910 e serviu de inspiração para os cinco fundadores do Corinthians no bairro paulistano do Bom Retiro.
Nota Portes: 8

Corinthians 1916

1916: Após três mudanças de distintivo desde 1910, o escudo em forma circular em torno do anagrama com as iniciais corinthianas se tornou um clássico graças a Neco, primeiro grande craque alvinegro.
Nota Portes: 9

sccp1954

1954: A conquista do título paulista no 4º Centenário da cidade de São Paulo representou um dos troféus mais importantes da história do clube. A taça histórica consagrou a camisa com gola em “V” e o distintivo do clube em destaque, já com os remos, a boia e a âncora.
Nota Portes: 9,5

sccp1969

1969: Em meio ao jejum de títulos que assombraria o Corinthians por 22 anos, o maior craque da história do clube brilhou no Parque São Jorge. A camisa de 1969 é lembrada por ter sido usada por Rivellino na campanha que o garantiu entre os titulares do tricampeonato do Brasil em 1970, na Copa do México.
Nota Portes: 10

sccp1977

1977: Provavelmente a camisa mais importante da história do Corinthians. Em 1977, o uniforme negro com listras brancas se transformou num dos maiores símbolos alvinegros graças ao gol de Basílio contra a Ponte Preta na final estadual.
Nota Portes: 10

Corinthians 1982

1982, Topper: A camisa da Democracia Corinthiana tinha design simples e despojado, mas marcou época pelo simbolismo de uma das mais belas páginas da história do clube. Imortalizada por Doutor Sócrates e companhia, o uniforme foi usado no título paulista daquele ano é reverenciado pela torcida até hoje.
Nota Portes: 7

Corinthians 1990

1990, Finta: O uniforme que vestiu o primeiro título nacional do Corinthians é inesquecível. Produzido pela Finta, a peça trazia as bandeiras do Estado de São Paulo e do Corinthians em relevo brilhante, além do distintivo em grande destaque e o patrocínio da Kalunga. Virou sinônimo de Neto, craque máximo da histórica campanha.
Nota Portes: 8,5

Corinthians 2000

2000, Topper: O modelo escolhido para vestir o Corinthians no 1º Mundial de Clubes da Fifa causou enorme impacto por destoar totalmente do design tradicional. Com largas listras negras nos ombros e mangas e escudo centralizado, além de shorts brancos no mesmo padrão, o uniforme deu sorte ao time que conquistou o mundo no Maracanã.
Nota Portes: 6,5
(*A versão 2015 é uma homenagem que saiu bem melhor que a original)

sccp2010

2010, Nike: No ano do centenário, o Corinthians não conquistou títulos, mas vestiu uma de suas camisas mais impactantes e belas da história recente. Em dois tons claros de bege –cor originalmente usada pelo time em 1910–, o uniforme ainda trazia o distintivo original da fundação alvinegra.
Nota Portes: 10

sccp2012

2012, Nike: A camisa que consagrou o título da Libertadores e o bi mundial trouxe uma trama de estampas do mapa estilizado do Estado de São Paulo, além do distintivo em escala maior e sem as estrelas adotadas após a conquista do Brasileiro de 1990. Com linhas tradicionais e gola “careca”, é um dos raros acertos da Nike como fornecedora do fardamento alvinegro desde 2003.
Nota Portes: 8,5

Palmeiras, por Felipe Portes

Palmeiras 1942 camisa

1942: A primeira camisa do clube como Palmeiras. Um marco na história do clube que impulsionou uma nova identidade. Deixamos de ser Palestra Itália para ser Palmeiras. Respeitamos a origem, mas somos Palmeiras, sem italianismos exagerados, aqueles de quermesse. A camisa de 1942, marcada pela Arrancada Heroica ao título paulista contra o São Paulo, foi redesenhada em 2011 pela Adidas, que acabou sendo estragada por um patrocínio gigantesco da Fiat.
Nota Odil: 9

Palmeiras 1973

1973: Se eu pudesse escolher UMA camisa para o Palmeiras usar por toda a eternidade, seria essa. Clássica, simples, bonita e vitoriosa, claro. Até aquece o coração olhar para esse timaço.
Nota Odil: 7

Palmeiras 1984

1984, Adidas: Camisa icônica da Adidas, muito embora tenha feito parte de um período desgraçado da história palmeirense, a fila. Fica ainda melhor sem patrocínio esta daí. E o Vágner Bacharel de capitão? Saudoso.
Nota Odil: 7

Palmeiras 1991

1991, Adidas: Bem parecida com a anterior, mas em tom escuro e com a Coca-Cola de patrocinadora. Outra camisa que mesmo pertencendo ao período mais dramático do Palmeiras, permanece no imaginário do torcedor. Inclusive foi a a primeira camisa que ganhei do meu pai, quando ainda era carequinha.
Nota Odil: 8

Palmeiras 1993 camisa branca

1993, Rhumell: Uma alternativa interessante à magnífica camisa de 1993. Esta branca com frisos verdes na manga é a cara dos anos 1990 e foi inspirada em um modelo da Umbro usado pelo Parma no início daquela década. Quem tem, adora. Quem não tem, sonha.
Nota Odil: 8

Palmeiras 1997

1997, Reebok: Para muitos, a camisa que perdeu o título brasileiro de 1997. Para mim, a favorita. A Reebok deu uma inventada nessa, mas acertou a mão com as cores divididas e o escudo do P do Palestra estilizado. Outra camisa que é o resumo dos anos 1990. Volta, Galeano.
Nota Odil: 7

Palmeiras 2013

2013, Adidas: Homenageando o dia em que o Palmeiras vestiu a camisa da Seleção Brasileira para a inauguração do Mineirão, nos anos 1960, a Adidas trouxe o amarelo para compor esse belo manto aí da foto, em 2013. Para melhorar ainda mais o conjunto da obra, a camisa de goleiro desta linha é fantástica. O único problema do retrato é a presença de Paulo Nobre, mas nem ele consegue estragar essa reunião e essa amarelinha linda. No entanto, parece que o Odil não gostou muito…
Nota Odil: 5

Palmeiras 1998 camisa

1998, Reebok: Olha lá os dois tons de verde se repetindo com o escudo interior do Palmeiras ao centro. Listrada, uma das camisas de 1998 do Palmeiras (foram três ou quatro, se não me engano) ficou na memória pela conquista da Copa Mercosul. Outra da Era Parmalat que deixa saudade.
Nota Odil: 8

Palmeiras 1997 branca

1997, Reebok: A camisa branca do vice-brasileiro é tão bonita quanto a titular. Simples, sem invencionices e com uma gola bem bacana, a Reebok acertou a mão. E sem mais.
Nota Odil: 7

Palmeiras 1993

1993, Rhumell: O fim da fila, o início da hegemonia, as listras inéditas, o patrocínio que hoje é motivo de troça para rivais, mas que naqueles tempos era um símbolo do sucesso, as meias brancas por superstição de Luxemburgo, o esquadrão que até hoje arrepia só de começar a ser escalado. Não é a mais bonita de todas as do Palmeiras, mas sem dúvida é a que mais impactou. Afinal de contas, foi lá em 1993, que ganhamos o Paulistão…
Nota Odil: 9

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