O mundo maravilhoso e insano da Master Liga no PES 2016

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O mundo dos videogames de futebol é fascinante. Dentro dele, você pode ser treinador, craque, acompanhar de perto os craques da atualidade e ainda brincar com a fantasia e as transferências fictícias. Mas a melhor parte, certamente, é a Master Liga, modo mais popular do Pro Evolution Soccer 2016.

Sou jogador e fã da franquia desde os anos 1990, quando aluguei um CD com o Campeonato Japonês 1997 na locadora da rua onde moro hoje, em Ourinhos. Eu já conhecia o Fifa, mas o mundo que o Winning Eleven me colocou desde aquele momento foi fantástico.

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A Master Liga apareceu pela primeira vez no Winning Eleven 4, mas eu era ruim demais para conseguir jogar no segundo nível (obrigatório para o modo). Neste modo, é possível contratar jogadores e levar um time à glória. Evidente que a brincadeira evoluiu bastante nestes quase 20 anos, o que nos traz ao PES 2016, o jogo mais subestimado da história dos consoles.

Gosto do PES por um simples motivo: ele tem a licença da Liga do Campeões, da Libertadores, da Liga Europa, da Sul-Americana, da Champions Asiática, Recopa Sul-Americana e o Brasileirão. Desde que jogo de forma séria a Master Liga, estimo que por volta de 2006, meu sonho sempre foi fazer um save que durasse mais de 10 anos virtuais.

Como o PES é um jogo que não tem exatamente uma preocupação com a realidade, o modo também permite que jogadores se aposentem e renasçam do nada com 16 anos e habilidades reduzidas (na maioria dos casos). Isso permite que o game seja eterno. Ou seja, podem se passar mais de 100 anos de save e você ainda vai estar lá vendo Messi e Neymar em campo, provavelmente defendendo outros times. E isso é fantástico.

Os craques moleques

Robben Sport
Robben no Sport? Opa, peraí!!!

Comecei este save atual em dezembro, pouco depois que o Palmeiras venceu a Copa do Brasil. No início, não me preocupei em manter o cenário muito realista e, à frente do Verdão, contratei caras como Florenzi, Totti e Pazzini por empréstimo. E aí começou a maluquice. Aparentemente eu abri um portal que permitia a vinda de vários craques para o Brasileirão. Vou tentar resumir o que aconteceu até agora: fui campeão da Copa do Brasil e do Brasileiro em duas temporadas, até que perdi a Libertadores nas semifinais para o Santos. Assinei com o River Plate.

No River, contratei vários craques moleques: Luís Fabiano, Elias, Dátolo, Maxi Rodríguez, Leonardo Silva, todos eles com 16, 17 anos. Fui campeão argentino no segundo semestre (o jogo só permite uma troca por temporada) e voltei ao Brasil para treinar a Chapecoense, porque estava tudo muito fácil até então. Continuei investindo em craques renascidos: Fernando Torres, Mertesacker, Cambiasso, Giaccherini, Kerzhakov, Augusto Fernández, Naldo, o goleiro Gillet, o zagueiro Antonsson, Armero, entre outros.

Gasta-se muito pouco ao subir estes atletas para o profissional. Vou ser mais claro: assim que o jogador se aposenta, passam seis meses até que ele apareça no seu “time juvenil”, que contempla sempre atletas zerados pelo jogo. Você só paga os salários deles e pode vendê-los se o futebol não agradar. Em suma: eles perdem várias habilidades da primeira vida e precisam evoluir novamente na segunda. É um negócio bem louco, mas divertido.

Eta nois!
Eta nois!

Fui campeão brasileiro com a Chape e também levei a Copa do Brasil, mas perdi novamente a Libertadores, desta vez para o Corinthians. À esta altura, estava na quarta temporada. Resolvi sair de Chapecó deixando para trás um esquadrão que dominou o Brasil com feras gringas. Como joguei no último nível e ainda assim não foi tão difícil fazer isso, resolvi impor uma regra para preservar a sanidade do jogo: só poderia usar três jogadores estrangeiros no time titular. Sendo assim, a base seria sempre brasileira. (Chupem, times portugueses).

Assinei com o Santos para a segunda metade da temporada, já com esta regrinha, e montei um time que era bom no papel. Até trouxe o F. Portes, o meu carinha, para ser volante. Mas fracassei ao mexer na química da equipe e saí ao fim do ano SEM GANHAR NENHUM JOGO. Alterar demais o time titular é nocivo para o equilíbrio do time. Se você mudar mais de cinco peças e se desfazer de reservas, esta equação pode ser perigosa e seus jogadores vão se comportar como um bando de retardados em campo. Sério, promova mudanças aos poucos, porque fazer isso tudo de uma vez é um desastre.

Apanhei de todo mundo, tomei várias goleadas e o Peixe não se acertava nunca. Nesse contexto, vale citar o meu 11 inicial: Cavalieri (renascido), F. Henriques (atleta genérico contratado sei lá de qual equipe), Hurley, Zeca e Victor Ferraz. Portes, Dirceu, Michel Bastos (renascido) e Ganso. Diego Tardelli e Eduardo Sasha. Kim Källstrom, Germán Denis, Campagnaro, José Fonte e Arouca estavam no banco, além do desconhecido ucraniano Dolya. Tomamos goleada atrás de goleada e resolvi assinar com o Sport para a quinta temporada. O Leão estava na Libertadores. E foi aí que a coisa começou a degringolar.

Cazá, Cazá, Cazá

Segura que eu quero ver
Segura que eu quero ver!

Primeiramente, aprendi com o erro do Santos e fui montando o elenco aos poucos, gastando menos e aproveitando jogadores sem contrato ou em fim de vínculo com outros clubes. Também trouxe gente por empréstimo: Odegaard, Guilherme Arana e eu mesmo, que estava vinculado ao Santos. Os renascidos da vez foram Cech, Edu Dracena, o lateral Adriano e o volante Barry. Perdi a Copa do Brasil para o Avaí, na primeira fase, a Libertadores na fase de grupos e cheguei bem desanimado ao Brasileiro. Mas tive calma.

A base era: Paulo Victor, S. Eca (outro genericão massa), Scott Dann, Arana, Alex Silva, Barry, Rithely (que baita jogador), Régis, André Balada e Odegaard. Comecei levando porrada de todo mundo, mas abri uma série boa de vitórias. No segundo turno já estava brigando com o AVAÍ pelo título nacional.

Para o segundo turno, vendi algumas peças e levantei grana para trazer reposições. Outra vez, fui ao mercado de atletas livres para buscar alguns nomes: Cássio (era reserva no Avaí), Dante, Perotti, Aquilani e Thiago Neves (renascidos) Wellington e Roger Guedes (Criciúma), Muriqui (estava na Arábia) e Henrique Príncipe (jogou na minha Chapecoense).

Tabela Brasileirão ML

Fui campeão depois de ultrapassar o Avaí na antepenúltima rodada. Tropecei duas vezes e venci por um ponto na última rodada, ganhando do Figueirense por 3-1. O Avaí perdeu para o Vasco por 3-0 e eu fiquei com o título na quinta temporada. Três vezes campeão em cinco tentativas. Até que está bom.

Agora chego na Libertadores com vontade de vencer e reforçando o elenco com outros figurões. O plano também é ganhar a Sul-Americana, a Copa Argentina, a Liguilla (campeonato que editei com times sul-americanos relevantes sem liga: Bahia, Botafogo, Criciúma, Vitória, times colombianos, uruguaios e paraguaios) e a Copa da Liguilla.

Depois disso, parto para a Ásia para conquistar a liga local e a Champions League da AFC. Por fim, tiro algum time da segundona na Europa e ganho a Liga dos Campeões. Não sei quanto tempo vou demorar para finalizar o ciclo. Mas a certeza é que vai ser muito divertido ver os craques nascendo de novo e jogar com quantos times eu for capaz antes do tédio completo. Bateu aquela vontade de treinar o Vélez, o Perugia, o Bastia, o Modena, o Nottingham Forest, o Valladolid… que bom que vou ter tempo para isso.

Enquanto a Libertadores de 2020 não começa, preparo o meu Sport para a batalha. Subi Robben para o profissional e contratei Elias (que estava comigo no River), Óliver Torres, Rúben Neves, entre outros atletas internacionais que serão colocados no banco de reservas para não violar a regra dos três gringos. Mesmo se não fossem gringos, jamais barrariam meu capitão Rithely, o Pogba do Agreste. Por agora é só, quando acontecer algo novo, atualizo vocês. Mas acima de tudo, respeitem o PES.

5 pensamentos em “O mundo maravilhoso e insano da Master Liga no PES 2016”

    1. É só ficar de olho nas equipes juvenis no menu “meu time”, Irineo. Toda vez que a janela de transferências se abre, novos jogadores surgem lá com 16, 17 anos e habilidades quase zeradas. é uma forma de reforçar o time sem gastar muito. Mas apelar demais pode fazer o jogo perder a graça!

      Abraço e obrigado pelo comentário!

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