Sexta das Camisas: Times pequenos brasileiros nos anos 1990

Foto: Show de Camisas
Foto: Show de Camisas

Os anos 1990 foram provavelmente os mais gloriosos no quesito camisas ruins e extravagantes. Entretanto, duas décadas depois, há no torcedor uma certa saudade do tempo em que as fabricantes de uniforme inventavam e faziam coisas malucas em suas peças. O retrato destes tempos é sem dúvida a camisa da Alemanha na Copa de 1990, com modernas barras alusivas as cores da bandeira alemã. E as marcas não ficaram só nisso não, foram muito além.

Só no Brasil, é possível reunir uma boa porção de clubes que ficaram cravados na memória afetiva do torcedor, tamanha excentricidade no desenho. Estamos falando de estampas inovadoras, ideias coloridas. Por muito tempo, camisas de futebol foram telas para obras de arte e outras invencionices que não agradaram tanto.

Bragantino 1991-92, Dell’erba

Foto: IG
Foto: IG

Os times pequenos foram cobaias de desenhos, como foi o Bragantino, na camisa exposta na abertura do texto. A Dell’erba trouxe em meados de 1991 uma ideia que lembrava vagamente a estampa de diamantes da Adidas para as camisas da Holanda e da Alemanha (a verde, reserva). Os tons em branco, preto e cinza eram charmosos. Naquele ano, o Braga foi finalista do Brasileiro. Recentemente, o clube de Bragança ganhou uma reedição da Kanxa desta icônica peça vestida por Mauro Silva. Que amor.

União São João 1995, Carioca

Foto: Mantos do Futebol
Foto: Mantos do Futebol

A fabricante Carioca é de uma obscuridade que assusta. Especializada em réplicas de clubes grandes, a marca fez as camisas do União São João para o Brasileirão de 1995. E aí vimos o simpático clube de Araras com um fardamento memorável com uma arara estilizada e o patrocínio do Bliss, um dos principais iogurtes da Nestlé.

Novorizontino 1994, Finta

Foto: Minhas camisas
Foto: Minhas camisas

Olha que lindeza essa camisa do Novorizontino. A Finta que fez, em 1994, trazendo o Tigre, mascote do time, ao lado das listras. A disposição do bicho no desenho não faz sentido algum, no entanto, não deixa de ser carisma. Quem tem essa camisa é o nosso amigo Emanuel Colombari, torcedor ilustre do vice-campeão paulista de 1990.

Guarani, 1994, Dell’erba

Foto: Camisas de Futebola
Foto: Camisas de Futebola

Camisa usada por Djalminha, Luizão, Amoroso e outras feras. Uma estampa meio esquisita, que parece um gramado. Não dá pra entender direito o que acontece ali. Mas que é bacana, não podemos negar. Todo o charme de RELÓGIOS MAGNUM no patrocínio. Eta, Bugrão, acaba não…

Paraná 1993, Dell’erba

Foto: Mercado Livre
Foto: Mercado Livre

Sempre a Dell’erba aprontando das suas. Nesta peça em questão, temos o honroso Paraná em sua camisa reserva de 1993. Olha essa manga estilizada, olha esse detalhe em azul, parece uma colcha de retalhos. Para melhorar, temos o nome do clube com sua fonte inconfundível, na vertical. Que maravilha.

Francisco Beltrão 1993, ???

Foto: Minhas Camisas
Foto: Minhas Camisas

Essa aqui também vem do Paraná. Em 1993, o Francisco Beltrão iniciou atividades e inovou com um uniforme recheado com a base do seu escudo. O patrocínio da Sadia, ali, marotamente colocado entre os FBs espalhados. Um baita achado. Deve servir para espantar pernilongos.

Paulista de Jundiaí (Lousano Paulista) 1995, Penalty

Foto: UOL
Foto: UOL

O modesto Paulista de Jundiaí, campeão da Copa do Brasil de 2005, teve Casagrande no seu elenco em 1995. Naquele ano, também ganhou uma bela camisa da Penalty que combinou com a tosqueira desse logotipo enorme da Pepsi. Tá bonita, vai?

Juventude 1996, Finta

Foto: Brechó do Futebol
Foto: Brechó do Futebol

Olha só essa raridade. Uniforme reserva do Juventude em 1996. Impulsionado pelo investimento da Parmalat, o Ju brincou de jogar a Série A do Brasileirão e confundiu muita gente com camisas parecidas com a do Palmeiras. Essa daí, então, nem se fala. Repararam no efeito ciclone psicodélico? Uma obra de arte.

Pelotas 1995, CCS

Foto: Camisas Gaúchas
Foto: Camisas Gaúchas

Patrocínios tortos e remendados, número jogado para a esquerda e garras estilizadas rasgando as laterais: o gênio da CCS que pensou nesta camisa do Pelotas cometeu um assassinato da estética. É tão mal feita essa peça que dá até dó. Retratos dos anos 1990.

Criciúma 1995-97, Rhumell

Foto: Erojkit
Foto: Erojkit

Por fim, o Criciúma encerra a nossa lista com esta maravilhosa brincadeira que fez na sua camisa reserva. A arte é tão inovadora que é difícil explicar o que os desenhistas quiseram fazer. Só sabemos que deu certo. Belíssima.

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