Quando Romário fez a melhor dupla de ataque do mundo com Stoichkov

Foto: Youtube
Foto: Youtube

O Barcelona nunca foi carente de grandes ídolos. Mesmo em tempos de vacas magras, o clube pôde contar com jogadores identificados com a torcida. Os que não tinham todo o plano de fundo catalão compensavam com a superioridade técnica. E nesse quesito, nomes como Romário e Hristo Stoichkov se deram bem.

O ano era 1993. Romário havia feito todos os tipos de gol com a camisas de Vasco, Brasil, PSV e chegou ao Barcelona com a indicação de Johan Cruyff, então técnico do chamado ‘Dream Team’. Na temporada anterior, o Baixinho foi artilheiro da Liga dos Campeões, apesar da péssima campanha dos holandeses na fase de grupos.

Foto: Titicamera
Foto: Titicamera

Por 10 milhões de dólares o brasileiro desembarcou na Catalunha para um ano especial antes da Copa do Mundo de 1994. Ao lado do búlgaro Hristo Stoichkov, Romário arrepiou os adversários e foi artilheiro do Espanhol com 30 gols, levando o Troféu Pichichi, dado ao goleador da competição.

O sucesso foi tremendo. Só em tripletes, Romário conseguiu cinco, sendo dois deles contra o Atlético de Madrid e outro diante do Real, no clássico lembrado como ‘La Manita, onde o placar foi de 5-0 para os catalães.

Foto: Foot Time
Foto: Foot Time

Stoichkov não deixava por menos. Foram 16 gols na Liga e 24 na temporada, também ajudando a alavancar a moral para a Copa dos Estados Unidos. Lá, o búlgaro se sagrou artilheiro ao lado de Oleg Salenko e levou a sua seleção ao terceiro quarto lugar na competição.

LEIA MAIS: Lançamos uma loja virtual e achamos que você gostaria de conhecê-la

A dupla fez 56 gols pelo Barça em 1993-94, mostrando que além da afinidade em campo, os números também eram impressionantes. Um ano de parceria fez com que nascesse uma amizade até hoje lembrada por ambos na imprensa. Tanto carinho que Stoichkov já disse várias vezes que Romário é superior a Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, os dois grandes craques que dominam a Liga espanhola atualmente. Exagerado ou não, o búlgaro viu de perto o que o carioca era capaz.

Naqueles tempos, a distância de Barça e Real para o resto já era grande, não um abismo como nas últimas temporadas. E o time de Cruyff venceu a Liga pela quarta vez consecutiva, com a mesma quantidade de pontos que o La Coruña de Mauro Silva e Bebeto. O Barça superou o adversário no saldo de gols e número de vitórias.

Foto: O campo dos sonhos
Foto: O campo dos sonhos

Durante 25 rodadas o Dépor esteve na liderança e foi ultrapassado pela última vez justamente na jornada 38. Como o time galego apenas empatou em 0-0 contra o Valencia e o Barça atropelou o Sevilla por 5-2, o tetra veio no apagar das luzes, graças aos critérios de desempate. Curiosamente, nas duas edições anteriores da liga, o Real Madrid era líder até a última rodada quando tropeçou e deu a taça de bandeja aos catalães.

LEIA TAMBÉM: A história da polêmica transferência de Bebeto para o Vasco

A história de amor entre Romário e Barça começou a ruir no dia em que os espanhóis enfrentaram o Milan na decisão da Liga dos Campeões de 1994. Os milanistas estavam inspirados e fizeram um imponente 4-0 no placar, ficando com a taça. Problemas de relacionamento com Cruyff culminaram na saída do Baixinho para o Flamengo, no início de 1995, 18 jogos e sete gols após o início da temporada europeia.

Eventualmente, Romário retornou à Espanha para jogar no Valencia. Mas jamais conseguiria mostrar novamente a máquina de gols que vestia a 10 do Barcelona em 1993-94. Já Stoichkov, foi para o Parma em 1995-96, voltou ao Camp Nou (longe de sua forma ideal) e se despediu definitivamente do clube em 1998, quando começou uma peregrinação internacional por Bulgária, Arábia Saudita, Japão e Estados Unidos.

Para os padrões de 1994, Romário e Stoichkov eram o melhor que o mundo poderia ver em um só time. Mesmo hoje em dia é o ataque que todo técnico sonharia em ter, especialmente com os dois craques se dando tão bem. Sobra para nós um legado do que o Dream Team conseguiu alcançar. E claro, vídeos com exemplos memoráveis do que os dois fizeram no ataque daquele Barça.

9 pensamentos em “Quando Romário fez a melhor dupla de ataque do mundo com Stoichkov”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *