É aniversário do Grêmio, que tal reviver o triplete de 1996?

Hoje o Grêmio faz 112 anos de história. E nós da Todo Futebol resolvemos fazer uma homenagem ao Tricolor, bicampeão da Libertadores, brasileiro e campeão mundial. Vamos relembrar o último doce período de glórias do clube, vivido em 1996, com a conquista de um triplete?

O Tricolor não levantou qualquer taça, dominando o Brasil. O time de Luiz Felipe Scolari levou o Gauchão, o Brasileiro e a Recopa Sul-Americana, dobrando o sucesso do ano anterior, quando ganhou o Estadual e a Libertadores. Nessa saga pela supremacia, os gremistas perderam o Mundial para o Ajax, em 1995, mas o que é uma derrota diante de tantas outras vitórias? Vamos a elas.

Vingança contra o Independiente

A Conmebol reuniu em um jogo só os campeões da Supercopa e da Libertadores de 1995. Desta forma, Grêmio e Independiente partiram para o duelo em Kobe, no Japão, valendo a taça da Recopa. De forma incontestável, os gaúchos demoliram o Rojo para ficar com o caneco, o primeiro de 1996.

Jardel, sempre ele, abriu o caminho para a conquista, de cabeça, com 19 minutos, após cruzamento de Roger. Burruchaga empatou de pênalti, mas o Grêmio dominava o duelo e retomou a vantagem ainda na primeira etapa, com Carlos Miguel. Outro pênalti, agora para os brasileiros: Adílson bateu firme para ampliar. A zaga do Independiente estava um horror. Paulo Nunes sabia disso e completou um passe vindo da esquerda. Mondragón ainda tentou salvar, mas a bola passou da linha.

O Grêmio derrotou o seu algoz na Libertadores em 1984. Na década anterior, os argentinos levaram o hepta continental com uma vitória simples por 1-0 em Porto Alegre. Como na volta os mandantes seguraram o 0-0 em Avellaneda, Bochini e seus meninos ficaram com a copa. Vingança gremista, ainda que em solo japonês.

Bicampeão gaúcho

Foto: Placar
Foto: Placar

Ser bicampeão em um torneio polarizado pela dupla GreNal pode não parecer grande feito hoje, mas em 1996, a torcida tricolor festejou com toda a justiça o seu segundo título consecutivo. Ao contrário do que pode parecer, o adversário não foi o Inter, e sim o encardido Juventude que deu trabalho para os grandes nos anos 1990.

A equipe alviverde chegou longe, mas não foi páreo para a ofensiva gremista liderada por Jardel e Paulo Nunes. Em duas partidas, o Tricolor trucidou as esperanças do Papo. Fez três gols em Caxias: Luiz Carlos Goiano, em uma falta precisa; Jardel aproveitando uma enorme falha da defesa do Ju; outro lance de enorme felicidade, driblando o zagueiro (que se esborrachou no chão) e tocando no canto do arqueiro Emerson, 3-0.

A volta no Olímpico serviu como mera formalidade. Outro passeio de Felipão e seus pupilos, agora por 4-0. Aílton iniciou a festa, em uma roubada de bola do ataque gremista. A defesa do Ju não entendeu o que tinha de fazer e dançou com os dribles do meia. O segundo, uma verdadeira obra de arte de Jardel, que emendou um voleio após um escanteio. Bola na gaveta, pintura, maravilha, sem mais.

O camisa 9 estava tão inspirado que fazia gol até sem querer: Paulo Nunes ia fazendo o seu, mas a bola bateu na defesa e voltou na cara de Jardel, que cortou o lábio com a pancada. Cansou de Jardel? Pois ele também fez o quarto gol, de cabeça, após cruzamento do Diabo Loiro. Fim de papo, Grêmio bicampeão gaúcho de 1996, vencendo por 4-0.

Bicampeão brasileiro

Paulo Nunes acerta uma bela bicicleta contra o Inter/Foto: Grêmio 1983
Paulo Nunes acerta uma bela bicicleta contra o Inter/Foto: Grêmio 1983

O ano de 1996 ainda reservava a conquista do Brasileirão por parte do Grêmio. Na base da raça, o Tricolor chegou empurrado por uma temporada irresistível de Paulo Nunes. O Diabo Loiro foi o artilheiro da competição e autor de gols decisivos desde a primeira fase. No entanto, o subestimado Aílton acabou sendo herói de uma tarde inesquecível contra a Portuguesa.

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Era a marca da superação do Scolarismo, fortíssimo no país durante a década de 1990. A Lusa foi valente e venceu no Morumbi por 2-0, mas não resistiu à virada tricolor no Olímpico. Gols de Paulo Nunes e Aílton tornaram o Imortal ainda mais forte.

Portanto, desejamos um feliz aniversário ao Grêmio e que as grandes glórias não sejam mais apenas figuras do passado. Que venham bons e novos tempos ao Tricolor.

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