As vinte zebras campeãs que chocaram o futebol

Com ajuda do Tiago Melo, da Lílian Trigo e dos amigos de Twitter, conseguimos fechar uma lista com 20 zebras chocantes e campeãs da história do futebol. Não foi fácil chegar até o fim dela, já que estabelecemos alguns critérios para definir a entrada dos times. 

Para começar, não valem os campeões estaduais. Por mais que seja impossível esquecer da Inter de Limeira de 1986, o Bragantino de 1990, o São Caetano de 2004, o Ituano de 2014, entre outras conquistas memoráveis de pequenos. Depois, concluímos que um time que já havia sido campeão de edições anteriores não poderia ser considerado zebra. Assim, aos que ousaram chamar a Itália de 1982 ou o Liverpool de 2005 de zebras tiveram de ficar de fora.

Times grandes em geral não podem ser considerados como zebras. Porém, incluímos dois casos que são exceção desta regra. Por fim, antes de falarmos das 20 zebras, vale a explicação: muitos citaram o Juventude de 1999 como qualificado a entrar na lista. Não discordamos. Pelo contrário, só não colocamos o Ju que venceu o Botafogo na Copa do Brasil de 1999 porque nesta segunda-feira já soltamos uma matéria grande sobre o Papo. Portanto, optamos por não repetir a pauta. O mesmo acontece com o Celtic de 1967, que teve sua campanha lembrada na semana passada aqui no site. Chega de rodeios, vamos ao que interessa.

Alemanha, Copa do Mundo 1954

Foto: GloboEsporte.com
Foto: GloboEsporte.com

O ‘Milagre de Berna’ aconteceu na final da Copa do Mundo de 1954, disputada na Suíça. Naquele mundial, a grande favorita a ficar com o título era a forte seleção húngara liderada por Ferenc Puskás. Contudo, uma combinação de fatores fez com que a surpreendente Alemanha levasse a taça e entrasse para o hall das grandes seleções. A final teve Puskas lesionado (pelos alemães, ainda na fase de grupos) sem plena condição de jogo e uma virada histórica. A Hungria chegou a abrir 2-0 no placar, com Puskas e Czibor, mas os germânicos foram buscar a virada e venceram por 3-2 a melhor seleção do mundo, com gols de Morlock e Hahn (2x). Há quem diga que a reação só aconteceu porque houve doping no vestiário alemão, algo que nunca foi provado.

Cruzeiro, Taça Brasil 1966

Foto: Placar
Foto: Placar

Epa, epa, calma lá. Sabemos que é difícil dizer que um título de um grande clube é uma zebra, mas o Cruzeiro de 1966 se enquadra nesse grupo porque derrotou o lendário Santos de Pelé na final da Taça Brasil. Ignorando o favoritismo do adversário, a Raposa de Tostão peitou o Peixe e ficou com o caneco. O próprio Tostão diz que aquela vitória é que colocou um então modesto Cruzeiro no mapa dos grandes clubes brasileiros, quando eliminou Americano, Grêmio e Fluminense até chegar na decisão. Enquanto muitos esperavam mais um título santista, quem roubou a cena foi o time mineiro. O primeiro show foi no Mineirão, pelo placar de 6-2. Quem esperava o troco no Pacaembu se frustrou com nova vitória cruzeirense, agora por 3-2. Era o cartão de visitas de Raul Plasmann, Tostão, Dirceu Lopes e Piazza. O resto é história.

Cagliari, Campeonato Italiano 1970

Cagliari 1970
Foto: Yahoo Sports.it

Em fim de carreira, o lendário atacante Luigi Riva foi a grande referência do Cagliari campeão italiano em 1970. O futebol do país era amplamente dominado pelas forças de Internazionale e Milan, campeões europeus anos antes. Riva foi o grande craque e é até hoje o maior ídolo da torcida rossoblu. Marcou 21 gols em 30 partidas e ganhou a alcunha de ‘Rombo di tuono’, ou ‘som do trovão’, em italiano. A equipe era treinada pelo pragmático Manlio Scopigno e peitou a dupla de gigantes de Milão, além da Juventus, terceira força na época. O scudetto veio com 45 pontos, quatro a mais que a Inter e sete a mais que a Juve, que ficaram em segundo e terceiro, respectivamente. Ninguém acreditava que uma ilha mais conhecida por ser um destino turístico seria campeã da Itália. Riva e o Cagliari provaram que sim.

Olimpia, Libertadores 1979

Foto: Placar
Foto: Placar

Base da seleção paraguaia que foi campeã da Copa América em 1979, o Olimpia avisou ao continente que seria um dos grandes, durante a Copa Libertadores daquele ano. A final que consagrou o Decano foi justamente contra o Boca Juniors, que era o bicampeão sul-americano. Sem ter medo do bicho papão, os paraguaios foram lá e fizeram 2-0 em Assunção, com gols de Aquino e Piazza. Na volta, seguraram um 0-0 em La Bombonera e deram a volta olímpica na casa xeneize. Foi o primeiro título dos três conquistados pelo Olimpia na Libertadores.

Nottingham Forest, Copa dos Campeões 1979

Foto: Imortais do Futebol
Foto: Imortais do Futebol

A história do Nottingham Forest é uma das mais fascinantes do esporte. Treinado por Brian Clough em seus anos áureos, a equipe inglesa subiu para a elite em 1977, ganhou a liga em 1978 e foi campeã europeia em 1979, diante do sueco Malmö na decisão. Antes disso, eliminou Liverpool, AEK, Grasshopper e Colônia para lutar pela taça. O gol do título foi marcado por Trevor Francis, ainda na primeira etapa. Era a primeira participação do Forest na Champions (antiga Copa dos Campeões europeus). No ano seguinte, o clube repetiu o feito e derrotou o Hamburgo na decisão.

Aston Villa, Copa dos Campeões 1982

Foto: Site oficial Aston Villa
Foto: Site oficial Aston Villa

Depois do Nottingham Forest, outro modesto clube britânico que surpreendeu o mundo foi o Aston Villa de 1982, campeão europeu. Em um período amplamente dominado pelo Liverpool e pelo Forest, o Villa foi o terceiro inglês a erguer o caneco. E na decisão, derrotou o poderoso Bayern de Paul Breitner e Karl-Heinz Rummenigge. Pelo caminho da equipe de Birmingham, ficaram Valur, Dynamo Berlim, Dynamo Kiev e Anderlecht. Na decisão europeia, disputada em Roterdã, a vitória dos Villans veio com gol de Withe, na segunda etapa.

Steaua Bucareste, Copa dos Campeões 1986

Foto: Worldwide Romania
Foto: Worldwide Romania

Quatro anos depois da zebra do Aston Villa, o Steaua Bucareste chocou a Europa ao derrotar o Barcelona, jogando uma final extremamente tensa no estádio Sánchez Pizjuán, em Sevilla. Passando por rivais fracos como Vejle, Kuusysi, Honvéd e Anderlecht, os romenos se credenciaram a pegar o temido Barça no último confronto. Curiosamente, o herói da final foi o goleirão Helmuth Duckadam, que não levou gols no tempo normal e ainda pegou quatro pênaltis. O Barça não acertou nenhum dos chutes, esbarrando no paredão Duckadam. Meses depois da conquista europeia, o goleiro sofreu com uma doença sanguínea e se afastou do futebol, só retornando em 1989 por uma equipe de divisões inferiores na Romênia.

Wimbledon, Copa da Inglaterra 1988

Foto: BBC
Foto: BBC

A ‘Gangue dos Malucos’ consagrou jogadores com um estilo rústico e agressivo na Inglaterra do fim dos anos 1980. Impulsionado desde a quarta divisão até o acesso para a elite, o Wimbledon chegou na decisão da Copa da Inglaterra de 1988 para enfrentar o poderoso Liverpool, praticamente dono do país naquela década. Vinnie Jones, Dennis Wise, Dave Beasant, John Fashanu, Alan Cork, Laurie Cunningham e Lawrie Sánchez são alguns dos nomes que brilharam naquela campanha. Em Wembley, vitória do Wimbledon por 1-0, gol de Sánchez. O goleiro Beasant também brilhou ao pegar um pênalti cobrado por John Aldridge.

Atlético Nacional, Libertadores 1989

Foto: Imortais do futebol
Foto: Imortais do futebol

A alegria do futebol colombiano contagiou a América do Sul na arrancada do Atlético Nacional para o título da Libertadores de 1989. Impulsionado pelo investimento de reis do tráfico como Pablo Escobar, o time de René Higuita, Luis Perea, Leonel Álvarez, Andrés Escobar e John Jairo Tréllez tomou o título do Olimpia em uma duríssima decisão. Os dois jogos terminaram em 2-0, sendo o primeiro para os paraguaios, em Assunção e o segundo para os colombianos em Medellín. Miño, contra, abriu o placar para o Nacional. Usuriaga fez o segundo e provocou as penalidades. Álvarez converteu o último tiro e fez 5-4 para os verdolagas, campeões inéditos da Libertadores.

Colo-Colo, Libertadores 1991

Foto: Tumblr
Foto: Tumblr

Outro campeão inédito da América foi o Colo-Colo de 1991. A equipe chilena era treinada por Mirko Jozic, velha raposa iugoslava. E outra vez, o Olimpia foi vítima de uma surpresa na decisão. Bem acertado, o time paraguaio de Luis Cubilla não foi páreo para o arrasador Cacique. Em Assunção, empate sem gols. Já na capital chilena em Santiago, dois gols de Pérez e um de Herrera coroaram Jozic e seu honroso esquadrão com o placar de 3-0.

Estrela Vermelha, Copa dos Campeões 1991

Foto: Uefa
Foto: Uefa

Do outro lado do mundo, o Estrela Vermelha também foi uma grande surpresa na conquista da Copa dos Campeões de 1991. A final foi contra o rico e emergente Olympique de Marselha, em Bari, na Itália. Depois de tirar o Bayern nas semifinais, os iugoslavos continuaram com o feitiço e derrubaram os franceses nos pênaltis, após uma fraca decisão sem gols no tempo normal. A grande história da final é que o meia Dragan Stojkovic estava do lado do Marselha e se recusou a bater um dos pênaltis. Revelado pelo Estrela, Stojkovic nunca mais conseguiu repetir seu bom futebol por clubes depois que saiu da Iugoslávia. O defensor Amoros errou o chute que abriu a série e o título foi para o time de Savicevic, Prosinecki, Jugovic e Pancev.

Criciúma, Copa do Brasil 1991

Foto: Placar
Foto: Placar

1991 foi mesmo um grande ano para as zebras. Na Copa do Brasil daquele ano, o Criciúma de Luiz Felipe Scolari derrubou o Grêmio e conquistou o troféu depois de uma campanha corajosa em fases anteriores. Valente e sem estrelas, o Tigre tinha em campo nomes como Jairo Lenzi, Roberto Cavalo, Itá e Gelson. O título veio do jeito que Felipão adorava: jogando com o regulamento. Na ida, empate em 1-1 no Olimpico. Valendo o caneco, outro empate, agora em 0-0 no Heriberto Hülse. Vilmar foi o autor do gol dos carvoeiros, aos 15 da primeira etapa em Porto Alegre. Era a primeira vez que um time da Série B conquistava a taça da Copa do Brasil. O Tigre só subiu novamente para a elite em 1992.

Dinamarca, Eurocopa 1992

Foto: Uef
Foto: Uefa

Se em 1986 a Dinamarca foi a sensação da Copa do México, em 1992, os escandinavos resolveram jogar a valer para ficar com a taça. Ao derrotar a Alemanha, a ‘Dinamáquina’ entrou para o seleto grupo dos campeões europeus. Importante observar que o time não teve o craque Michael Laudrup na campanha. Brigado com o técnico Richard Moller Nielsen, o meia ficou de fora da Euro, que só teve participação dos dinamarqueses porque a Iugoslávia foi banida pela Uefa em virtude da sua guerra civil. Quem esteve e brilhou na caminhada foi o outro Laudrup, Brian. Jensen e Wilfort marcaram os gols da Dinamarca na decisão que terminou em 2-0 contra os alemães.

Olympique de Marselha, Liga dos Campeões 1993

Foto: L'Equipe
Foto: L’Equipe

Era um baita timaço o Olympique de Marseille de 1993. Mas mesmo assim, pode ser considerado como zebra por derrubar o poderoso Milan de Fabio Capello na decisão da Liga dos Campeões. Com muita grana de seu patrono, Bernard Tapie, a equipe francesa foi a primeira de seu país a conquistar a taça mais desejada da Europa. Barthez (ainda com cabelo), Desailly, Deschamps, Abedi Pelé, Boksic e Völler eram os craques da equipe marselhense. Na final, o inesperado Basile Boli espetou os milanistas e fez o gol que decidiu a partida no Estádio Olímpico de Munique. Um ano depois, o Marseille foi rebaixado por corrupção e suborno. A final em Munique foi também o último jogo oficial de Van Basten pelo Milan. O holandês se aposentou em 1995 por seguidas lesões no tornozelo.

Santo André, Copa do Brasil 2004

Foto: EC Santo André
Foto: EC Santo André

A fábula do Santo André campeão do Brasil é uma das mais saborosas do futebol nacional. Grande zebra e matador de gigantes, o Ramalhão passou por Atlético Mineiro, Guarani, Palmeiras (um dramático 4-4 no Palestra Itália) e XV de Campo Bom até chegar na decisão contra o Flamengo. E aí o conto de fadas ganhou uma versão possível: depois de empatar em 2-2 no Palestra Itália, o Santo André foi para o Rio tentar tirar a taça do Fla em pleno Maracanã. Sandro Gaúcho e Élvis marcaram e os andreenses venceram por 2-0, calando o estádio inteirinho. A façanha também teve o dedo do técnico Péricles Chamusca e dos improváveis Dedimar, Alex Bruno, Ramalho, Romerito e Osmar, peças de um humilde time que pôde sonhar em 2004. Na ocasião, o time do ABC paulista estava na segunda divisão nacional, repetindo o feito do Criciúma de 1991.

Grécia, Eurocopa 2004

Foto: Uefa
Foto: Uefa

2004 definitivamente foi o novo 1991. Na Eurocopa, a feia e retranqueira Grécia levou o caneco ao derrotar o anfitrião Portugal na decisão. Ninguém apostava naquele time de Otto Rehhagel, mas com um consistente sistema defensivo e ótima bola aérea, o selecionado grego causou enorme choque no futebol mundial. O Estádio da Luz em Lisboa até hoje não viveu drama como aquele, quando Charisteas cabeceou uma bola para as redes após um escanteio. O simples 1-0 destruiu a esperança de Figo, Cristiano Ronaldo, Rui Costa e o goleiro Ricardo, que brilhou ao longo do torneio. Por outro lado, Zagorakis, Karagounis, Seitaridis, Nikopolidis, Basinas e Katsouranis viraram imortais do esporte.

Once Caldas, Libertadores 2004

Foto: IG
Foto: IG

Não satisfeito em premiar Santo André e Grécia com títulos inacreditáveis, 2004 também foi o ano em que o Once Caldas brilhou. A grande zebra da história da Libertadores tomou forma quando os colombianos derrubaram Santos e São Paulo nas quartas e semifinais, respectivamente. Quando chegou a hora da final, o Boca Juniors, campeão de 2003 foi o adversário. Mas quem disse que o Once Caldas do técnico Luis Fernando Montoya se intimidou? Empate em 0-0 na casa do Boca e nova igualdade em 1-1, no estádio Palogrande, em Manizales. Viáfara e Burdisso fizeram os gols do jogo. Nos penais, venceu o predestinado goleiro Henao e o Boca errou todos os chutes, permitindo que os donos da casa ficassem com a taça. A fantasia dos Blancos só acabou no Mundial Interclubes, quando também em disputa de pênaltis, o Porto levou a melhor.

Paulista de Jundiaí, Copa do Brasil 2005

Foto: GloboEsporte.com
Foto: GloboEsporte.com

Um ano depois do infalível Santo André, outra equipe pequena de São Paulo chegou ao paraíso. O Paulista de Jundiaí eliminou Botafogo, Internacional, Figueirense e Cruzeiro até encarar o Fluminense na final. Repleto de jogadores que se consagrariam anos depois, o Galo da Japi tinha no elenco os goleiros Rafael Bracali e Victor, o zagueiro Réver, o volante Cristian e o meia Márcio Mossoró. Comandado por Vágner Mancini, o time jundiaiense fez a lição de casa e bateu o Tricolor por 2-0 na ida, no estádio Jaime Cintra. Em São Januário, na volta, um empate sem gols assegurou o título do Paulista. Pela terceira vez, um time da Série B chegava à conquista da Copa do Brasil.

Sport, Copa do Brasil 2008

Foto: Placar
Foto: Placar

O Sport estava simplesmente imparável em 2008. Derrubando time grande atrás de time grande, o Leão chegou ao inesquecível título da Copa do Brasil diante do Corinthians, que estava em processo de retorno à Série A. No caminho para a taça, o Sport passou por Imperatriz, Brasiliense, Palmeiras (goleou por 4-1 em Recife), Internacional e Vasco. Contra o Timão, na hora H, uma grande virada. A primeira partida terminou em 3-1 no Morumbi. Enilton fez o gol que deu esperança aos visitantes. Na Ilha do Retiro, os pernambucanos precisavam de um 2-0 para levar a taça. Com gols de Carlinhos Bala e Luciano Henrique, fez-se o milagre. Sport campeão diante de sua apaixonada torcida.

Wigan, Copa da Inglaterra 2013

Foto: BBC
Foto: BBC

Imagine que o time mais temido na Inglaterra em 2013 chegasse para a decisão de uma Copa contra uma equipe que já estava quase rebaixada na Liga. Pois bem, o estádio de Wembley viu o milagre do Wigan acontecer na final da Copa da Inglaterra. O favorito absoluto era o Manchester City de Roberto Mancini. No entanto, quem deu a volta olímpica foi o corajoso selecionado de Roberto Martínez. Apesar de não ter conseguido evitar o descenso, os Latics aprontaram contra os Citizens já na conta do chá. Quando o relógio do árbitro Andre Marriner apontava 46 da segunda etapa, Maloney cobrou um escanteio e achou Watson, que subiu de cabeça e fez o gol do título. Em 81 anos de história, aquele foi o primeiro troféu que o Wigan conseguiu.

Faltou alguma zebra dentro dos nossos critérios? Comente no post e refresque a nossa memória!

13 pensamentos em “As vinte zebras campeãs que chocaram o futebol”

  1. Post muito interessante. E gostaria de ressaltar duas coisas : A quantidade de vezes em que a Alemanha ou um time alemão favorito está relacionado a perder pra uma zebra(ou ganhar como uma) e quem diz que a Azurra de 82 era zebra,tem sérios problemas mentais.

  2. Achei interessante o texto, mas como sempre só Europa e América do Sul né e ainda assim só os principais campeonatos, por isso eu gostaria de lembrar que existe futebol em outras partes do mundo e que também acontecem zebras lá, ao contrário do que a maioria dos jornalistas pensa, nesses países não têm só times pequenos, existem grandes e pequenos (para os respectivos padrões) e quando um deles ganha um título é igualmente surpreendente. O que dizer dos títulos do ES Setif 1988 na CAF Liga dos Campeões, ou do Western Sidney Wanderers na AFC Champions League 2014, ou dos títulos do Defence Force, Racing Haitien e Transvaal na Concachampions. Bem como o KESC Football atual campeão do Paquistão.

  3. Muito legal, o que foi postado.
    Mas gostaria de dizer que Gigi Riva ainda não estava em final de carreira, quando foi campeão em 1970. Na ocasião, ele tinha apenas 25 anos (ele nasceu em novembro de 1944), e jogou até 1976.

    E a derrota do Santos para o Cruzeiro, foi a minha primeira decepção no futebol, pois há apenas 3 anos acompanhava regularmente o futebol e era torcedor do Santos.

  4. colocou o Olímpia, Nacional de Medellin e colo colo (times relativamentes tradicionais na América) como zebras nas libertadores, mas não colocou o LDU em 2008? Ou vai me dizer que o Fluminense é um time de série c e a zebra seria se o Fluminense conquistasse o título ao invés da ldu? Pra mim é muito menos zebra um Colo Colo (maior campeao chileno por sinal) vencer um Olímpia, do que uma equipe equatoriana (que na época ainda nem era considerada grande em seu país!!!) vencer uma equipe grande brasileira.

  5. Muito legal a matéria pessoal! Muito mesmo, me amarro nesses levantamentos alternativos.
    Tenho algumas sugestões: Blackburn de 95, Guarani de 78 e Coritiba de 85
    Permaneçam nessa pegada que ganharão um leitor assíduo.
    Forte abraço!

  6. O Bahia, campeão da Taça Brasil em 1959 não poderia entrar também nesse rol das zebras?

    Estou adorando navegar pelos posts mais antigos do site. Parabéns!!!

    1. Helton, muito obrigado por comentar e visitar nosso site. O legal de fazer listas é que o tema não é definitivo e ainda gera outras discussões. Essa do Bahia é uma delas. Abraço e continue frequentando a TF! 😀

  7. tenho uma noticia klabin fc goleou o real madrid por 7 a 1 torneio da paz na china 1987 gol de marangoni e curumim fc 6 a 2 milan amistoso em 1996 gol de teio irmao de pele thau. Videos no you tube . Confira

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