Mais um sinal de alerta para o Vasco no Brasileirão

Se for pegar o balanço do que fizemos até agora, a gente está jogando sempre no limite. Se perde não sai do lugar, se ganha também não sai porque os times fora do rebaixamento vêm ganhando. O campeonato hoje está difícil, mas o importante é ver a motivação dentro da equipe. Lamentamos hoje pelo que aconteceu aqui, é difícil comentar. Vamos trabalhar de novo para, na próxima partida, ter um pouco mais de sorte. (Rodrigo, zagueiro do Vasco, sobre a derrota para o Palmeiras)

Nada como uma derrota acachapante para devolver a agonia aos torcedores vascaínos. Logo eles, que estavam animados com as vitórias contra o Fluminense e o América de Natal, esta no meio de semana, pela Copa do Brasil. Com um pouco da confiança de volta, o Vasco pensou que poderia conseguir mais uma reação diante do Palmeiras, em São Januário. Porém, um placar elástico tratou de tirar o sorriso na cara do torcedor que prestigiou a partida em São Januário, no último domingo.

Aliás, fica até complicado falar em ‘prestigiar’ quando o time da casa leva um gol logo aos três minutos. E mais dois ainda no primeiro tempo, sendo o terceiro uma falha do goleiro Martín Silva e do zagueiro Aislan. Quando o Palmeiras fez o quarto, com Leandro Pereira, torcedores deixaram as dependências do estádio, prevendo um massacre ainda maior. Por sorte, talvez a única vez em que possa se falar em sorte na partida, o Verdão tirou o pé e administrou o resultado.

Novamente, fica complicado falar em sorte, quando tudo que podia dar errado, deu. A começar pelos gols bizarros, passando pelas chances claras perdidas por Herrera, que foi mais uma vítima da desgraçada fase cruzmaltina. O argentino driblou Prass e teve só Jackson na sua frente para fazer o gol, mas acertou o travessão. Na segunda etapa, o atacante tocou por cima do arqueiro alviverde e novamente esbarrou na trave.

Lances como estes, mostram que não basta estar lutando contra o rebaixamento, também é preciso roer até gastar as unhas e os dedos com chances desperdiçadas de redenção. Apenas Riascos, o atacante mais efetivo dos últimos dias, recuperou um pouco da honra vascaína ao marcar o gol solitário do time no confronto.

Lamentavelmente para os vascaínos, o time está fazendo certa força para continuar lá embaixo. E afirmar isso não quer dizer que os jogadores estão atuando com má vontade. Uma força maior que paira sobre o futebol impede que a determinação e a garra dos atletas resulte em vitória. As tímidas reações sempre são punidas com goleadas ou atuações vexatórias.

O terceiro rebaixamento do Vasco passa a ser um assunto inevitável. O cruzmaltino pode talvez tomar como exemplo o Flamengo, que comeu o pão que o diabo amassou no primeiro turno de 2014 e conseguiu sair da zona de risco com uma boa arrancada na segunda metade. No entanto, o Vasco está mergulhado no sofrimento e parece ter gasto todas as suas cartas na manga para solucionar o drama. Quem será o nome a resgatar o clube de mais uma mancha em sua história?

Deixem o homem trabalhar

A verdade é que Celso Roth conseguiu melhorar um time que teve um início horroroso com Doriva. A preocupação passou a ser não tomar gols e na maioria dos duelos realizados, o Vasco progrediu. O 4–1 para o Palmeiras foi atípico até mesmo para um clube que está no Z4. Um tropeço grande e traumático que deve acender o alerta para as próximas rodadas.

Caso o sinal amarelo não seja visível em São Januário e o calvário persista até a metade do segundo turno, é o caso de torcer para o imponderável. O milagre que os vascaínos esperavam em 2008 e 2013, mas não veio. Se o Vasco quer provar que aprendeu com os seus tombos, a hora de agir já está quase passando. Logo faltará meio campeonato e as soluções serão mais drásticas e emergenciais. Mas se tudo for apenas questão de sorte até o fim da competição, temos péssimas notícias para a massa cruzmaltina…

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