O Bayern continua pensando grande ao contratar Vidal

Se eu fosse para a guerra, certamente o levaria comigo. (Gianluigi Buffon, à Uefa, sobre Arturo Vidal, bravo meia que deixou a Juventus nesta semana)

É impossível enxergar o Bayern de Munique, no alto de seus 25 títulos alemães, pensando pequeno após uma temporada frustrante. Sim, é verdade, os bávaros novamente conquistaram a Bundesliga, mas na semifinal da Liga dos Campeões, ficaram no caminho para o Barcelona. Não ter todo o sucesso possível é considerado fracasso?

O momento do Bayern é novo. Suas estrelas estão sendo cobiçadas por clubes de fora da Alemanha. O Manchester United levou Schweinsteiger e agora quer Müller. E então, se sai um craque, é preciso vir outro para o lugar. Pois bem, nesta quinta-feira o time de Guardiola fechou com Arturo Vidal, ex-Juventus e campeão da América com o Chile.

O tetracampeonato da Bundesliga não é uma obsessão. Novamente, Guardiola e seus jogadores buscarão o título europeu. Com Vidal motivado e titular, o restante do time ganha um meia de enorme poder de marcação e armação, sem falar na garra.

É importante observar que o Bayern também ganha um jogador relativamente jovem, que serve para promover uma renovação gradual nas expectativas de um elenco envelhecido, apesar de muito competente. Para que Ribéry, Robben, Müller e Lewandowski sigam com gana de vencer um torneio que Vidal também passou perto de conquistar, é ideal ter sangue novo.

Para fechar a contratação, o Bayern precisou superar o Arsenal na briga por Vidal. Falava-se também em uma possibilidade do Real Madrid tentar levar o chileno. A Juventus, que enxergou a situação como um prisma para ganhar bastante dinheiro, levou 35 milhões de euros. Em 2011, foi comprado por 12 milhões do Bayer Leverkusen.

O quanto ganha o Bayern com Vidal no seu meio-campo? Muito. Ali no fundo, apenas uma coisa diferencia o time de 2013 deste de agora, ainda melhor no papel: a vontade de derrubar os favoritos. Desde que se tornou um deles, o time bávaro parece ter enorme dificuldade de enfrentar jogos decisivos.

Quem sabe Vidal seja o primeiro passo para que o elenco retome a determinação e pare de se comportar apenas como o time a ser batido. O Bayern precisa mostrar que é capaz de não só fazer 6, 7 a 0 em um rival mais simples, mas de atropelar os grandes como fez com o Barcelona na sua última campanha vitoriosa na Champions.

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