A gente não se cansa de mudar, não é mesmo?

Bem, desde 2011 eu venho tocando a Total Football, que hoje é site, mas ainda é vista como blog (até porque eu mesmo ainda me refiro como blog, normal), com o máximo de dedicação que consigo. Já estamos na quinta temporada de TF e foram muitas as ideias que rodaram por aqui. Começamos com bastante gente no apoio, caras como Walter Paneque (esse que escreveu quase tanto quanto eu aqui), Felipe Ferreira, Caio Dellagiustina, Murillo Moret, Pedro Luís Cuenca. Gente boa que ajudou a casa a se erguer.


Já tive quatro empregos enquanto cuidava da TF ao mesmo tempo. Já morei em cinco casas diferentes desde então. Lembro que adorava fazer perfis de jogadores que eu idolatrava ou considerava toscos demais para o esporte, queria mesmo virar referência e fazer da casa um portal que tivesse todas essas histórias, dados e memórias juntas num lugar só. Mas nunca foi fácil abastecer o blog enquanto eu trabalhava. Alguns empregos eram mais flexíveis, outros me tomavam mais tempo, é normal.

Nunca me faltou vontade para botar no papel tudo que eu tinha na cabeça, e olha que foram quatro anos de muita criatividade. Logicamente, algumas dessas ideias não deram certo, por várias razões. Mesmo um olhar mais jornalístico e noticioso não parecia servir. A cara da TF sempre foi essa de perfis, trajetórias e curiosidades que não saem em muitos lugares na mídia. Baseei por muito tempo a vida do blog às biografias, e claro, aprendi muito com elas. Gosto tanto de biografias esportivas, que comprei uma pilha de livros sobre Fórmula 1 e me inspirei pra fazer outro blog, o Variante Bassa. Infelizmente, também não tive tempo de seguir esse hobby.

A vida de jornalista te engessa um pouco quando o assunto é ‘projetos particulares’. Ano passado comecei uma série de e-books, a Dois Pontos, Senhores, e até tive um bom feedback dos leitores. Evidente que algumas coisas precisavam ser acertadas, mas o pontapé inicial foi bacana e eu estou tentando seguir com o projeto, de outra forma, remodelado, algo mais periódico do que esporádico. Toda essa volta na profissão e na própria história da TF tem uma razão: vamos fazer umas pequenas mudanças em breve por aqui.

O leitor mais desatento pode não notar, mas o foco vai ser outro. Talvez os perfis e campanhas não apareçam mais, agora só eu que vou escrever por aqui, e aqueles podcasts legais que fizemos ano passado vão ficar mesmo guardados em algum lugar aqui do WordPress. A experiência vai ser melhor para nós dois, amigo leitor. É melhor que eu venha aqui quando estou plenamente inspirado ou tendo algo realmente valioso para compartilhar. A Total Football vai ser mais do que nunca a casa de quem gosta de ler sobre o futebol. E claro, continuará falando da Copa Trifon Ivanov.

O que mais vai impactar é claro, a ausência de convidados e de jogadores que querem contar suas experiências no torneio. Esse corte tem uma razão, mas que não convém ser explicada agora. A reformulação da TF passa um pouco pela minha reinvenção também. Olhar para as coisas de uma forma diferente e não menos visceral do que já estou acostumado. As histórias e crônicas que virão aqui podem também ganhar um tom mais pessoal. Mas não falemos disso agora, porque na verdade, nem eu sei exatamente onde é que isso vai dar.

O que eu sei é que conto com vocês para dar esse e os próximos passos. Não é legal ter a sensação de que se está falando sozinho, embora eu faça isso diariamente em frente ao computador. Vou tentar falar mais com vocês por aqui. E espero que gostem dos novos ventos que a TF trará ao longo dos próximos anos. A gente nem sempre muda por insatisfação. É mais uma necessidade de se sentir rejuvenescido e inteiro pra mostrar novas letras e quadros.

Espero que vocês gostem.

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