A experiência Metaleira na Copa Trifon Ivanov e Jorge

Por Rafael Bonilha

Participo desta experiência louca e única que é a Trifon desde a primeira edição. Como um dos Bonilha, desde o início a corneta e a zoeira nos acompanha. Quando saiu o sorteio da terceira edição e eu soube que iria jogar num time que representa o Metal, nada mais importava do que encarnar o espírito do metaleiro na Festa que seria a Trifon. Com o Thom no comando, começamos a nos mexer para discutir como seria nossa participação no torneio. E desde o começo surgiu a ideia de levar uma capivara para o certame, para adicionar mais carisma para um time repleto dela (Thom, Alesqui, Breno Amaro, Kaio, Filipe Barini, Zanqueti, Clements, Alex).

Capivara comprada, Mãe dos Bonilha louca para ficar com o bicho, afinal é muito carisma numa capivara:

Chegada de Capivara Jorge no Guarujá, devidamente a carater
Chegada de Capivara Jorge no Guarujá, devidamente a carater

Perto do grande dia, recebo com tristeza a notícia que teria que fazer plantão no dia do jogo, significando que só poderia ficar até às 18:00 no Playball, Daria mais para acompanhar o time até a primeira fase do mata-mata. Depois de tentativas de trocar o plantão, só restou encarar a realidade e esperar o grande dia chegar. Enquanto isso, time se organizando para definir a trilha sonora que nos acompanharia durante todo o torneio, posições e principalmente, onde seria a cerveja antes, durante e depois dos jogos, afinal isso é Trifon, amigo.

Preparando-se para a turnê metaleira
Preparando-se para a turnê metaleira

Chego cedo em SP, preocupado com o destino da Capivara Jorge, que a essa altura estava com o Bonilha e família (famosos por chegarem atrasados em qualquer situação) e com os adversários que teríamos pela frente. Mas ao pisar no Playball, todo o nervosismo fica de lado ao encontrar os amigos antigos, os novos e o clima de zoeira e galhofa que só a Trifon possui. Com o lema ‘Respeite o Metal’, agora era esperar para ver o que nossa banda (time) iria apresentar no festival de música, ops, futebol, Trifon Ivanov.

Chega a hora do nosso primeiro jogo, aquele nervosismo da estreia e nada de Jorge chegar para nos acompanhar. Faltando apenas alguns minutos para começar a partida, metal tocando via Megafone do Thom e nada de Jorge. Eis que com Times em campo, Tio do Churrasco (Juiz) pronto para começar a partida, eis que chega ela: como todo astro do Rock, o atraso faz parte do show.

Lógico que causou confusão, fotógrafos e toda Trifon se empolgaram com a presença dela, e nossa estreia acabou ofuscada pela chegada do astro da cia, num jogo pegado, perdemos mas sem deixar de Respeitar o Metal /!

Borgo e os mascotes
Jorge em um momento um constrangedor

Depois da derrota da estreia, sabíamos que teríamos outras duas apresentações difíceis: duelos contra o Funk do @obrunos e o Inter de Limão e o Rock Inglês-Carioca do Manchester City of God do Eric. Dois jogos difíceis, mesmo usando todo os nossos recursos, inclusive o metal via megafone, perdemos, mas sem deixar de respeitar o Metal (ok, nem todos conseguiram respeitar o metal durante o dia inteiro, a ala carioca do time não resistiu ao funk rsrsss). E jorge sempre nos acompanhando e cornetando:

Jorge cornetando na grade
Jorge cornetando na grade

Desclassificados para disputar a série A, iríamos tocar a vida, opa, jogar a vida nas quartas de final da B para buscar uma classificação. Jogo decisivo, começamos melhor, atacando, defendendo bem, mas em duas bobeadas, tomamos 2 gols, começamos a correr a todo custo para tentar reverter o resultado, mas infelizmente não deu. Acabava a turnê do Metalist em campo, mas fora dele iria continuar com sua mensagem de Respeite ao Metal, com seu jogador mais famoso, Jorge, sempre acompanhado e participando de toda a bagunça, mostrando a mística da Trifon, onde histórias não são contadas apenas por times, jogadores e torcida, até mesmo uma capivara de pelúcia pode ter uma boa história para contar.

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