Churrascar, conversar e dançar

Por Bruno Santos

No dia 27 de setembro participei da minha segunda Trifon (a terceira no total da história Trifonesca). Me preparei com antecedência, MUITA antecedência. Passagens já compradas em junho, assim que a data do evento foi confirmada e minha estadia, com o Fábio Camargo, acertada. E a partir daí a ansiedade era forte.

Qualquer notícia relacionada ao torneio, por menor que fosse, já me deixava mais no clima da Copa Trifon Ivanov. E assim eu comecei a me preparar para a competição. Exercícios físicos? Corridas de 30 quilômetros? Alimentação balanceada? Nada disso, a minha preparação consistia em não esquecer de levar a bandeira do Botafogo para pendurar na quadra, fazer cânticos provocativos aos amiguinhos (Nayara e Gaia, vocês moram no meu coração), preparar uma camisa especial para comemorar meus gols e zoar o maior número diferente de pessoas, inclusive o pior Bonilha da família. Tudo isso e rever os amigos queridos que fiz em São Paulo, além de conhecer outros. A Copa é perfeita pra isso.

Ah, teve futebol também e diferente da 2ª edição, onde estava voltando de uma cirurgia recente, estava em melhores condições e poderia jogar por mais tempo e tentar ajudar mais o meu time. E foi legal. Chegamos na final (rima não proposital. Oops).

No meu time, escolhido por sorteio, como todos os outros, tínhamos o capitão Felipe Lobo (o único que eu conhecia antes), um gigante no meio de campo, o goleiro Douglas Leandro, a dupla de zaga Pedro e Borgo (jogaram demais e fico deveras decepcionado por não terem vencido como melhor dupla) e o Valdívia/Ânion, que passava despercebido e fez a diferença em campo com gols e muita disposição. Pra completar, no banco tínhamos Caíque e Baiano (esqueci teu nome fera, desculpa), que entravam em momentos pontuais pra segurar essa barra que era tentar vencer os jogos na Trifon e eu lá na banheira, aproveitando o esforço dos caras e fazendo meus golzinhos. No total foram 4 tentos e 3 assistências, coisa de que me orgulho demais, pois adoro deixar os coleguinhas na cara do gol.

Mas não tem como fugir do lugar comum: A Trifon não é um torneio de futebol, o futebol está lá apenas como fachada para juntar pessoas legais num mesmo lugar pra beber, churrascar, bater papo, dançar (sim, dançar) e na falta de coisa melhor pra fazer, jogar uma peladinha.

E já estou ansioso pra cacete para a próxima, que nem tem data, mas que eu já considero pacas!

Ah, quanto foi a final? A gente perdeu de 5×2 pro time do Portes (o melhor do certame) e o nosso goleiro fica se culpando (de forma totalmente equivocada) até agora. Lembre-se Douglas, o futebol é apenas um pretexto para encontrar os amigos (e conhecer novos), e isso a gente fez com maestria!

Em 2015 tem mais Trifon e eu estarei de volta à São Paulo. Me esperem amigos, e tentem conter a ansiedade melhor do que eu.

*Existe uma diferença ENORME entre xavecar e ser machista. Infelizmente tivemos exemplos da segunda opção durante a Trifon. Em uma discussão no jogo das meninas (que depois ainda foi descoberto que era “armada” entre amigas), alguns machos foram pra grade gritar “Ê, LUTA NO GEL! LUTA NO GEL!” e “cantar” a música da Banheira do Gugu. Você pode achar isso uma brincadeira inocente, mas a meninas se incomodam e se sentem intimidadas. Elas estavam em menor número e poderiam ficar acuadas, já que tinha um monte de “predador” rondando as quadras. Lembrem-se que a Trifon é uma reunião entre amigos e todos tem que se sentir à vontade no local, homens e mulheres. Sendo assim, já tenha isso na cabeça e na próxima, caso você não se encaixe no “Espírito Trifon”, fique em casa. Não vá atrapalhar a nossa festa. E você jogador que leva convidados, coloque isso na cabeça deles, respeito em primeiro lugar. Mas peço pela última vez: Respeite e será respeitado.

Até a próxima!

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