O que a Trifon me ensinou

Por Kaio Esteves

O último sábado, dia 27 de setembro, estava nublado, mas cheio de luz. Luz nos sorrisos, na expectativa que cada jogador, torcedor e organizador carregava consigo pelo simples fato de poder rever os amigos de longe, separados por um monitor.

Já cheguei recepcionado com um abraço apertado. Senti que o dia seria sensacional, como foi na segunda edição, em fevereiro. É claro que a Copa Trifon Ivanov é mais do que um simples campeonato de futebol. A Trifon é o encontro e o reencontro de uma galera que deposita e compartilha boas energias e bons conteúdos na internet com opiniões, textos e, mais do que isso, quem acredita na amizade à distância. Eu fiz muitos amigos por causa da Copa Trifon Ivanov.

Independente de quem levante a taça, faça gols ou comemore com a torcida, se sentir em casa mesmo estando 540 km longe dela é o que mais me agrada ali no Playball Pompeia. Por mais que o céu permanecesse cinza no sábado, o colorido dos uniformes preenchiam o ambiente mesclando tons de azul, verde, amarelo, vermelho, branco e preto.

O importante é que a Copa Trifon Ivanov não perdeu o estilo não-moderno de ser um campeonato que cultiva muito mais a confraternização do que a seriedade de ir pra jogar e ganhar acima de tudo – embora haja exceções. Mas eu até entendo quem vai com sede de vencer, eu também queria ter vencido.

Eu queria ter saído campeão, mas a Trifon me ensinou que a Copa é muito mais do que gol. A Copa é ser amigo, falar e ouvir, zoar e ser zoado, abraçar e ser abraçado. Obrigado, Trifon Ivanov. Fique e reine para sempre.

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