É difícil vencer Gre-Nal

É difícil vencer Gre-Nal.  Eu mesmo, jogando FM só ganhei  7 de 18. Tem sido difícil ser gremista nos últimos tempos. 8 Grenais da atual gestão sem vencer. 4 anos sem vencer pelo estadual.  Nosso capitão nunca ganhou grenal.  Algo sempre acontece. É um impedimento marcado que não foi, ou um que foi. É nosso zagueiro sempre falha (va a lo meo, Werley), é o outro zagueiro que bate no treinador deles (volta, Saimon).

Às vezes falta hombridade. Ou são só eles, comandados por aquele-que-não-deve-ser-nomeado e sua trupe copera e de fala fina. E mesmo assim, sigo aqui, torcendo em silêncio, respondendo cornetas em silêncio, em textos que apago após escrever.

Sigo achando que dessa vez vai dar, que pode ser sim um bom jogo e que apesar da improvisação nas laterais e apesar do Pará ser eterno titular, poderemos ganhar.  Não ganhamos do rival nem na nossa casa. A cada vez que penso em clássicos, sinto uma enorme tristeza. Dia desses eu quase chorei, aliás. Pelo menos o 4×1 não foi em casa (nem na casa deles, diga-se). A cada jogo, a cada falha da zaga, a cada goleada as desculpas se repetem. A mesma cena, os mesmos erros.

Disseram-me que a definição de loucura é realizar repetidas vezes o mesmo ato esperando um resultado diferente. Sinto um aperto no peito e um nó na garganta. Assumo que não lembro de cabeça quando foi a última vitória do Grêmio em um Gre-Nal.  As coisas mudam, muda-se o técnico, muda-se de casa, muda-se a direção, e os erros permanecem. O tal “pensamento mágico” ainda toma conta. E meu capitão ainda não sabe o que é vencer clássico.

O futebol é mais importante que a vida, e falhar justamente nisso me dá uma tristeza comovente. Ouço daqui os risos de escárnio, as cornetas, sinto um brete de risadas em volta da camisa azul, preta e branca. Como se o clube fosse um grande castelo de cartas. Uma pomposa Arena de cartas, esperando o primeiro sopro do Gre-Nal pra cair. Não sei o que se passa na cabeça de quem entende mais que eu de futebol, mas nunca mais ganharemos algo se não voltarmos a jogar de igual pra igual num clássico.

Sigo, torcendo e sofrendo em silêncio.

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