Tentativa de Coluna: Mentiras que adoramos contar

Esqueça o Palmeiras. Desarme seu clubismo antes mesmo desta linha. Vivemos um dia inacreditável no jornalismo esportivo e por que não, para o futebol também. Um dia de mentiras surreais, que nem se fossem contadas em histórias da carochinha teriam alguma credibilidade. Apenas mais um dia de Jorge Valdivia falando, o rei das falácias.

Não sumi, estava na Disney

Apesar do Verdão ter vocação para ser mulher de malandro, não vamos focar neste ponto aqui na coluna desta semana. E sim nas declarações cabeludas que o seu camisa 10 deu ao ser reapresentado ao elenco. Primeiramente, em qualquer mundo que você assine um contrato corretamente, há a expectativa que você cumpra o acordado no papel. Passamos então ao primeiro erro dessa novela grotesca.

Valdivia sumiu depois de dois dias da confirmação de sua contratação pelo Al-Fujairah. Foi passear na Disneylândia com a família, durante suas férias. Alguma coisa aconteceu neste intervalo e o contrato perdeu a validade, portanto, fazendo com que o chileno voltasse a ser jogador do Palmeiras. Liberado pelo alviverde para negociar sua saída, ele discursou de forma contraditória em pelo menos dois trechos. A primeira ao dizer que nunca pensou em sair do Palmeiras, a segunda quando disse que havia sido liberado para negociar.

Alguém acreditou no que ele disse? Tá, tá, foi engraçado ver como ele reagiu às perguntas, mas sinceramente, lá no fundo, é uma situação pouco profissional. De alguém que sempre força lesões, saídas antecipadas, jogos no banco, folgas com a família. Não há uma desculpa que Valdivia ainda não tenha usado em todos esses anos pelo Palmeiras. Torno a repetir: esqueçam o clube, que é culpado, mas não o foco aqui.

Quem nunca contou que estava na Disney pra fugir do trabalho? Quem nunca culpou o Ramadã pela não conclusão de um negócio que interessava ao jogador e ao clube que o vendia? São mentiras corriqueiras para o chileno, um mestre na picaretagem, inclusive em campo, quando se recusa a honrar seus compromissos. Fica cada vez mais difícil olhar para o jogador e enxergar alguma vontade dele em retomar o posto de ídolo, vago após inúmeras demonstrações calhordas do próprio Valdivia.

Ao invés de tentar jogar sempre pra torcida, é mais fácil achar qualquer clube que pague a mínima merreca possível para curar essa doença do chileno, que irremediavelmente não tem interesse em atuar pelo Palmeiras. E não adianta dizer que o time não fez força para vendê-lo. Autor do chute no vácuo, venda no vácuo e promessa no vácuo, Jorge vai virando uma caricatura de quem um dia foi ídolo.

O chinelinho, preguiçoso e mentiroso que se esconde por trás de um apaixonado palmeirense é um dos personagens mais difíceis de engolir. Assim como o marido dedicado que trai a esposa sempre que tem oportunidade. Valdivia causa um estrago enorme na já baixa autoestima do torcedor. Pois ele aparenta desconhecer que gera desconforto ao sempre deixar transparecer o seu descontentamento em defender o clube. E não vai estar tudo bem, sem climão, sem olhares desconfiados, enquanto ele não acertar logo esse divórcio.

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