Tentativa de Coluna: Coisas de que riremos nesta semana

Crianças, a vontade de escrever baboseiras aleatórias é tão grande que eu resolvi começar uma coluna. Como as últimas três tentativas falharam graças ao meu perfil inconsistente, resolvi deixar o tema em aberto, só levando o nome da editoria. Nasce assim, mais uma empreitada da TF: a Tentativa de Coluna. Aqui vai ser o lugar de desopilar semanalmente, comentar ou tirar sarro de eventos que possam (ou não ter acontecido) na semana do futebol. Já expliquei demais, vamos ao quadro ‘Coisas que riremos nesta semana’.

Bojan Krkic, a personificação da decadência

Uma vez, quando eu tinha lá pelos meus 19 anos, achava que o Bojan (aquele que começou no Barça, saca?) seria o novo Begiristain, o Raúl blaugrana, o Butragueño hétero. O tempo passou, eu sofri calado, ele também. Inventou de sair do Barcelona, onde era artilheiro e brocador da base, não obteve sucesso e está aí desfrutando do status de flop que aprendeu a ser. Este cidadão foi emprestado em 2011 para a Roma, onde naufragou lentamente, mostrando o jogador mediano que é. Não satisfeito, foi emprestado ao Milan. A lenda diz que seu pai, também Bojan Krkic, um rapaz sérvio, jogou no Estrela Vermelha, OFK Belgrado e na seleção iugoslava antes de desembarcar na Espanha, onde casou com uma moçoila local e teve um filho, este garoto que vemos lá em cima no destaque do texto.

Quis o destino que o Macaulay Culkin catalão seguisse o mesmo caminho do pai, fazendo uma caralhada de gols por seleções e equipes de base, algo que as pessoas esperam que se repita até hoje no futebol profissional. A vida, esta sirigaita, roubou todo o talento do garoto conforme ele envelhecia, e aos 24 anos, já temos a impressão de que ele tem por volta de 30, tamanho fracasso. Jogou no Ajax, sem brilhar, e agora chega como esperança de gols no Stoke. Deve esquentar banco para o girafesco Peter Crouch e ser emprestado para algum time mequetrefe da segundona inglesa. Esperamos que não desgrace o destino dos Potters como fez com as equipes por onde passou. Saravá.

Dunga e o mantra do ‘poderia ser pior’

É uma bosta ter de se contentar com ex, né? A CBF, que não tem ficado pobre nos últimos anos, acabou por se contentar em reatar a relação que teve com Dunga, explicitada numa eliminação doída diante da Holanda, em 2010. Pois Dunga está de volta, para o desgosto dos profissionais da Rede Globo e afins. O treinador vai retomar seu reinado de terror e provavelmente distanciar o time da torcida, abrindo um canyon de distância para os fãs da filosofia familiar que era resumida pela zueira infantil de David Luiz, Neymar e Dani Alves, a nossa cobaia de tintura capilar. Tecnicamente falando, a volta de Dunga não significa nenhum apocalipse, e sim o retrocesso ou a falta de criatividade já mostradas pelos vovôs que na CBF estão. Soubessem eles algo de futebol, sairiam da década de 90 para procurar uma opção que se adapte melhor às necessidades do time que mais chora no futebol mundial.

Dunga chega para seu segundo trabalho na Seleção com a missão de restabelecer o controle emocional dos atletas, organizar melhor o esquema tático e por fim achar um centroavante que possa render algo que Fred jamais irá. Teria sido melhor chamar o Tom Cruise para essa missão impossível. O capitão do Tetra pode conseguir, quem sabe, 90% desses objetivos. Pode até convocar jogadores medonhos, mas o time terá fome de vencer e não deve apanhar feio de ninguém, o que já é um alento para quem ainda chora os 7 tomados na cabeça contra a Alemanha. Vamos adotar um mantra para a Seleção: “Ah, vai, poderia ser pior”. Não espere que Dunga reviva os tempos de firula e muito menos a filosofia Joga Bonito. É de se esperar apenas que ele evite que os seus meninos apareçam em comerciais na TV. Isso dá um azar da porra.

Um dibre na caspa

Cristiano Ronaldo não deu muita sorte na Copa do Mundo, jogando sozinho naquele time de pé rapados em Portugal. Pois a eliminação em nada afeta a moral ou o senso de ridículo do craque, que segue participando de comerciais vexatórios para engordar sua conta bancária. O último deles é para a Clear, o famoso shampoo anti-caspa (eu usava a versão anti-queda e era bem boa). Como num jogo de pinball, Cristiano enfrenta canhões de CASPA num cenário que emula uma mesa do jogo.

Ele dibra (conjugando o verbo: eu dibro, tu dibras, ele dibra, nós dibramos, vós dibrais, eles dibram) esses pedaços peçonhentos de caspa e cabeceia uma imensa catota antes de ter seu coro cabeludo limpo pelo efeito MIIIIILAAAAGROOOOOOSO do shampoo. Que bom que Ronaldo não é garoto propaganda de papel higiênico. É desastroso somente imaginar o que ele poderia fazer num comercial.

Vai falar que não deu vontade de comprar o produto depois dessa demonstração? Dibre a caspa você também. Ai que daora.

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