Diário #10 da Copa: Craque é craque e matador é matador

Sábado, 21 de junho

Se alguém duvidava que Messi poderia chamar a responsabilidade para decidir a favor da Argentina, o camisa 10 acabou com esse tabu diante do Irã. Tudo bem, foi contra o Irã, mas há que se dar o crédito ao nanico pelo golaço no apagar das luzes. E se estava pouco de craques, Klose também apareceu no sábado, para colocar seu nome na história das Copas. Mais uma vez: tem sido incrível presenciar este torneio.

ARGENTINA 1-0 IRÃ
89 minutos esperando algo acontecer

Reclamam que ele se esconde durante o jogo. Reclamam que ele não vibra como os companheiros na hora certa, que é de certa forma apático ou que está abaixo da crítica. Mas uma coisa não dá mais para evitar: Messi sabe decidir uma partida. É a segunda vez nesta Copa que ele bate no peito e faz um golaço para garantir a vitória.

Queria ter visto todo o primeiro tempo, mas felizmente estava ocupado almoçando com a minha mãe, que veio passar o sábado em São Paulo. Foi a primeira vez que simplesmente não me preocupei em ver um tempo de jogo de Copa. Não sei se perdi muita coisa. Tenho prioridades, afinal.

Em todo caso, cheguei em tempo de ver que o Irã estava dando um baita calor nos argentinos e que não fosse por Romero, o destino daquela tarde seria bem diferente. Por Romero e pela Argentina, Messi achou um espaço, correu e bateu quase no ângulo do gol iraniano. Golaço. E um tremendo cala a boca para quem tanto o questionou. Argentina classificada, 1 a 0 no Mineirão.

ALEMANHA 2-2 GANA
O matador voltou

Outro bem contestado é Klose. A rivalidade sadia com Ronaldo pela artilharia suprema em Copas tornou o alemão num “grosso, sem técnica e sortudo”. Como se em todos esses anos de futebol, Miroslav nunca tivesse feito nenhum golaço, mostrado que é quase perfeito no ofício, e por último, demonstrado extrema eficiência dentro da área. Comparações são inevitáveis, mas estamos falando de dois biotipos diferentes.

Klose sempre foi um atacante oportunista e prolífico;  Ronaldo tirava gols da cartola. Klose dribla somente quando necessário; Ronaldo driblava para entreter antes do gol. Ambos são monstros. Ambos são artilheiros incontestáveis. Fim de papo.

E nesse contexto, Alemanha enfrentou Gana e teve um desafio complicado. Cansada de jogar no sol de Fortaleza contra um adversário que adora uma correria, os germânicos saíram na frente com Götze, num gol mais torto do que… não, não tenho piada. Mas foi um gol bem toscão, até onde posso dizer. Aí Gana reagiu, botou os alemães pra correr, deu uma baita canseira. Ayew e Gyan colocaram os Estrelas Negras na frente e tudo caminhava para uma linda zebra. Só esqueceram de combinar com o Klose. É o tal do ‘não subestime um cara que tem 14 gols em Copas’. Agora 15. Engulam essa.

NIGÉRIA 1-0 BÓSNIA
Roubaram os bósnios, mas quem liga?

O jogo que encerrou o sábado foi entre Nigéria e Bósnia, com vitória dos nigerianos, gol de Odemwingie. A arbitragem não deu um pênalti clamoroso em cima de Dzeko e o chororô eslavo tomou conta da Internet. É evidente que um erro desses custou caro, mas vamos conversar que a Bósnia não fez por merecer estar na segunda fase. Jogou mal demais nas duas partidas e se fosse um bom time mesmo, tinha atropelado a fraca Nigéria. Não deu, fica pra próxima, rapazeada.

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