Diário #5 da Copa, parte 2: Cuidado com o que deseja

É a melhor Copa dos últimos tempos, melhor média de gols desde 1958, jogos empolgantes, grandes seleções, surpresas, tudo o que esperávamos e que faz um grande campeonato. E aqui no Brasil.

Tudo isso não precisa nem ser dito. Todos estão vendo. E, baseado em tudo isso, minha expectativa para ir ver, pessoalmente, um jogo de Copa do Mundo, estava na lua. Por ter comprado o ingresso antes do sorteio dos grupos, Irã x Nigéria não era o meu jogo dos sonhos, mas ir a um jogo de Copa superava qualquer desconfiança.

Mal vi Alemanha x Portugal. Assisti ao primeiro tempo no almoço, e saí de casa com minha filha para o jogo com o placar já definido. Chegando à Arena, um clima que poucas vezes vi: colombianos, canadenses, argentinos, americanos, e naturalmente iranianos (mais do que eu imaginaria) e nigerianos, em Curitiba assistindo a um jogo de Copa do Mundo.

Vini na Arena da Baixada

Até que o jogo começou. E, amigos, não à toa o Portes, como titular do espaço, dedicou exatamente uma linha à descrição da partida. E foi muito. Foram, talvez, 2 lances de algum perigo aos gols, mas a sensação de todos em volta era de que os dois times poderiam jogar o resto do dia e, por absoluta inabilidade técnica, nada aconteceria. No final, parecia jogo de Playstation (muito mal jogado), onde a torcida incentivava aleatoriamente um e outro time na vã esperança de que um lampejo salvasse o dia. Não me lembro de ter visto uma vaia generalizada tão grande em um jogo de copa. Se por muito menos mandaram a Dilma e o Diego Costa para um lugar feio, ali era muito perdoável mandar todos os 22 jogadores para lá também.

No final, um jogo de copa “in loco”, o inédito 0x0, algumas fotos, a (chocha) estréia de minha filha em um estádio de futebol, algumas cenas insólitas de gente que veio de tão longe para ver um jogo tão ruim, e uma certeza: cuidado com o que você deseja, porque pode conseguir.

(Ah, sim, e antes de chegar em casa, o gol mais rápido da Copa no jogo seguinte. Os deuses do futebol claramente têm um senso de humor estranho)

 

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