Diário #5 da Copa: De novo o camisa 13 da Alemanha

Segunda-feira, 16 de junho, 22h09

Chama Müller. Usa a #13 da Alemanha. Faz gol pra cacete em Copas e cresce sem que ninguém espere nada de muito grandioso dele. Poderia ser de Gerd ou de Dieter que estamos falando, mas nessa tarde em especial, como em muitas de 2010, foi Thomas o nome do jogo da Alemanha. Portugal foi vítima das molecagens do menino do Bayern, que mostra porque é considerado o prodígio alemão subestimado pela crítica.

ALEMANHA 4-0 PORTUGAL:
O teatro de um homem só

Desde o começo, a Alemanha estava disposta a ensinar uma lição a Portugal. Desorganizada, a equipe liderada por Cristiano Ronaldo não foi em momento algum um adversário que representasse algum perigo. Os principais craques lusitanos tiraram folga do duelo em Salvador. Ronaldo quase não tocou na bola. Nani estava desatento, Coentrão não voltava e se lesionou. Moutinho driblava como um demônio, mas não conseguia sair jogando. Não sobrou muita coisa.

Notando essa falta de brilho do outro lado, a Alemanha se colocou no campo de forma a dominar o adversário. Chegava fácil, chegava como num coletivo, num rachão. Pênalti em Götze, Müller bateu com categoria EVAIRANA e abriu o placar. O menino chegou aos seis gols em sete jogos de Copas. Seguiu o baile. A rendição, a humilhação da equipe portuguesa, que totalmente desorganizada, apanhava lance a lance da própria incapacidade e nervosismo.

Hummels ampliou para 2 a 0. Müller fez outro em cochilo de Bruno Alves, 3 a 0. Novamente Müller deixou sua marca num cruzamento rasteiro de Schürrle, espalmado vergonhosamente para o meio da área por Rui Patrício, 4 a 0. Oito gols de Thomas em duas Copas. Algo marcante e significativo para uma seleção que tenta recuperar o recorde de artilharia individual em Mundiais. Do banco, Miroslav Klose deve mesmo ter ficado a pensar por que é que Joachim Löw não lhe deu uma chance de encarar um adversário tão frágil quanto Portugal. Os jogos contra Gana e Estados Unidos não serão tão mais fáceis do que este.

E quem esperava um show do melhor do mundo, vai ter de esperar a próxima rodada. Isto é, se Cristiano ainda tiver força mental.

IRÃ 0-0 NIGÉRIA:
O primeiro zero a zero

A gente nunca esquece. Jogo muito bosta na Arena da Baixada, em Curitiba.

LEIA MAIS
O relato de Vinicius Intrieri sobre Irã x Nigéria: ele esteve lá na arquibancada

ESTADOS UNIDOS 2-1 GANA:
Um time precoce demais

Não deu nem tempo pra abrir os comentários na Arena das Dunas, em Natal, e os Estados Unidos saíram na frente com Dempsey, 1 a 0. Sobrou vontade da galera nos dois lados, inclusive pra entrar em divididas na lateral. Se no bingo do Galvão alguém apostou por uma entrada violenta de Muntari, fez linha, porque o ganense bateu a valer hoje. Nenhuma surpresa. Só que desta vez, Sulley encontrou um rival à altura. Jermaine Jones estava doidinho pra arrumar uma confusão, encarnando o papel do bebum de balada que sai trombando em todo mundo, e se alguém reclama, ele parte pra pancadaria.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Muntari não apenas ficou olhando depois de atropelar o americano com uma paulistinha bem aplicada. Levou duas cutucadas de chuteira na cara e não deixou por menos, partiu para a agressão e quase esganou Jones, indefeso como uma barata de casco pra baixo. Que grande cena. Depois, Ayew ainda acertou uma canelada bem no meio da fuça de Dempsey, que quase quebrou o nariz e teve de jogar o resto da partida com um tufo de algodão no nariz.

Manda mais drama, tá pouco drama: Gana DIBRAVA E DIBRAVA, mas não conseguia acertar o pé no gol de Howard. Ayew e Gyan tentaram de tudo, mas o dia estava complicadíssimo. Foi numa tabelinha marota que André, filho de Abedi, rei ganense, saiu na área com espaço e fuzilou o goleirão yankee. 1 a 1, aos 37 do segundo tempo. Os frenéticos do bolão exigiam mais um gol africano, pediam, suplicavam, estava na cara que iria sair. Com os americanos quase desfalecidos em campo, por causa do cansaço e do calor, restou aos esforçados ganenses tomarem a iniciativa.

Estavam chegando lá quando num escanteio, subiu Brooks e incendiou o pavio de novo. USA, USA, USA. Aí não tinha mais como. 2 a 1 Estados Unidos. E Portugal viu a luz no fim do túnel depois do jogo péssimo apresentado por esses dois.

Amanhã tem Brasil de novo. E tem a esperada Bélgica. Volto pela noite pra contar sobre essas peladas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *