Guia TF da Copa do Mundo

Falar de Copa do Mundo é algo que fazemos com a maior satisfação do mundo. Afinal, quem é que não vive a ansiedade da chegada do torneio, do álbum de figurinhas, da coleção de camisas e escolha dos favoritos, em times e jogadores. Pois a Copa é a festa suprema do futebol, um mês em que jornalistas e fãs gastam um mês de suas vidas com uma experiência única: acompanhar qual seleção vai levantar a taça depois do jogo final.

O evento é tão grandioso, que mesmo quando tem jogos de má qualidade, suscita as emoções mais primitivas. Não importa se é o seu país jogando, um jogo de Copa é sempre memorável por alguma razão. Pode ser tedioso, cheio de gols, violento ou resolvido no último lance: apenas o fato de ser um simples jogo de Mundial já torna os 90 minutos como parte de uma história que nós vamos começar a contar a partir desta edição, de 2014.

A Total Football tem três anos de vida, e com pouco tempo da casa nova, teremos a oportunidade de tratar desse campeonato que mexe com o planeta como nem uma olimpíada conseguiria. E a gente vai ter a mesma paixão que você que torce, ao cobrir todos os dias do nosso jeito. Nós estaremos aqui para quem ama o futebol e gosta de ler, entra nos contornos de um relato de quem tenta encarnar o papel dos que estão dentro das quatro linhas.

A Copa vai começar. E a gente não pode ignorar a imensidão do torneio. Essa é só uma pequena forma de entrar no espírito. Confira o nosso Guia oficial da Copa do Mundo, indispensável e divertido, sobretudo para quem escreveu.

GRUPO A – Por Murillo Moret

Ah, o grupo A, o grupo do Brasil, que parece não reservar grandes emoções. Ao lado de Croácia, México e Camarões, a Seleção quer avançar para a segunda fase em ritmo forte o suficiente para encarar adversários de mais tradição, na segunda fase. Quem será que sai pro mata-mata dessa chave?

BRASIL

Foto: UOL
Foto: UOL

Como chegou ao Mundial: País-sede, dono da festa, anfitrião, faz xixi com a porta aberta

Chances de classificação: CT vai amanhecer pichado se não avançar de fase

Desempenho na última Copa: Perdeu nas quartas de final pela Holanda

Ele é responsa: o atacante Neymar

Segura a onda, fera: o atacante Hulk

A natureza cuida: o goleiro Júlio César

Sobre o time: O favoritismo da seleção brasileira joga juntamente com o fracasso. Antes da mudança no comando técnico, o Brasil passaria vergonha dentro de campo; com Felipão e, principalmente após o título da Copa das Confederações, o caneco já está garantido. Porém preciso lembrar que o campeão desta competição sempre toma naba no Mundial?

CROÁCIA

Foto: Eurosport
Foto: Eurosport

Como chegou ao Mundial: 2º no Grupo A da Europa; venceu repescagem contra a Islândia

Chances de classificação: complicado

Desempenho na última Copa: não participou

Ele é responsa: o meia Luka Modric

Segura a onda, fera: o meia Ivan Perisic

A natureza cuida: o zagueiro Vedran Corluka

Sobre o time: o setor ofensivo da equipe vive, talvez, o melhor momento desde o bronze na Copa do Mundo de 1998. Luka Modric está entre os cinco grandes meio-campistas do planeta, Ivan Rakitic voltou a jogar muita bola pelo Sevilla, Ivica Olic está jogando bem pelo Wolfsburg e Mario Mandzukic é um dos artilheiros do Campeonato Alemão. Além deles, Pranjic tem feito uma temporada sólida pelo Panathinaikos e Srna é sempre perigoso em cruzamentos pela direita ou bolas paradas. O problema é que todos os bons jogadores não traduzem suas campanhas locais pela seleção. A Croácia marcou apenas 11 gols nas Eliminatórias.

MÉXICO

Foto: Brazil 2014
Foto: Brazil 2014

Como chegou ao Mundial: 4º lugar no hexagonal final da Concacaf; venceu repescagem contra a Nova Zelândia

Chances de classificação: vai passar

Desempenho na última Copa: Perdeu nas oitavas de final para a Argentina

Ele é responsa: o atacante Oribe Peralta

Segura a onda, fera: o atacante Javier Hernández

A natureza cuida: o lateral-esquerdo Miguel Layún

Sobre o time: o México suou três camisas e precisou da Tonga da Mironga do Kabuletê pra se classificar na Concacaf, mas acreditamos no avanço à fase eliminatória do Mundial. Tudo isso porque Oribe Peralta vive grande fase. O atacante do Santos Laguna faz gol a cada cinco trotes que dá em campo. O adversário não era dos mais fortes (longe disso), contudo, os mexicanos fizeram bonito contra Nova Zelândia sem Andrés Guardado, Giovani dos Santos e Chicharito Hernández. Dá pra passar com uns cinco pontos.

CAMARÕES

Foto: Eurosport
Foto: Eurosport

Como chegou ao Mundial: Classificado na terceira fase da África, contra a Tunísia

Chances de classificação: complicado

Desempenho na última Copa: primeira fase

Ele é responsa: o atacante Samuel Eto’o

Segura a onda, fera: o meia Jean Makoun

A natureza cuida: o zagueiro Aurélien Chedjou

Sobre o time: Ficamos em dúvida se Samuel Eto’o seria o responsa ou a fera a ser domada dos Leões. Eto’o, o maior artilheiro da História da seleção, nunca se escondeu do protagonismo na equipe nacional, mas a gente sempre esperou mais. Um gol na Alemanha-2002 e perdeu a classificação para a Irlanda (!); em 2010, marcou todos os dois do lanterna do grupo. Muitos dos jogadores que vem ao Brasil estavam na África do Sul. A base foi mantida, porém, os atletas evoluíram: N’Koulou e Chedjou ainda têm problemas no jogo aéreo, mas são bons zagueiros; Assou-Ekotto deve ser titular, porém precisa ficar atento com Bedimo; e Matip e Choupo-Moting fazem temporada regular na Alemanha. Agora vai?

GRUPO B – Por Murillo Moret

Falam que este é o Grupo da Morte. Falam que daí não saem Espanha e Holanda vivas, logo elas, as duas últimas finalistas. O Grupo B tem forte potencial de zebra. Porque até as tradicionais podem ser zebras se passarem e espantarem a zebra. Entendeu? Não? Então leia só o que a gente comentou.

ESPANHA

Foto: Eurosport
Foto: Eurosport

Como chegou ao Mundial: 1º do Grupo I da Europa

Chances de classificação: Complicado

Desempenho na última Copa: Campeã

Ele é responsa: o meia Andrés Iniesta

Segura a onda, fera: o lateral Jordi Alba

A natureza cuida: o zagueiro Sergio Ramos

Sobre o time: “Nossa, TF, é complicado para a Espanha se classificar?”. Sim. “Mas eles venceram a última Copa e as duas últimas Euro!”. Tudo bem. A Fúria conseguiu o primeiro lugar no fortíssimo grupo com República Tcheca, Escócia, Lituânia e Lichtenstein. E ainda se complicou nas partidas contra os dois primeiros (em casa e fora, respectivamente). Ninguém duvida dos ótimos jogadores espanhóis. Iniesta e Silva podem decidir a qualquer momento; Koke faz época exuberante; e Diego Costa fede a gol. A situação na defesa, porém, é tensa – ou você confia em Piqué e Sergio Ramos?

HOLANDA

Foto: Eurosport
Foto: Eurosport

Como chegou ao Mundial: 1º do Grupo D da Europa

Chances de classificação: CT vai amanhecer pichado se não avançar de fase

Desempenho na última Copa: Vice-campeã

Ele é responsa: o atacante Robin Van Persie

Segura a onda, fera: o meio-campista Daryl Janmaat

A natureza cuida: o zagueiro Ron Vlaar

Sobre o time: Nas Eliminatórias, apenas a Alemanha marcou mais gols que a Holanda. No entanto, o artilheiro da competição foi Robin van Persie; Lens e van der Vaart somaram mais dez gols para a seleção. Pelo ataque poderoso – e o acréscimo dos jovens Jordy Clasie e Memphis Depay -, a Holanda tem total capacidade de avançar de fase. Apesar dos três ótimos goleiros (Vorm, Cillessen e Krul), a defesa segue sendo uma DEFESA HOLANDESA. Idade nem sempre é um problema, mas acreditamos que falta algo a Indi, de Vrij e Vlaar.

CHILE

Foto: BeIN Sports
Foto: BeIN Sports

Como chegou ao Mundial: 3º lugar nas eliminatórias da América do Sul

Chances de classificação: Vai passar

Desempenho na última Copa: Eliminado nas oitavas de final para o Brasil (0-3)

Ele é responsa: o meia Arturo Vidal

Segura a onda, fera: o meia Jorge Valdivia

A natureza cuida: o lateral Eugenio Mena

Sobre o time: A chance de classificação está diretamente ligada ao que Matías Fernández e Arturo Vidal farão no Mundial. Os meio-campistas, além dos pensantes da equipe, chegam demais ao ataque para marcar gols. Vidal, aliás, foi o artilheiro do Chile nas eliminatórias e é um dos goleadores da Juventus na temporada. A geração sul-americana não é tão nova, entretanto, alguns de seus jogadores não estavam na Copa de 2010: Fuenzalida, Aranguíz, Silva e Vargas, por exemplo. O problema do Chile, como tantas outras seleções aqui no Brasil, é a defesa: média de gols sofridos altíssima e Claudio Bravo em baixa no Real Sociedad. Já pensou que louco Johnny Herrera como titular?

AUSTRÁLIA

Foto: Sportal
Foto: Sportal

Como chegou ao Mundial: 2º colocado no Grupo B da Ásia

Chances de classificação: Será o Atlético-GO do grupo

Desempenho na última Copa: Primeira fase

Ele é responsa: o atacante Tim Cahill

Segura a onda, fera: o meio-campista Mark Bresciano

A natureza cuida: o zagueiro Matthew Spiranovic

Sobre o time: Individualmente, os Socceroos têm bons valores: os zagueiros Neill e Ognenovski; os meias Bresciano, Holman, Jedinak e Oar; e o atacante Cahill. Contudo, o conjunto não é tão forte. Comandado pelo bicampeão da Liga Australiana e ex-técnico do Melbourne Victory, Ange Postecoglou não conseguiu tirar o melhor do time durante as Eliminatórias. Na terceira fase da competição, foi derrotada por Omã, equipe que também complicou a vida dos Socceroos na quarta e última fase – dois empates. A Austrália ainda conseguiu ser derrotada para a Jordânia.

GRUPO C – Por Murillo Moret

COLÔMBIA

Foto: Mirror
Foto: Mirror

Como chegou ao Mundial: 2º lugar na América do Sul

Chances de classificação: CT vai amanhecer pichado se não avançar de fase (ou briga no bar após eliminação)

Desempenho na última Copa: não disputou

Ele é responsa: o meia Juan Cuadrado

Segura a onda, fera: o zagueiro Cristián Zapata

A natureza cuida: o zagueiro Mario Yepes

Sobre o time: Responsa mesmo é Cuadrado, que chegará ao Mundial voando. Voando mesmo já que não é humano o que esse magricela corre pela Fiorentina. Atuando na ala, o jogador faz ótimo campeonato e tem chance, sim, de ser o destaque colombiano no Mundial. O país tem a melhor safra desde a geração de Valderrama e Rincón, em 1994. Zúñiga, Ramírez, Guarín, Torres, Rodríguez, Martínez. São muitos jogadores bons na equipe, que, infelizmente, tem Yepes entre os titulares.

GRÉCIA

Salpingidis (BBC)

Como chegou ao Mundial: 2º lugar no Grupo G da Europa; venceu a Romênia na repescagem

Chances de classificação: complicado

Desempenho na última Copa: 3º lugar no Grupo B

Ele é responsa: o atacante Dimitris Salpingidis

Segura a onda, fera: o atacante Giorgios Samaras

A natureza cuida: o zagueiro Sokratis Papastathopoulos

Sobre o time: A Grécia não foi o melhor time do Grupo G da Uefa porque a Bósnia teve saldo de gols melhor. É exatamente aí que pode estar o problema grego para o Mundial. A seleção não marca tantos gols. O artilheiro, nas Eliminatórias, foi Salpingidis, com três gols. A equipe deve vir ao Mundial com apenas três atletas com mais de dez gols marcados pela seleção.  Por outro lado, a defesa da Grécia foi muito bem montada por Fernando Santos. Maniatis e Manolas foram os titulares na fase final da competição europeia, com Torosidis e Holebas nas laterais. Tziolis e Christodoulopoulos fazem boa transição da defesa ao ataque. É preciso tomar cuidado – mas só se a Grécia desembestar a balançar a rede.

COSTA DO MARFIM

Foto: Eurosport
Foto: Eurosport

Como chegou ao Mundial: Classificado na terceira fase da África, contra Senegal

Chances de classificação: complicado

Desempenho na última Copa: 3º lugar no Grupo G

Ele é responsa: o atacante Gervinho

Segura a onda, fera: o atacante Salomon Kalou

A natureza cuida: o zagueiro Kolo Touré (com malária)

Sobre o time: ficamos longe de confiar numa seleção que empata duas vezes com o Marrocos. A grande sacada da equipe é que tem três ou quatro jogadores que podem decidir uma partida em minutos. As qualidades de Yaya Touré e Didier Drogba são inegáveis; Gervinho faz temporada espetacular pela Roma; e Bony, artilheiro do Swansea no Campeonato Inglês. Uma dica aos adversários: Zokora é bem esquentadinho. Um dibrador pra cima dele e… Quem sabe o que pode acontecer?

JAPÃO

Foto: Goal.com
Foto: Goal.com

Como chegou ao Mundial: 1º Grupo B da Ásia

Chances de classificação: vai passar

Desempenho na última Copa: eliminado nas quartas de final para o Paraguai, nos pênaltis (0-0, 3-5)

Ele é responsa: o atacante Shinji Okazaki

Segura a onda, fera: o meia Keisuke Honda

A natureza cuida: o lateral-esquerdo Yuto Nagatomo

Sobre o time: o técnico Zaccheroni deixou suas raízes de lado (três zagueiros) para escalar o Japão com a tática da moda: o 4-2-3-1. Pouco mudou do time visto na Copa das Confederações para o que terminou as Eliminatórias. O setor ofensivo é bem leve, com Kagawa, Honda e Okazaki se aproximando do centroavante – Havenaar ou Kakitani. O Japão tenta aproveitar toda jogada de ataque com seus volantes, Endo e Hasebe.

GRUPO D – Por Vinicius Intrieri

URUGUAI

Foto: Footy Accumulators
Foto: Footy Accumulators

Como chegou ao Mundial: 5º colocado na América do Sul, venceu repescagem contra a Jordânia

Chances de classificação: Complicado

Desempenho na última Copa: 4º lugar

Ele é responsa: O atacante Luís Suárez

Segura a onda, fera: O zagueiro Diego Lugano

A natureza cuida: O goleiro Fernando Muslera

Sobre o time: Em 2010, cruzamentos acessíveis, as mãos de Suárez e uma boa dose de sorte levaram o Uruguai a uma campanha que poucos poderiam prever: a semifinal contra a Holanda e o quarto lugar na Copa. O título da Copa América em 2011 e a mística de uma Copa no Brasil trouxeram esperanças de que o Uruguai poderia enfim recuperar a grandeza de outrora. Mas, se fantasmas do passado podem trazer bons fluidos, podem também trazer problemas. O time do Uruguai é basicamente o mesmo de 2010, apenas mais velho, e jogadores como Forlán e Lugano decaíram bastante nesse período. Pra completar, o grupo é uma pedreira e qualquer erro pode ser fatal. É torcer para que as lembranças de Máspoli, Ghiggia e Schiaffino inspirem o time a chegar mais uma vez à decisão no Maracanã. O canal para a classificação uruguaia é catimbar desde o primeiro minuto no jogo contra a Inglaterra e esperar que algum inglês se enerve e seja expulso. Sempre funciona. Se Lugano for expulso junto, melhor ainda, se apresenta antes no São Paulo.

COSTA RICA

Foto: Fichajes.net
Foto: Fichajes.net

Como chegou ao Mundial: 2º colocado da CONCACAF

Chances de classificação: Saco de pancada

Desempenho na última Copa: Não participou

Ele é responsa: O goleiro Keylor Navas

Segura a onda, fera: 
O atacante Joel Campbell

A natureza cuida: O meia José Miguel Cubero

Sobre o time: Não que o passado da Costa Rica em Copas – oitavas de final na sua estreia em 1990 e mais 2 participações esquecíveis – permitisse grandes sonhos na Copa de 2014, mesmo sabendo que a campanha das Eliminatórias foi muito boa, com destaque para os jogos contra os EUA. Mas o sorteio das chaves na Costa do Sauípe provavelmente fez com que o técnico Jorge Luís Pinto ficasse mais revoltado do que apresentador iraniano com o decote da Fernanda Lima. Uma chave com 3 ex-campeões mundiais (tá certo, Uruguai e Inglaterra não são AQUEEELES campeões mundiais, mas metem medo na Costa Rica) era demais até para os pesadelos dos sucessores de Porras (o goleiro). O time não é tão ruim, e deve servir de fiel da balança nessa briga de foice no escuro que será o grupo D, mas daí a querer superar 2 desses cachorros grandes já é sonhar demais, especialmente com a contusão do principal atacante, Álvaro Saborio, às vésperas da competição. Joel Campbell não se encontrou nos pacotes de figurinhas, e logo vai deixar de se encontrar na Copa também.

INGLATERRA

Foto: Wallemon
Foto: Wallemon

Como chegou ao Mundial: 1º do Grupo H da Europa

Chances de classificação: Complicado

Participação da última Copa: 13º lugar – Perdeu para a Alemanha nas Oitavas

Ele é responsa: O meia Steven Gerrard

Segura a onda, fera: O meia Danny Welbeck

A natureza cuida: O goleiro Joe Hart

Sobre o time: Apesar da torcida contra dos colecionadores de álbuns de figurinhas (que odeiam as cabeças flutuantes da Inglaterra, que não cede os direitos sobre a marca FA à Panini), a Inglaterra parece ter superado a época de sofrer, e às vezes não se classificar, nas Eliminatórias. Daí a fazer nas Copas uma campanha condizente com os inventores do futebol ainda vai uma distância. Seja considerada favorita (como 2002) ou não (como 2010), o destino aparentemente é sempre o mesmo: campanha meia-boca, eliminação nas oitavas ou quartas e despedida sem fazer muita falta. Junte um time jovem (onde medalhões como Terry e Ashley Cole foram desprezados) à ausência de talentos em alguns setores (goleiros e zagueiros, estou falando com vocês) e já temos uma baixa expectativa. Adicione adversários notoriamente malandros como Itália e Uruguai já na 1ª fase e temos aí a receita da decepção. Mais uma.

ITÁLIA

Foto: Quattro Tratti
Foto: Quattro Tratti

Como chegou ao Mundial: 1º do Grupo H da Europa

Chances de classificação: Vai passar

Participação da última Copa: Primeira fase

Ele é responsa: O meia Andrea Pirlo

Segura a onda, fera: 
O atacante Mario Balotelli

A natureza cuida: O lateral Ignazio Abate

Sobre o time: AH ITÁLIA! Cannavaro, Totti, Zambrotta! OK, a piada é velha, esses jogadores nem estão mais na seleção, mas o fato é que a Azzurra sempre entra como favorita em Copas do Mundo. Campeã em 2006 e humilhada em 2010, a seleção italiana vem mordida para 2014. E você sabe o que acontece quando a Itália vem mordida. O cenário é propício: ninguém gosta tanto de passar um perrengue na 1ª fase e depois deslanchar como os italianos, e o Grupo D é o grupo perfeito para uma classificação sofrida, com futebol pobre, que no caso da Itália é praticamente sinônimo de título mundial. Buffon, titular da equipe desde a unificação do país pelas mãos de Garibaldi, e Pirlo, que recebeu Buffon na concentração no seu primeiro dia, continuam sendo os pilares de experiência da equipe, que fede a Copa do Mundo desde que disputou sua primeira em 1934. Uma classificação com empates contra Uruguai e Inglaterra, e uma vitória de 2×1 com aquele pênalti maroto no último minuto contra a Costa Rica é tudo que os italianos esperam da fase de grupos para garantir uma boa campanha no mata-mata.

GRUPO E – Por Felipe Portes

SUÍÇA

Foto: UOL
Foto: UOL

Como chegou ao Mundial: 1º do grupo E da Europa

Chances de classificação: Vai passar

Desempenho na última Copa: Primeira fase

Ele é responsa: O meia Xherdan Shaqiri

Segura a onda, fera: 
O meia Valon Behrami

A natureza cuida: O zagueiro Phillipe Senderos

Sobre o time: Veja bem, a Suíça está em sua segunda fase de uma geração repleta de meninos talentosos. Em 2010, com uma boa base, os helvéticos não passaram da primeira fase e até hoje comemoram aquele 1 a 0 medonho contra a Espanha, jogando de forma mais retrancada do que uma fechadura nova da Arouca. Desde 2011, a molecada começou a ganhar espaço. Estamos falando de Shaqiri, Xhaka, Stocker, Seferovic, todos eles mesclados com a experiência e a bundamolice de Senderos, Barnetta e Lichtsteiner. Destes três, só o último se salva. Novamente não dá pra reclamar do grupo. Se não passar é por incompetência. Então te vira aí, Hitzfeld, porque material humano o senhor tem.

EQUADOR

Foto: Faneille
Foto: Faneille

Como chegou ao Mundial: 4º da América do Sul

Chances de classificação: Complicado

Desempenho na última Copa: Não participou

Ele é responsa: O meia Cristian Noboa

Segura a onda, fera: O atacante Felipe Caicedo

A natureza cuida: O atacante Fidel Martínez

Sobre o time: É complicado especular qualquer coisa para o Equador. É um país em crescente no esporte,  já criando tradição de times encardidíssimos como LDU e Emelec. Em Copas, o time parece sentir a competição e entra com mais raça do que nervosismo. Os equatorianos manjam o jogo e apesar da ausência de craques, é uma equipe bem coletiva e com futebol eficiente. Isso vai servir para avançar num grupo frágil?  É claro que não, pô. Se um dia a gente contar com o sucesso do Equador numa Copa do Mundo, é melhor zerar o torneio e começar outro. Ou seriam os equatorianos a nova Colômbia?

FRANÇA

Foto: L'Equipe
Foto: L’Equipe

Como chegou ao Mundial: Classificado na repescagem da Europa, contra a Ucrânia

Chances de classificação: CT vai amanhecer pichado se não passar de fase

Participação da última Copa: Primeira fase

Ele é responsa: O atacante Karim Benzema

Segura a onda, fera: O meia Mathieu Valbuena

A natureza cuida: O atacante Olivier Giroud

Sobre o time: A França sempre chega na Copa com o peso de honrar a tradição dos tempos de Kopa, Fontaine, Platini e Zidane. Só que a brincadeira agora é outra, já que o time se renovou bastante depois do fiasco de 2010. A fase continua ruim, apesar da classificação e das vitórias em amistosos. A seleção é treinada por um comandante nato como Didier Deschamps, mas é difícil apostar no sucesso francês com tantas estrelinhas jovens no mesmo espaço. A França está na dúvida entre ser Malhação ou novela das oito de Gilberto Braga nos anos 80. E o corte de Franck Ribéry pode ser crucial na moral de um grupo cheio de garotos problema.

HONDURAS

Foto: Honduras Soccer
Foto: Honduras Soccer

Como chegou ao Mundial: 3º lugar da Concacaf

Chances de classificação: Será o Atlético-GO do grupo

Participação da última Copa: Primeira fase

Ele é responsa: O atacante Jerry Bengtson

Segura a onda, fera: 
O lateral Emilio Izaguirre

A natureza cuida: O zagueiro Maynor Figueroa

Sobre o time: Honduras não vai importunar ninguém nesta Copa. Pode até complicar um jogo ou outro, mas é franco favorito para ser lanterna. Sabemos que o nível das Eliminatórias da Concacaf é baixo e que mesmo assim o México teve de depilar o peito com fita isolante para se classificar. Então imagine um cenário onde os hondurenhos ganhassem um ou outro jogo, avançando para o Mundial somente em virtude da vexatória campanha mexicana. Agora imagine essa suadeira de sangue num grupo internacional. Pois é.

GRUPO F – Por Felipe Portes

ARGENTINA

Foto: Video Celts
Foto: Video Celts

Como chegou ao Mundial: 1º do grupo da América do Sul

Chances de classificação: Vai passar

Desempenho na última Copa: Quartas de final, derrotada pela Alemanha (4-0)

Ele é responsa: O atacante Lionel Messi

Segura a onda, fera: O goleiro Sergio Romero

A natureza cuida: O lateral Pablo Zabaleta

Sobre o time: Como em toda Copa do Mundo normal, a Argentina chega como uma das favoritas e com a grande responsabilidade de honrar o talento de seus craques. Desde o time de Maradona, em 94, a Albiceleste não reúne tantos nomes capazes de fazer a diferença no Mundial. Mesmo sem a presença de Tévez, preterido por Alejandro Sabella, os argentinos desembarcam no Brasil com um Messi querendo explodir todo o seu futebol, escondido na última temporada, provavelmente guardado para uma ocasião especial como uma Copa.

BÓSNIA E HERZEGOVINA

Foto: Guardian
Foto: Guardian

Como chegou ao Mundial: 1º do grupo G da Europa

Chances de classificação: Vai passar

Desempenho na última Copa: Primeira fase

Ele é responsa: O meia Miralem Pjanic

Segura a onda, fera: O meia Senad Lulic

A natureza cuida: O meia Haris Medunjanin

Sobre o time: Não bastasse ser estreante em Copas, a Bósnia ainda carrega consigo o carisma de jogar um futebol extremamente vistoso. Líder da sua chave nas Eliminatórias, a equipe ex-iugoslava vem provando que seus atletas podem sim se portar como um grande concorrente em competições internacionais. Apesar de ter vindo de um grupo frágil, com Grécia, Eslováquia, Lituânia, Letônia e Liechtenstein, não se pode subestimar o grupo de Dzeko, Pjanic e Begovic. O time não é qualquer pé de chinelo que vem ao Brasil para passear. A Argentina deve ficar com a primeira vaga, mas se não abrir o olho, pode ser surpreendida pelos bósnios. Com um bom maestro e um goleador entre os onze titulares, o caminho desta seleção contra os países mais fracos do grupo deve ser tranquilo.

IRÃ

Foto: FFIRI
Foto: FFIRI

Como chegou ao Mundial: 1º do grupo A da Ásia

Chances de classificação: Será o Atlético-GO do grupo

Desempenho na última Copa: Nem foi

Ele é responsa: O atacante Ashkan Dejagah

Segura a onda, fera: O atacante Masoud Shojaei

A natureza cuida: O meia Javad Nekounam

Sobre o time: Ah, menino, nem se a gente quisesse, daria pra falar que pesquisamos a fundo o elenco iraniano para fazer uma análise certeira e embasada a respeito das esperanças dessa rapazeada marota pra Copa do Mundo. Seria uma mentira deslavada apontar algum craque, um pereba e um cara com bom potencial na seleção. Então não vamos fingir que somos mais nerds do que já somos e chutaremos o óbvio: o atacante Dejagah é o único capaz de desequilibrar uma partida para o Irã. Se não for ele, será o tal do MESSI IRANIANO, Azmoun, de apenas 19 anos e que joga no Rubin Kazan. Qualquer outro prognóstico é desperdício de trabalho e tiro no escuro. Foi mal aí, galera.

NIGÉRIA

Foto: Bleacher Report
Foto: Bleacher Report

Como chegou ao Mundial: Classificado na terceira fase da África, contra a Etiópia

Chances de classificação: Complicado

Desempenho na última Copa: Nem foi

Ele é responsa: O meia John Obi Mikel

Segura a onda, fera: O meia Ogenyi Onazi

A natureza cuida: O zagueiro Efe Ambrose

Sobre o time: É até triste pensar numa Copa do Mundo sem a Nigéria, sem a alegria, a correria e a força dos Águias Verdes. Diferentemente de outros tempos em que tínhamos jogadores talentosos em todas as posições, desta vez o time treinado por Stephen Keshi faz uma bela limonada com um time sem estrelas, ou operário, na gíria. Campeões da última edição da Copa das Nações Africanas, os nigerianos estão longe de ser uma seleção brilhante ou que vá ameaçar a vaga de Argentina ou Bósnia. Mas será um jogo duro, uma derrota vendida por um alto preço por Keshi e seus meninos com aspecto mais experiente do que os documentos sugerem. Com todo o respeito.

GRUPO G – Por Carlos Eduardo Moura

ALEMANHA

Foto: 3News
Foto: 3News

Como chegou ao Mundial: Classificado em 1º grupo C da Europa

Chances de classificação: CT baiano vai ser demolido se não avançar de fase

Desempenho na última Copa: Perdeu na semifinal para a Espanha

Ele é responsa: o meia Mesut Özil

Segura a onda, fera: o meia Mario Gotze

A natureza cuida: o zagueiro Per Mertesacker

Sobre o time: A seleção alemã, das mais tradicionais em termos de Copa do Mundo, vem para o Brasil disposta a levar o caneco para Berlim. Depois de bater na trave nos últimos três Mundiais (vice em 2002, terceiro colocado em 2006 e 2010, e em todos perdendo para o futuro campeão), a Nationalmannschaft trará uma seleção com uma média excelente de idade (cerca de 25 anos), e bem preparada para encarar os obstáculos logísticos de uma Copa no Brasil, como por exemplo construir seu próprio CT na Bahia. Alguns jogadores vem enfrentando problemas físicos no início de preparação, mas a princípio nada que preocupe para a Copa.

PORTUGAL

Foto: Record
Foto: Record

Como chegou ao Mundial: Classificado na repescagem da Europa, contra a Suécia

Chances de classificação: vai passar

Desempenho na última Copa: Perdeu nas oitavas para a Espanha

Ele é responsa: o atacante Cristiano Ronaldo

Segura a onda, fera: o meia Nani

A natureza cuida: o atacante Hélder Postiga

Sobre o time: A seleção portuguesa aparece como uma equipe competitiva, feita para jogar de acordo com as necessidades para fazer Cristiano Ronaldo ser um ponto de desequilíbrio contra seus adversários – o que será fundamental num grupo competitivo como o G. O grupo convocado pelo treinador Paulo Bento carece de jogadores criativos no meio, tarefa quase que exclusiva de João Moutinho no time – que também é o responsável pelas jogadas de bola parada, outra arma de ataque portuguesa. Se tiver um bom espírito coletivo e foco competitivo dentro da realidade, pode ir bem na Copa.

GANA

Foto: Soccer Net
Foto: Soccer Net

Como chegou ao Mundial: Classificado na terceira fase da África, contra o Egito

Chances de classificação: complicado

Desempenho na última Copa: Perdeu nas quartas de final para o Uruguai

Ele é responsa: o atacante Asamoah Gyan

Segura a onda, fera: o meia Kevin-Prince Boateng

A natureza cuida: o meia Sulley Muntari

Sobre o time: A seleção de Gana trará para o Brasil um grupo de jogadores mesclados com jovens valores e alguns nomes já como Essien, Muntari e Asamoah Gyan, destaques da grande campanha das Estrelas Negras na última Copa do Mundo, quando foram eliminadas de forma dramática e sensacional para o Uruguai. O potencial de êxito dos ganeses fica prejudicado pelo equilíbrio competitivo do seu grupo, aliado tanto à questão de seus principais jogadores, quanto de não estarem jogando regularmente em seus clubes (um aliado na questão física, mas uma grande limitação na parte técnica), ou estarem atuando em ligas inferiores.

ESTADOS UNIDOS

Foto: Soccer By Yves
Foto: Soccer By Yves

Como chegou ao Mundial: Classificado em 1º lugar nas eliminatórias da CONCACAF

Chances de classificação: Complicado

Desempenho na última Copa: Perdeu nas oitavas de final para Gana

Ele é responsa: o meia Clint Dempsey

Segura a onda, fera: o atacante Jozy Altidore

A natureza cuida: o volante Kyle Beckerman

Sobre o time: A seleção americana vem no embalo do bom crescimento de sua liga doméstica, que proporcionou o surgimento de potenciais valores para sedimentar o futuro do futebol na terra do Tio Sam (sim, usei esse jargão sim). Coube ao alemão e também saudoso ídolo de outras Copas Jurgen Klinssmann montar um sistema de jogo eficiente com os frutos dessa garimpagem, e a aposta da seleção se concentra bastante na ordem dos jogos de seu grupo, onde enfrenta adversários com qualidade gradativa no grau de comparação técnica com sua seleção (Gana, Portugal e Alemanha, nesta ordem). Pode sofrer com sua exaustante logística de viagens, a pior entre as seleções que disputa a Copa no Brasil, por isso investiu em profissionais especializados nessa área para diminuir os efeitos desse problema.

GRUPO H – Por Fernando Cesarotti

BÉLGICA

Foto: Coupe du Monde
Foto: Coupe du Monde

Como chegou ao Mundial: 1ª colocada no Grupo A da Europa

Chances de classificação: CT amanhecerá pichado se não passar de fase

Desempenho na última Copa: não participou

Ele é responsa: o goleiro Thibaut Courtois

Segura a onda, fera: o lateral Toby Alderweireld

A natureza cuida: o meia Marouane Fellaini

Sobre o time: Chegou a hora de ver se a “ótima geração belga”, incensada desde o quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, realmente tem garrafas vazias para vender. O time passou com tranquilidade pelas eliminatórias, deixando pelo caminho a Sérvia do nosso chefe (#chupaPortes), conseguindo a vaga com várias rodadas de antecedência e apagando a má impressão deixada nas eliminatórias da Euro-2012, quando nem sequer chegou à repescagem. Os belgas voltam à Copa do Mundo depois de duas edições de ausência, tendo Marc Wilmots, aquele do gol anulado contra o Brasil nas oitavas de final de 2002, como técnico e grande mentor. O Brasil, aliás, é a pedra no sapato dos belgas, pois tirou do time de Fellaini e Kompany a medalha de bronze em Pequim. Agora, como cabeça-de-chave de um grupo sem campeões do mundo, eles têm a chance de se mostrar de fato como uma seleção de alto nível. Chegar às oitavas de final é obrigação.

ARGÉLIA

Foto: UOL
Foto: UOL

Como chegou ao Mundial: Classificada na terceira fase da África, contra Burkina Faso

Chances de classificação: Saco de pancadas

Desempenho na última Copa: Primeira fase

Ele é responsa: o meia Sofiane Feghouli

Segura a onda, fera: o atacante Nabil Ghilas

A natureza cuida: Boa parte do time. Para ser bem honesto, não dá para apostar na Argélia. São candidatíssimos a ficar com a lanterna geral da Copa e a encher a ótima geração de belga de falsas esperanças.

Sobre o time: Representantes do clássico futebol sem sal do norte africano, aquele inspirado nos europeus de cintura dura e que se preocupa mais em defender do que em atacar, os argelinos disputam sua segunda Copa consecutiva sem grandes pretensões, depois de uma classificação no sufoco no playoff contra Burkina Faso: só conseguiu a vaga com uma vitória suada por 1 a 0, no critério dos gols fora de casa (tinha perdido por 3 a 2), com um golzinho. O time não fez feio em 2010, brigando pela vaga nas oitavas de final até os últimos minutos, e o grupo sem grandes bichos papões é propício para que os comandados do técnico Valid Halilhodzic possam sonhar novamente em surpreender. Contarão com a minha torcida, já que escolheram a cidade mais legal do interior paulista para se preparar (coincidentemente, a minha).

RÚSSIA

Foto: UOL
Foto: UOL

Como chegou ao Mundial: 1º colocado do Grupo F da Europa

Chances de classificação: Vai passar

Desempenho na última Copa: Não participou

Ele é responsa: o atacante Aleksandr Kerzhakov

Segura a onda, fera: o goleiro Igor Akinfeev

A natureza cuida: o meia Yuri Zhirkov

Sobre o time: Depois de duas Copas seguidas de fora, os russos investiram pesado para tentar aparecer entre as principais potências do futebol, coisa que não conseguiu nem nos tempos de União Soviética, quando chegou ao auge em 1966, com o quarto lugar na Copa da Inglaterra (e costumava ser roubada vergonhosamente). Foram buscar o técnico Fabio Capello e reforçaram a liga local, que, além de contar com estrangeiros, reúne toda a seleção convocada. Não espere, porém, ver um time jovem sendo preparado para fazer bonito em casa em 2018. O foco é agora: num grupo mediano e com reais chances de classificação, a meta é no mínimo alcançar as oitavas de final e, depois, apostar numa retranca à italiana para chegar o mais longe possível.

COREIA DO SUL

Foto: UOL
Foto: UOL

Como chegou ao Mundial: 2º colocado do Grupo A da Ásia

Chances de classificação: Complicado

Desempenho na última Copa: Perdeu nas oitavas de final para o Uruguai

Ele é responsa: o atacante Son Heung-Min

Segura a onda, fera: Não tem. A humildade é uma característica dos povos asiáticos até quando são bons no que fazem, imagina então quando não estão entre os top top. no jovem time da Coreia do Sul não tem espaço pra marra e até os cortes de cabelo estão mais comportados desta vez. O negócio deles é jogar bola.

A natureza cuida: o atacante Park Chu-Young. Embora tenha sido o artilheiro do time nas eliminatórias, com seis gols, o “novo Park” não conseguiu brilhar com a camisa do Arsenal, aonde chegou numa estranha transação em 2011, nem nos empréstimos a Celta de Vigo e Watford. Dispensado no mês passado, precisa fazer uma boa Copa para poder atualizar seu currículo no Catho Online.

Sobre o time: A última seleção do álbum é a líder asiática em participações na Copa (está na nona edição, a oitava seguida) e tem o melhor resultado, o quarto lugar em 2002, quando avançou às semifinais com ajuda de arbitragens, hum, polêmicas. Treinada desde o ano passado por Hong Myung Bo, capitão daquele time, a Coreia chega renovada ao Brasil, com apenas cinco remanescentes do time de 2010 e sem seu maior ídolo, Park Ji Sung, que se desligou da seleção em 2011 e anunciou no mês passado sua aposentadoria.

FAIXA BÔNUS DA GALHOFA – Por Leandro Stein e Felipe Portes

SÉRVIA

Foto: FIFA
Foto: FIFA

Como chegou ao Mundial: Infelizmente não deu no Grupo A da Europa

Chances de classificação: Já era

Desempenho na última Copa: Vexame na primeira fase

Ele é responsa: o meia Milos Krasic

Segura a onda, fera: o atacante Savo Milosevic

A natureza cuida: o zagueiro Matija Nastasic

Sobre o time: A Sérvia ficou de fora da Copa do Mundo, mas nem por isso vamos deixar de citá-la no guia, mesmo porque, enfrentou o Brasil num amistoso na última semana e quase quebrou as duas pernas de Neymar, no Morumbi. A campanha dos eslavos nas eliminatórias foi deveras frustrante num grupo com Bélgica e Croácia, amplamente favoritas. Se o time fosse bom, já ficaria difícil, imagina sendo ruim desse jeito. As principais características da Sérvia depois da renovação com a demissão de Sinisa Mihajlovic são a juventude e a predisposição a baixar o porrete no adversário. É um time que não perde a viagem, abre constantemente a caixa de ferramentas e castiga os adversários em faltas estratégicas no meio-campo. Não pense você que é tudo desgraça: o ataque formado geralmente por Ljajic, Djordjevic e Markovic é rápido, habilidoso e cheio das molecagens. O problema é que falta um cara relevante para jogar ao lado do volante Matic e de um zagueiro confiável. E claro, talento… mas 2018 está logo aí, viu, pessoal? Vai que dá.

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