Sebastián Torrico, a cara da classificação do San Lorenzo

O Cruzeiro foi todo valente para enfrentar o San Lorenzo no jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores, mas nem todo o esforço do mundo foi capaz de ultrapassar as barreiras defensivas dos argentinos no Mineirão. Sobretudo quando nos deparamos com mais uma atuação esplendorosa do goleiro Sebastián Torrico.

Especialmente durante o segundo tempo, o arqueiro argentino foi capaz de impedir chances claríssimas de gol por parte de Marcelo Moreno, Dagoberto e Éverton Ribeiro. A verdade é que apesar do que o resultado em 1 a 1 possa sugerir sobre o que houve em Belo Horizonte, os cruzeirenses fizeram um papel minimamente digno, dentro do possível e do drama que se desenhou depois do gol de Ignacio Piatti.

Não foram poucas as vezes que a Raposa chegou na área do Ciclón, chutando para testar a fé dos torcedores, e claro, do próprio Torrico, uma verdadeira muralha. O camisa 12 do Cuervo deu as mãos, o corpo e até a cara para segurar o bombardeio dos pés mineiros. Era obrigação dele evitar que os donos da casa fizessem mais dois gols depois do empate de Bruno Rodrigo.

Pois a história do último dos moicanos brasileiros da Libertadores se encerrou, bem longe das superações que o Cruzeiro foi capaz de performar em fases anteriores. O San Lorenzo não foi presa tão fácil quanto o outro ciclón, Cerro Porteño. A competição calha de premiar os mais bravos e resistentes à tortura contra adversários bem superiores. Ser copero é uma característica que está no DNA deste Cuervo, que se não apresenta um jogo belo e encantador, ao menos sabe o caminho da mina de ouro. Edgardo Bauza que o diga, quando fala orgulhoso de sua LDU campeã sul-americana em 2008 contra o Fluminense.

E quem tem um goleiro que aparece como salvação nos momentos de apuros, pode se considerar com meio caminho andado. Será que estamos presenciando a canonização de San Sebastián Torrico? Formado no Godoy Cruz, o anjo da guarda do San Lorenzo já tem seus 34 anos e certamente não esperava brilhar apenas no fim de sua carreira. Com passagem esquecida pelo Argentinos Juniors, o guarda-metas se encontrou no Nuevo Gasometro e é um dos três pilares do time ao lado do meia Piatti e do atacante Ángel Correa, jovem promessa do time.

Motivado por derrubar dois grandes até a semifinal, o Cuervo encara agora o Bolívar ou o Lanús no caminho para a decisão, até agora inédita na história do clube de Boedo. Depois dos títulos da Copa Mercosul em 2001 e da Copa Sul-Americana em 2002, os azulgranas querem mais é conquistar a Libertadores e acabar com a eterna piada do CASLA, que além de significar Club Atletico San Lorenzo de Almagro, é uma referência para Club Atletico Sin Libertadores de América. Alguém ainda duvida que a maré de sorte pode desaguar na festa do título?

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