Crimes inafiançáveis

Por Walter Paneque

Foi um sábado atípico, disseram por aqui. Repleto de pessoas legais, também afirmaram. Citaram ainda que, olhem só, podia ter uma Copa Trifon Ivanov por mês. Aonde já se viu!? Bem, eu não sei, mas concordo com tudo isso. Apesar do roubo, mais um grande dia.

Digamos que o combustível que moveu nossa Kombi amarela da Zona Leste ao Playball foi o carinho da torcida. Ela, a insuperável, a gostosona, a musa de todos nós, a corneta, veio com a gente. Uma vez o time reunido, fugimos do alvoroço da multidão e fomos para longe das câmeras (sim, tinham muitas, a última vez que vi tantas foram nas Bodas de Ouro da minha avó Irene). (Na verdade fomos pra onde tinha sombra, o Sol estava IMPRATICÁVEL).

Escrevemos alguns cartazes, passamos a limpo a tática estudada durante os meses de preparação, colocamos nossos bonés, e estávamos prontos para disputar a Copa. Fomos para a cancha.

No primeiro jogo, não hesitamos: “esse Ajaxanã do Eric e do Imperador parece ser bom, vamos recuar todo mundo e tentar não tomar gol”. Infelizmente não deu, tomamos o primeiro em falha minha, a coisa degringolou, tomamos o segundo, chegamos a diminuir, PORÉM, graças a uma SENHORA GARFADA do apitador Acácio Barros, que não marcou um PÊNALTI CLARÍSSIMO em nosso favor, no último lance do jogo, quando o atleta de nome [não me lembro o nome] deu um tapa na bola para impedir que a redonda estufasse a rede. 2 a 1 pros caras.

Contra o Universidad de Augusta, do amigo Jules, protagonizamos um dos jogos mais TITE da Copa. Nem lembro com foi isso aí, só sei que terminou 0 a 0.

Fechando a fase de grupos, o Higienapoli, vulgo time do Moret. O time era uma máquina, bem verdade, saí de campo e o Steaua se recuperou, que também é verdade. Após estarmos perdendo por 2 a 0, viramos pra 3 a 2, mas em mais uma FALHA CLAMOROSA da arbitragem, na ocasião comandada por De Giuli, tomamos o empate. Apitou o início do jogo enquanto comemorávamos/reclamávamos e os hómi foram lá e pimba. 3 a 3 e c´est fini. Fica o registro da atuação ARREBATADORA do goleiro Gui. (convoca, Felipão)

Nossa única vitória veio na estreia do torneio seguinte, nas quartas da BEZINHA QUERIDA, por W.O., que seria contra o Borussia Moemagladbach, entretanto, em frangalhos. Juro que não enterramos nenhum sapo sob a mesa de qualquer boteco gourmet da região.

Tivemos ainda mais dois jogos, uma derrota pro Bixiga do Thom e Cia., nas semis, e outra pro Deportes da chinelada toda, na decisão do 3º lugar. Porém, a essas alturas, eu já estava mesmo é mais preocupado na minha participação na torcida organizada oficial da Copa: o Setor Sudoeste do Norte.

Sabem aqueles caras chatos posicionados atrás do gol que ficavam cornetando todo e qualquer goleiro que jogasse ali? Então. Comigo, Guilherme Sacco, Caíque Toledo, Éder Sguerri, Thiago Ienco, Obede Jr., Domingos Perfetto e muitos outros que por ali passaram pra deixar o seu carinhoso recado aos atletas. De recados importantes, apenas as saudações para #Jair e os OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO (puto/’Maha/ttawa/ruro/lá em casa).

Agradeço ao imponente escrete do Steaua, composto por Gui Bloisi, o Chilavert hétero da Pompeia, o zagueiro campeão da primeira Copa, Luís Araújo, Victor Martins, o professor Maedhros, Caetano Burgos, o Caecito, quem mais se irritou com minhas excepcionais más atuações no dia do certame. Ainda agradeço ao Dimi, companheiro de derrotas desde o Guarujasaray, combativo na marcação como nunca fui (#tamoxunto), ao Rochinha, figura ímpar que reforçou o time um dia antes do torneio, um obrigado pelos gols marcados; ao Kaio Ex-Tévez, mais habilidoso do time e que poderia ter finalizado um pouco mais ( ====<() FÓN) e ainda pro Nicholas Hagel, que pela segunda vez consecutiva ABANDONOU o Trifonzão sem mesmo entrar em campo.

Meu saldo no torneio: nenhum domínio de bola, nenhuma finalização no gol, muitas risadas, agraciado com o carinho da torcida e em um time EXCESSIVAMENTE PREJUDICADO pela arbitragem.

Há crime maior do que um dia desses não ter, sei lá, umas 72 horas? Deixo o nosso protesto, por mais sábados assim (e por menos apitos criminosos):

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Foto: Maurício Matsueda

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