O mágico que se escondeu na própria cartola

Jorge “Magico” González surgiu no Mundial de 1982 como o principal e mais fantástico jogador da seleção salvadorenha. Evidente que não era difícil se sobressair, mas Jorge provou ser algo a mais do que uma boa participação em Copas, em seu tempo no Cádiz.

Alguém que era conhecido como Mágico certamente deveria ter um talento extraordinário. Pois o mais importante jogador a ter saído de El Salvador nos anos 80, Jorge González, sabia bem como usar seus truques. Escondia a bola, fazia ela tomar caminhos perversos para driblar os adversários e empolgava a torcida, ansiosa por novas peripécias do seu camisa 10.

Foi no Cádiz que González virou Mágico González. Foram sete anos no acanhado clube espanhol, transitando entre a idolatria e a controvérsia. Em 2013, a ESPN transmitiu um documentário chamado “Cádiz Mágico”, onde contava sobre os nove anos (dois deles no Valladolid) em que o salvadorenho jogou na liga espanhola. Vários colegas e torcedores falaram sobre o craque, que explorou até onde pôde a máxima do “futebol é diversão”.

Amante da noite, Jorge desaparecia de vários treinos, ficava incomunicável e só dava as caras em dias de jogos, quando o fazia. A boemia impediu que o talento improvável conseguisse algo mais do que a admiração pela competência dentro de campo. Do momento em que explodiu para o mundo jogando a Copa de 82 até o início da década de 90, Mágico González se perdeu na sua própria juventude, sumindo em sua própria cartola.

Abaixo, um pouco da magia do salvadorenho com a camisa do Cádiz. Um clássico caso de “poderia ter sido melhor”.

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