Longa distância, curta viagem

O excesso de peso das camisas dos times na minha bagagem e da honra de carregar o fardo de ser capitão de tão voluntarioso time. Na sexta ainda conheci alguns dos participantes da Copa. Clima ameno, cervejas e risos.

Sábado de manhã, chegamos cedo (ou no horário). Tive a incumbência e a honra de apitar os primeiros jogos. Estranha boa sensação de apertar as mãos de Márcio Canuto. Jogamos. Ainda sem reserva, ainda mal das pernas pela noite anterior (não a toa nosso goleiro ganhou troféu Romário). Dos nossos jogos, pouco me lembro. Canabi era um time que apertava pelas pontas, tentamos fazer o adversário jogar na fumaça (rs).

Lembro que Ciro, o goleiro, o mito, o homem, fez a partida da vida contra o América, por baixo facilmente fez umas 20 defesas. Gabriel e Júlio chutavam, chutavam. Bonassoli vinha de viagem e tentava se adaptar ao fuso horário. E eu, bem, ganhei um troféu de jogador mais violento, ainda peitei o juiz de 2,10m de altura.

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Julio dribla Portes no meio campo

Entre nossos jogos ainda tive q audácia de pilotar a churrasqueira (há quem diga que a carne ficou boa, bem… estávamos com fome, não é?) Caimos fora nas quartas de final, justo no nosso melhor jogo. Perdemos de goleada. confusão e empurra-empurra ao fim do jogo. Lembro aqui das cornetas, dos gritos e dos risos. Cervejas durante os jogos e a fumaça (da churrasqueira). Não posso dizer que lembro de todos com quem conversei. mas posso lembrar do lema da nossa querida Impedcopa “Quem tem amigos, é sempre um vencedor”.

Se pudesse voltar no tempo acho que a única coisa diferente seria o sal (colocaria a mais naquela costela). Estive longe, envolto em fumaça durante os jogos finais. Não pude participar de forma plena das finais, mas ali, da churrasqueira, na fumaça e de olhos vermelhos, só posso dizer que todos faziam uma baita festa.

Canabi, uma honra tua cores. Uma honra teus senhores. Voltaremos.

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Vai que é sua, Ciro!

Alguma fumaça (Por Leonardo Bonassoli)

Começando pelo fim, acho que a trajetória do Canabi teria sido mais vencedora se a Copa Trifon Ivanov tivesse tido um segundo turno. O time demorou para se arrumar. Mas é passado e fica a experiência.

Após uma noite quase em claro viajando sob efeito da força G do busão na estrada e de carregar quase 20 kg de bagagem, fomos para o primeiro jogo. A voluntariedade me ferrou junto com o sol forte. Corri e senti ao ponto de pedir para começar no banco no segundo jogo. Ambos em empates que merecíamos melhor sorte, ambos por 1 a 1, contra XV e America, sendo que um dos nossos gols começou em uma interceptação minha no meio. No segundo jogo, Ciro “Pegador” Hamen, o Aranha com Menos Melanina, o Goleiro Marginal Alado do Sk8 Saaaaantos Tcharlibraun, pegou até pensamento.

Depois, veio o desaire: o Bayern veio completo e um jogo em que desandaram a encaixar gols. Foram seis e nada deu certo na frente. Após este jogo, começamos a arrumar o time de fato. Marcinho, o atrasado (foi num casamento antes e esse pessoal casa demais, hein), chegou e primeiro foi usado no ataque e depois na defesa. Perdemos para Rad e Neuchatel dominando os adversários, ambos por 1 a 0. Jogando mais certo na minha posição, ataque sem tanta responsabilidade de sair combatendo atrás (o que me arrebentou no começo), consegui não cansar após o tempo jogado e, na partida derradeira, dei meu único chute a gol, por cima.

Joguei menos o que esperava, mas amenizo por ter conseguido voltar a jogar apenas 40 dias antes da competição após praticamente um ano parado com uma série de lesões (começou com uma pancada no pé, virou uma lesão grande muscular nas costas, passou para a perna e terminou numa fascite plantar insistente no pé direito. Foram 50 sessões de fisioterapia em menos de um ano e uns 20 kg ganhos, dos quais seis foram livrados na breve preparação.

O Canabi poderia ter feito mais fumaça se a competição seguisse mais. Tivemos azar em lances capitais, parecendo time do Tite (e Chong), mas começávamos a ter uma cara com Frodo De León e Marcinho (que começou como atacante e recuou usando bem a força e a estatura) defendendo, Gabriel correndo e usando os 18 anos recém completados. Gonçalves também flutuando, Izzo Substituto do Hagel se multiplicando e Julio César aparecendo bem no ataque. Tudo com Spider Ciro no gol. Eu, quando em campo, fiquei com a função de não voltar tanto, tentar algo na frente, e azucrinar a defesa, inclusive na bola parada, sendo que quase marcamos duas vezes em escanteio só pelo fato de ficar em cima do goleiro, ele se distrair querendo me empurrar e acabar saindo mal por causa disso.

Vale pela experiência e pela noção que tem muito a caminhar. Não sei se consigo chegar em fevereiro, pois minha vida profissional usa muitos dos fins de semana, mas estarei com certeza na de outubro do ano que vem (marque para uma semana depois do 1.º turno das eleições que eu estarei de férias), e, se tudo der certo, mais perto da minha forma ideal, senão nela. Aí, minha ruindade aparecerá mais que a língua de fora após o calor do começo da tarde e então botarei a culpa nos 31 anos que terei. Aguante!

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