Carrossel Agrícola emula Holanda de 1974 – inclusive na derrota

A ansiedade tava foda na semana passada. E já peço perdão porque escrevo palavrão mesmo. Não existe outro adjetivo que represente da forma igual a este foda. O campeonato passou e já estou ansioso pra voltar ao Complexo Ivanov.

A engrenagem estava emperrando na estreia contra o CPTM Moscou. Chiorino, bendito seja aquele careca, fez o que quis. Cazzo, era muito nervosismo. Da minha parte, principalmente, afinal era o primeiro campeonato de futebol que eu disputava PROFISSIONALMENTE. Sempre soube que não tinha aptidão para movimentar esse objeto redondo com os pés. É deveras difícil. Ainda mais ter de se equilibrar enquanto precisa andar e passar (dibrar) o seu oponente… Exige demais do cérebro. Felizmente optei pelo handebol e tive sucesso durante meus anos de moleque.

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SAI DO GOL, GEORGE!

Brinquei na internet, também na semana anterior ao torneio, que todos veriam o Carrossel Agrícola. Conhecia ninguém do meu time; a exceção era o Arthur. Mas, né, dizem que a esperança é a última que morre (não sei que inventou isso). Lellis, Matheus e Escuerzo deram uma baita força e batemos o pior time do campeonato – como o Cruzeiro contra o Náutico. O ferrolho defensivo contra o Borgo… Nunca tive visto algo igual. Superação. A melhor partida da primeira fase. O jogo contra o Neuchatel, talvez, tivesse sido melhor se o calendário não fosse quarta, domingo, quarta, domingo. Atletas fadigados (havíamos corrido t-r-i-n-t-a minutos).

Não quero me estender durante a fase eliminatória da Copa. Vitória nas quartas por 4 a 1, derrota marcante para o Bayern e conquista da 3ª colocação ante o Neuchatel, nos pênaltis.

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Escuerzo marca e o goleiro De Giuli se contunde

Só gostaria de agradecer ao Lellis, o Cristiano Ronaldo melhorado, por ter cobrado os escanteios que permitiram meus dois – e únicos – gols contra o América; ao Matheus, o Carrick da Rua Rocha; ao Escuerzo, o Batistuta sem cabelo; o Cesarotti, nosso Costacurta; ao Rodrigo, Beckham sem marketing (dois lançamentos absurdos contra o Neuchatel que não conferi em gol por motivos de: fui molenga e tentei o voleio do meio da quadra); ao George, nosso Van der Sar; e ao Coxa, o melhor Ralf depois de RALF RALF RALF RALF. O Coxa é craque e merece seleção digase de pasage. Eu, no máximo, sou um Morais. (*o autor do texto ainda não sabe ao certo quem foi que cobrou o escanteio num de seus gols então pode mesmo ter se confundido entre Matheus e Lellis)

Não passava pela minha cabeça conhecer esses caras tão malucos e divertidos num só dia de futebol-zoeira. Eles conseguiram fazer do União Agrícola Palmarense a Hungria de 1954 e a Holanda de 1974. O melhor (sic) nem sempre vence. Aí está a graça. (Mas gostaria de ver o desfecho da competição se não tivéssemos sido garfados na semifinal!).

Gostaria de oferecer a minha não-medalha de bronze ao Bonsanti. Também ao Thomas e o Tomiate. Ao Chiorino, ao Frodo e ao Stein. Ao Julio e ao Borgo. Ao Amarello, ao Colombari e ao Rossatto. Ao Paneque, ao Paranhos e ao Curty. Ao Vite, Nathan e Gui Ravelli. Aos Harris, ao Euan e ao Luís (Gallinari é melhor que Rose, seu trouxa). Aos Oliveira e ao GIONATO RUSSERRAMA. E ao Marcio Canuto. E a todos que estiveram presentes no Complexo.

O próximo será melhor. No próximo, farei mais gols – pelo menos tentarei. No próximo, quebrarei o Portes – vou tentar também. No próximo, vou meter mais uma cavadinha no Paranhos – esse eu consigo. Termino meu texto com um pedido: por favor, corram menos. As dores, elas permanecem no meu corpo. Entendo porque Valdivia adora passar um tempo fazendo trabalho regenerativo.

Um pensamento em “Carrossel Agrícola emula Holanda de 1974 – inclusive na derrota”

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