Um inimigo íntimo

Se tinha alguém em campo naquele Real Madrid x Barcelona de 7 de janeiro de 1995 que queria vencer, esse alguém era Michael Laudrup. O dinamarquês teve anos brilhantes no clube catalão, mas atravessava um momento de transição na carreira quando foi preterido por Cruyff no Camp Nou e arrumou suas malas da mudança para o Santiago Bernabéu.

Nessa mudança de ares, se juntou a um time madridista que não sabia o que era fazer frente ao rival no campeonato espanhol e já somava alguns bons anos sem um título nacional. Num clima de vingança pelo vexame do ano anterior, o Real precisava apagar os 5-0 sofridos em Barcelona.

Com o reforço de Laudrup, determinado a fazer dos madridistas um elenco vencedor, o time da casa deu as cartas no Santiago Bernabéu. Devolvendo a goleada de 94, o Real atropelou o Barça com grande atuação do dinamarquês e seus colegas. Os cinco gols serviram sobretudo para a afirmação do plantel treinado por Jorge Valdano.

E o dinamarquês deu show. Numa grande jogada, começou o lance do primeiro gol, feito por Iván Zamorano. Laudrup ainda roubou a carteira de Bakero e deu uma assistência milimétrica para o mesmo Zamorano aumentar para 3 a 0. Até este momento, ainda no primeiro tempo, o chileno havia feito os três tentos madridistas numa noite fantasmagórica dentro do Bernabéu.

Luís Enrique fez o quarto gol num lance em que a defesa blaugrana cochilou e não marcou ninguém. Amavisca fechou o placar com 25 minutos do segundo tempo e completou a vingança de Valdano e seus comandados.

Um ótimo consolo para Laudrup, que foi quase que dispensado por Cruyff no Camp Nou após a derrota do Barça na decisão da Liga dos Campeões diante do Milan, por 4 a 0. Que bela forma de mostrar seu valor…

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